Revista Ambivalências

Revista Ambivalências é uma publicação semestral de divulgação científica mantida pelo Grupo de Pesquisa “Processos Identitários e Poder” (GEPPIP). O GEPPIP foi criado em 2010 e está vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Sociologia – PPGS da Universidade Federal de Sergipe (UFS), sendo composto por discentes e docentes do Brasil e Portugal.

A Revista Ambivalências publicou o seu primeiro número em janeiro de 2013 e a partir do 2º número (jul-dez/2013) o projeto editorial da Revista passou a ser constituído por dossiê, sessão livre de artigos e resenhas. Desde então os dossiês têm sido organizados por pesquisadores que atuam no âmbito nacional e internacional.

A Revista Ambivalências tem como objetivo reunir e divulgar estudos que abordam a temática das identidades como expressão de relações de poder produtoras de classificação, hierarquização e transgressão social, de modo a trabalhá-la em suas conexões empíricas, teóricas e metodológicas. Desta maneira, a Revista Ambivalências busca ampliar a difusão dos estudos que dão conta de realidades caracterizadas pela intersecção entre a dimensões políticas e culturais da vida social contemporânea, tomando como base as novas formas de relações de dominação de um mundo marcado pela fragmentação e descentramento identitário.

Revista Ambivalências está indexada nas seguintes bases:

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Classificações da Revista no QUALIS da CAPES:

Antropologia - B3

Sociologia - B4

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## CHAMADA PARA ARTIGOS ##


Dossiê Socialidades Interespecíficas

PRAZO: 30/10

Organizadores:

Ugo Maia (DCS/INUMA/PPGA/UFS)

Beto Vianna (DLI/INUMA/PPGA/UFS)

 

Em face do grande volume de estudos envolvendo o animal e a relação humano-animal – recortados ou transpassados pelos eixos moral, econômico, cognitivo, fisiológico ou social, e produzidos no âmbito de disciplinas diversas como a antropologia, a sociologia, a psicologia, o direito, a medicina veterinária, a zootecnia e a filosofia – é imperativo considerarmos exercícios que radicalizem a alteridade do animal a fim de também radicalizarmos a identidade do humano. Pensar o humano no animal, pensar o animal no humano, pensar o humano através do animal ou pensar a ambos como processos coontogênicos instáveis, faz emergir territórios fluidos, marcados por intensidades, alianças e antagonismos capazes de pulverizar todo o humanismo tradicional, abrindo-se espaço para uma reflexão ampliada sobre as interfaces humano e não humano com consequências diversas para os fundamentos epistemológicos das áreas do saber mencionadas, em especial a antropologia, a linguística, a filosofia e os estudos em cognição humana e não humana. Simultaneamente às socialidades humano-animal, vê-se a presença histórica e intensa, em sistemas sociais diversos, de entes “inanimados”, tais como artefatos rituais, criações biotecnológicas, computadores, smartphones e sistemas bancários, plenos de agência e/ou intencionalidade, compondo complexos emaranhados de relações com os humanos caracterizados sob a forma de redes, malhas e conexões.

 

O Dossiê “Socialidades interespecíficas”, da Revista Ambivalências, pretende reunir contribuições de pesquisas bibliográficas ou de natureza etnográfica a respeito das múltiplas formas que assumem as associações entre humanos e não humanos, seja no que concerne à relação com o animal (caça, ajuda mútua, competição, pets, animais de rua, animais de produção, trabalho e entretenimento, entre outros); à relação com artefatos em contexto de coletivos não hegemônicos, como os ameríndios e afro-brasileiros; ou à composição de redes sociotécnicas modernas. Espera-se que os trabalhos tragam indagações profícuas a respeito do papel social e do lugar cultural da artificialidade das divisas humano/não humano; material/imaterial; animado/inanimado, revelando outras maneiras de construir/desconstruir o persistente divisor natureza/cultura.


v. 5, n. 9 (2017)


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