Acta of Fisheries and Aquatic Resources https://seer.ufs.br/index.php/ActaFish <p><strong>Escopo</strong>: A ActaFish tem por objetivo publicar trabalhos relacionados com a área de Recursos Pesqueiros e Engenharia de Pesca, com ênfase para: Tecnologia de Pesca; Aquicultura; Tecnologia do Pescado e Ecossitemas Aquáticos (Marinhos, Dulciaquícolas e Estarinos).&nbsp;<br><strong>E-ISSN</strong>: 2357-8068</p> pt-BR <h4>1. PROPOSTA DE POLÍTICA PARA PERIÓDICOS DE ACESSO LIVRE</h4><br /><span>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</span><br /><br /><ol type="a"><ol type="a"><li>Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/" target="_new">Licença Creative Commons Attribution</a> que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</li></ol></ol><br /><ol type="a"><ol type="a"><li>Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</li></ol></ol><br /><ol type="a"><ol type="a"><li>Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja <a href="http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html" target="_new">O Efeito do Acesso Livre</a>).</li></ol></ol> actafish@gmail.com (José Milton Barbosa e Ana Rosa Araujo) actafish@gmail.com (José Milton Barbosa) qui, 11 out 2018 09:42:50 -0300 OJS 3.1.2.4 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 CARACTERIZAÇÃO DE ALMÔNDEGAS DE PIRARUCU E TILÁPIA DO NILO CULTIVADOS: APLICAÇÃO NA MERENDA ESCOLAR https://seer.ufs.br/index.php/ActaFish/article/view/10727 <p>O consumo global de pescado per capita atingiu um novo recorde de 20,1 kg em 2015 e a produção mundial atingiu a cifra de 167,2 milhões de toneladas/ano, graças ao forte crescimento da aquicultura (FAO, 2016). Esta pesquisa teve como objetivo a caracterização de almôndegas elaboradas com carne mecanicamente separada (CMS) de tilápia do Nilo (<em>Oreochromis niloticus</em>) e pirarucu (<em>Arapaima gigas</em>) através da avaliação de seus aspectos físicos, químicos, microbiológicos, nutricionais e sensoriais. A caracterização das almondegas de pescado e da CMS foi determinada pelas análises físico-químicas (pH e Atividade de água - Aw), da composição proximal (umidade, proteína, lipídeos, cinzas e carboidratos) e do perfil de aminoácidos somente para as almôndegas. As análises microbiológicas foram realizadas para Estafilococos coagulase positiva, coliformes a 45 °C e <em>Salmonella </em>sp, mais o teste microbiológico para o tempo de vida de prateleira em 90 dias somente para as almôndegas. A análise sensorial feita para as almondegas foi realizada por meio da aplicação do teste de aceitabilidade global, segundo as normas do PNAE (2010). A CMS (tilápia do Nilo e pirarucu) apresentaram maiores teores proteico (21% e 20%) e maior umidade (76% e 76,8%) em comparação às almondegas de pescado das mesmas espécies respectivamente proteína (17% e 18%) e umidade (72% e 71%) que também são valores muito aceitáveis, por outro lado as almôndegas (tilápia do Nilo e pirarucu) apresentaram maiores teores de lipídios (7% e 8,1%), carboidratos (2,5% e 1,3%) e cinzas (1,5% e 1,6%) que a CMS, em virtude do uso de insumos (sal, temperos e ligantes). Os perfis de aminoácidos das almôndegas de pescado foram semelhantes, apresentando alto valor nutricional pela sua composição de aminoácidos essenciais. A análise microbiológica demonstrou que o produto estava dentro do padrão sanitário exigido pela legislação e que o teste de vida de prateleira foi satisfatório. A análise sensorial mostrou que a maioria das crianças aceitaram a merenda escolar em forma de almôndegas de pescado nos conceitos conferidos da escala hedônica gostei e adorei. Com base nos resultados obtidos, conclui-se que as almôndegas de pescado elaboradas a partir de CMS de tilápia do Nilo e pirarucu, tem um indicativo fortíssimo para utilização na merenda escolar, visto que apresentam atributos físico-químicos, nutricionais, microbiológicos e sensoriais, desejáveis e por estimular o aproveitamento integral de pescado em produtos de valor agregado.</p><p><strong>Palavras-chave: </strong>atributos de qualidade, CMS, almôndega de pescado e aceitabilidade.</p> ANTONIO DIOGO LUSTOSA-NETO Copyright (c) 2019 Acta of Fisheries and Aquatic Resources https://seer.ufs.br/index.php/ActaFish/article/view/10727 qua, 30 out 2019 00:00:00 -0300 OFERTA DE PESCADO EM ARACAJU, SE: ESTUDO DE CASO https://seer.ufs.br/index.php/ActaFish/article/view/10116 <div class="WordSection1"><p><strong> </strong>O consumo de peixes aumentou nas últimas quatro décadas devido a maior demanda e pelas mudanças no hábito alimentar da população, que vem, cada vez mais, buscando produtos com perfil nutricional adequado. O setor supermercadista está se consolidando como ponto de venda e comercialização de pescado. O objetivo desse estudo foi realizar um diagnóstico sobre a dinâmica da oferta de pescado em um estabelecimento comercial na cidade de Aracaju. As coletas foram realizadas duas vezes por mês, totalizando 24 coletas ao ano, nos dias de maior movimentação de clientes. Foram obtidos dados referentes à variedade de espécies de pescado disponíveis para o consumidor, preço médio, formas de apresentação e conservação, além da aplicação de um questionário semiestruturado para obter informações sobre as preferências dos consumidores em relação ao consumo de pescado. Foi constatado que 88% dos pescados encontrados foram de peixes e 12% de crustáceos, sendo apresentados principalmente no formato de filé e conservados sob a forma congelada. As espécies de pescados que apresentaram frequência durante todo o ano de 2015 foram tilápia e salmão, processadas em embalagens de 400g a 1 kg. A sardinha foi a espécie de pescado que apresentou o menor preço médio (USD 1.65 / kg de peixe) e o bacalhau do porto apresentou o maior preço médio (USD 18.75 / kg de peixe). Aproximadamente 81% dos entrevistados afirmaram preocupar-se com a validade do produto (tempo de prateleira) a ser adquirido para consumo. Somente 66% responderam que se alimentam de pescado por serem produtos mais saudáveis, 32% por sentirem prazer em comer pescado e apenas 2% que não consomem pescado com frequência por não possuírem uma renda suficiente para tal consumo. A sazonalidade das espécies, associada ao ciclo biológico, regulou a oferta dos tipos de pescado.</p></div> ADRIANO DE JESUS SANTOS, ANS ROSA ARAÚJO Copyright (c) 2019 Acta of Fisheries and Aquatic Resources https://seer.ufs.br/index.php/ActaFish/article/view/10116 qua, 30 jan 2019 00:00:00 -0300 A INDÚSTRIA DE PRODUTOS DERIVADOS DA PESCA E AQUICULTURA https://seer.ufs.br/index.php/ActaFish/article/view/10115 <p class="TxtNormal">A produção de pescado mundial tem crescido constantemente nas últimas cinco décadas, de acordo com as informações levantadas no Estado Mundial da Pesca e Aquicultura, publicado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, 2016).</p><p class="TxtNormal">A produção mundial de pescado atingiu em 2014 uma marca de 167,2 milhões de toneladas, sendo que 20,9 milhões de toneladas não foram utilizados para fins alimentícios. A pesca extrativista contribuiu com 93,4 milhões de toneladas (Tabela 1). Apesar do ligeiro aumento, comparado aos dois anos anteriores, à atividade pesqueira extrativista segue praticamente estável desde o final da década de 1980, devido à sobre exploração.</p><p class="TxtNormal">A produção aquícola mundial para o mesmo ano de 2014 foi de 73,8 milhões de toneladas, considerando que em 1974 a aquicultura fornecia apenas 7% de pescado para consumo humano, e que essa participação aumentou para 26% em 1994, e 39% em 2004, o ano de 2014 tornou-se um marco, haja vista que pela primeira vez a aquicultura superou a pesca no abastecimento de pescado para consumo humano. Isso porque os 20,9 milhões de toneladas não utilizados com produtos alimentícios são oriundos principalmente da pesca extrativista, como por exemplo das capturas de anchovetas (<em>Engraulis ringens</em>), que em sua maioria é reduzida a farinha de peixe.</p><p class="TxtNormal">O pescado como fonte alimentar tem aumentado a uma taxa média anual de 3,2%, no período de 1961 a 2013, enquanto o crescimento populacional mundial está a 1,6%, sendo esse um dos fatores que contribuíram para o aumento do consumo per capita de 9,9 kg em 1960 para 19,7 kg em 2013, com estimativas preliminares para além de 20 kg no ano de 2014 (Tabela 1). Entretanto, outros elementos como a ascensão da renda familiar, a urbanização, e a forte expansão da produção de peixe e dos canais de distribuição mais eficientes, ajudaram a impulsionar este aumento do consumo. Prova disso é que em 1960, 67% de toda produção de pescado foi utilizado para o consumo humano, já em 2014 bateu os 87%, ou seja, mais de 146 milhões de toneladas; desses 67 milhões de toneladas, ou seja 46% eram vivos, frescos ou refrigerados. O resto da produção para fins comestíveis foi 12% (17 milhões de toneladas) na forma seca, salgados e defumados, 13% (19 milhões de toneladas) em conservas e 30% (44 milhões de toneladas) sob a forma congelada (FAO, 2016).</p> ANTONIO DIOGO LUSTOSA-NETO Copyright (c) 2019 Acta of Fisheries and Aquatic Resources https://seer.ufs.br/index.php/ActaFish/article/view/10115 qua, 30 jan 2019 00:00:00 -0300