Plus Ultra:

os heróis e o monopólio da violência em Boku no Hero Academia

  • Gustavo Montalvão Freixo Universidade Federal Fluminense - UFF
Palavras-chave: Histórias em quadrinhos, Violência, Mangá, Super-Heróis

Resumo

Analisando acerca do ambiente de escritos Mangá, que é o nome dado as histórias em quadrinhos que detém origem japonesa, realizado por Kōhei Horikoshi para a revista Weekly Shōnen Jump,  desde 2014, o trabalho versará sobre a ficção maniqueísta de “Boku no Hero Academia” (Minha Academia de Heróis), obra na qual foi publicada pela editora JBC e recebeuuma adaptação para animação produzida pelo estúdio Bones, no qual se encontra disponível no site de transmissão “Crunchyroll”. Conforme será apresentado, verifica-se que os escritos se desenvolvem por meio de uma história vivida em um ambiente de grande população humana, que adquire poderes extraordinários. Os vilões da obra, ao menos no que tange ao recorte analisado, apesar do já citado maniqueísmo que impregna suas visões de mundo, estão geralmente dispostos em cenários que pressupõe condições econômicas desfavoráveis, em subúrbios e periferias. Sendo um reflexo da sociedade na qual seu autor está inserido, pressupõe-se que My Hero Academia está submisso ao mesmo conjunto de regras sociais que o mundo real.

Biografia do Autor

Gustavo Montalvão Freixo, Universidade Federal Fluminense - UFF

Mestre em História pela Universidade Federal Fluminense. Membro da ASPAS. LATTES ID: http://lattes.cnpq.br/0795861201988518. ORCID ID: https://orcid.org/0000-0002-6096-6814.

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Publicado
2021-09-23