AS MARCHAS DA FAMÍLIA EM SERGIPE (1964): CONSIDERAÇÕES SOBRE A RELAÇÃO DE CUMPLICIDADE ENTRE A IGREJA CATÓLICA E O ESTADO AUTORITÁRIO

  • Raphael Vladmir Costa Reis Mestrando do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal

Resumo

No Brasil, em 1964, durante os meses que precederam o golpe civil-militar, a atmosfera ideologicamente dicotômica apresentou fortes ressonâncias em diversos estratos do meio social nacional, que se empenhou em reproduzir discursos polarizadores entoados na arena política e os transferiu para dimensões cotidianas, como religião e cultura, por exemplo. Nesse contexto, com o surpreendente grau de adesão as denominadas “Marchas da Família com Deus pela Liberdade”, manifestação civil-eclesiástica idealizada em São Paulo enquanto força reativa ao Comício da Central, tal mobilização irrompeu pelos grandes centros urbanos e alcançou o Estado de Sergipe entre março e abril de 1964. Tendo em vista a ausência de crivo analítico desses eventos, o presente artigo consiste em investigar a participação da Igreja Católica na planificação das Marchas em Sergipe e suas principais características, analisar as relações desta instituição com o regime autoritário, bem como identificar os percursos e participantes destas manifestações cívico-eclesiásticas.

Biografia do Autor

Raphael Vladmir Costa Reis, Mestrando do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal
Mestrando do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal
Publicado
2018-11-12