O GRAU ZERO DO CORPO: UMA SUGESTÃO DE ESCRITURA QUEER

Daniel Moura

Resumo


Este artigo dialoga com uma pesquisa teórico-prática, que tem o corpo como objeto fundamentado por questões de gênero, transculturação, política, dramaturgia e artivismo; associados às noções sobre as masculinidades do cabra macho nordestino e o dançarino flamenco. Sustento, a partir disso, como objetivo, uma ideia de corpo transcultulrado como possibilidade de pensar o grau zero do corpo em uma sugestão de escritura, inicialmente chamada de escritura queer. Esta sugestão emerge da observação de como o corpo, local de acontecimento dos eventos dos textos discutidos, está diretamente implicado: seja por uma construção de personagem no desenvolver de uma narrativa, ou mesmo como sujeito das relações sugeridas pelo espaço físico, onde o corpo é o centro de uma produção de subjetividade, bem como fundador de uma poética. A segunda parte deste artigo cria uma relação entre a sugestão de grau zero do corpo, verificada nas referências iniciais e a minha pesquisa sobre corpo transculturado, como uma possibilidade de compreensão de grau zero pela via direta do corpo, tendo a performance Protocolo.doc como uma poética que exercita na prática, as reflexões lançadas neste artigo. A justificativa desta escrita, leva em consideração o fato de poder compreender melhor o meio e os processos de produção de subjetividades, por via da desterritorialidade e reterritorialidade. Portanto, este artigo diz respeito ao modo pelo qual a dissidência de gênero pode se manifestar numa performance de dança, com o intuito maior de apresentar uma projeção na compreensão dos fenômenos, do que elaborar conteúdos sobre eles. Tratando-se do favorecimento das noções no lugar dos conceitos, inaugurando linhas originais de indagação para os caminhos a serem desvendados na construção do conhecimento.

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DOI: https://doi.org/10.21665/2318-3888.v4n8p185-212

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