O CHECKPOINT DE NGE LAY E A URGÊNCIA DE FALAR DE NOSSAS VULVAS

  • Maria Cristina Simões Viviani

Resumo

Partindo da obra “Checkpoint” da artista birmanesa Nge Lay, este artigo tem o objetivo de abordar discussões sobre a construção cultural da vulva através da arte. Com base em uma perspectiva feminista e decolonial, cito obras que trazem a vulva como elemento central, e fazem emergir discussões acerca de seu simbolismo na contemporaneidade. Diante do padrão de corpos imposto, houve uma desnaturalização daqueles que não correspondiam ao colocado pela mídia para consumo, induzindo a um descontentamento das mulheres com sua realidade. Com isso, há uma necessidade culturalmente fabricada para a cirurgia plástica íntima, produzida como justificativa de um consumo de corpos feita por um sistema de regulação da feminilidade e do que significa ser mulher. Assim, através de trabalhos de diferentes artistas, busco trazer as pautas que atravessam a estética padronizada da anatomia feminina e que de alguma forma questionam narrativas hegemônicas. Por fim, a pesquisa tem como objetivo de que através da compreensão das disputas acerca do corpo da mulher, e de um maior repertório de imagens e representações, se democratize o entendimento de beleza de forma mais diversa e representativa.

Biografia do Autor

Maria Cristina Simões Viviani

Doutoranda em Antropologia pela Universidade Federal do Pará, tem como área de pesquisa arte, gênero e decolonialidade. Possui mestrado em Antropologia pela Universidade Federal de Sergipe. Cursou bacharelado e licenciatura em Educação Física pela Universidade Estadual de São Paulo.

Publicado
2020-08-13
Seção
Dossiê: Arte e Gênero