EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA E O PAPEL DO INTÉRPRETE GUARANI-PORTUGUÊS: POR UMA PERSPECTIVA CRÍTICA

Resumo

Este texto investiga o modo como uma escola indígena localizada em uma comunidade indígena da etnia Guarani Mbya no sul do Brasil busca promover uma educação intercultural e bilíngue, por meio da atuação de “professores intérpretes”, designação utilizada pela própria comunidade. O contexto de pesquisa envolve uma escola indígena na qual o corpo docente é formado majoritariamente por professores não indígenas que atuam em parceria com professores intérpretes indígenas. Os dados foram gerados por meio de observação participante e de entrevistas formais e informais com membros da comunidade escolar. Argumentamos que a presença de professores intérpretes em sala de aula tem sido crucial para que a escola promova uma educação escolar intercultural e bilíngue, pois esse formato possibilita um diálogo crítico e criativo entre os saberes da cultura hegemônica ocidental e os saberes da cultura Guarani Mbya. Ao reconhecer a importância do intérprete indígena na esfera educacional, o artigo visa contribuir com as políticas de profissionalização dessa atividade.

Palavras-chave: Educação indígena. Educação escolar indígena. Intérprete guarani-português. Interculturalidade.

Biografia do Autor

Beatriz de OLIVEIRA, Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC

Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Linguística, Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis - SC. Bolsista CAPES.

Cristine Gorski SEVERO, Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC

. Docente do Programa de Pós-Graduação em Linguística e do Departamento de Língua e Literaturas Vernáculas, Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis - SC.

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Publicado
2020-12-30
Seção
Políticas linguísticas: visão panorâmica