MIGRAÇÃO E SAÚDE DE BRASILEIROS RESIDENTES EM LISBOA

Lyria Maria dos Reis, Natália Ramos

Resumo


As migrações internacionais são uma constante no mundo globalizado e os brasileiros também fazem parte deste grupo de indivíduos que se desloca para diferentes países e continentes, muitas vezes em busca de melhores condições de vida. Portugueses e brasileiros sempre cruzaram o oceano Atlântico e, atualmente, mais de cem mil brasileiros vivem regularmente em Portugal. A mudança de um país para outro provoca alterações no contexto biopsicossocial dos indivíduos que deixam o seu meio conhecido e vão de encontro a um meio novo. Um dos aspectos importantes a ser investigado em contexto migratório é o efeito que a migração e a condição de “ser imigrante” podem provocar nestes sujeitos, principalmente na sua saúde. Esta comunicação tem como objetivo apresentar alguns dos resultados de uma investigação sobre determinantes da saúde de imigrantes brasileiros, homens e mulheres residentes na região de Lisboa, desenvolvida no âmbito de um projeto de doutoramento em Psicologia realizado na Universidade Aberta de Lisboa. A investigação tem como objetivo geral conhecer e compreender a situação de imigrantes brasileiros residentes em Lisboa, a sua relação com a saúde e a doença, o seu processo migratório e os possíveis efeitos deste sobre a sua saúde, os seus estilos de vida e qualidade de vida. Para o estudo empírico foram inquiridos 120 brasileiros (67 mulheres e 53 homens) com idades entre os 19 e 64 anos, residentes em Portugal há mais de 1 ano e que, após esclarecimento, concordaram em colaborar com a pesquisa. Os inquéritos foram analisados utilizando estatística descritiva e análise temática de conteúdo. Os principais resultados encontrados evidenciaram que a maioria dos entrevistados apresenta boa saúde embora tenha ocorrido uma diminuição na procura de cuidados de saúde, principalmente ao nível preventivo. Consideramos necessário aumentar a informação direcionada aos imigrantes quanto aos seus direitos para uma melhor adaptação e integração no país de acolhimento, bem como para uma saúde e qualidade de vida.


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DOI: https://doi.org/10.21665/2318-3888.v1n2p29-53

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