A PESCA DE ARRASTÃO-DE-PRAIA EM CORURIPE (ALAGOAS – BRASIL)

  • Maria do Carmo Ferrão Santos
  • Francisco Roberto Cavalcante Marinho
Palavras-chave: peneídeos, pesca, arrastão-de-praia, Coruripe.

Resumo

Ao largo de Coruripe – Alagoas, existe uma centenária pesca de arrastão-de-praia, cujas espécies-alvo são os camarões peneídeos. Esta tradicional pescaria vem sendo repassada por várias gerações, por trata-se de uma atividade extrativista, onde pessoas de baixa renda utilizam a produção como complemento alimentar, assim, proporciona uma baixa taxa de rejeição da produção. Totalizam em 22 redes que atuam em diversas praias dos 50 km de orla. Estima-se em cerca de 600 pessoas envolvidas diretamente com as pescarias, sendo que em torno de 90% são mulheres. Os dados foram obtidos através de amostragem biológica e aplicação de 30 questionários, cujos pescadores possuem idade entre 29 e 65 anos. Nas amostragens biológicas foram identificadas as espécies de peixes mais frequentes na fauna acompanhante. Dos 1.300 exemplares de camarões analisados, 85,0% foi de sete-barbas, seguido do branco (10,0%) e do rosa (5,0%); todos com porcentual de fêmeas mais elevada do que os machos. A participação de fêmeas que não atingiram a primeira maturação gonadal correspondeu a 12,4% do camarão sete-barbas, 4,0% do camarão branco e 1,0% do camarão rosa, portanto, a grande maioria já reproduziu pelo menos uma vez. Pelo exposto, esta pesca, semelhante a tantas outras, também é impactante, porém, jamais à nível de se propor a proibição desta atividade de extrema importância social.

Biografia do Autor

Maria do Carmo Ferrão Santos
Graduações: Bacharelado em Ciências Biológicas (UFRPE) e Licenciatura em Biologia (UFPE). Mestrado e Doutorado em Oceanografia Biológica (UFPE). Analista Ambiental do ICMBio/MMA.  Professora.
Publicado
2019-08-08
Seção
Artigo (Original, Técnico, Revisão)