Sobre a malévola faculdade: a palavra

  • Iasmim Santos Ferreira Universidade Federal de Sergipe - UFS
Palavras-chave: Crônica machadiana, Linguagem, Metapoética

Resumo

Este trabalho tem por objetivo se debruçar sobre a crônica “A reforma pelo jornal”, do escritor Machado de Assis, sob a perspectiva da linguagem poética. Para tanto, amparamo-nos nos estudos teóricos de Benedito Nunes (1989), Octavio Paz (2013) e Theodor Adorno (1983). Machado defende a palavra poética veiculada pelo jornal, o meio mais difuso da época, engendrando discussões sobre a linguagem, o fazer poético e o acesso à literatura, sendo assim uma crônica que versa sobre a “malévola faculdade”: a palavra, portanto, metapoética.

Referências

ADORNO, Theodor W. Lírica e sociedade. In: BENJAMIN, Walter et al. Textos escolhidos. São Paulo: Abril Cultural, 1983. (Os pensadores).

ASSIS, Machado de. A reforma pelo jornal. Disponível em: <http://machado.mec.gov.br/obra-completa-lista/itemlist/category/26-cronica>. Acesso em: 13 abr. 2018.

_______. O jornal e o livro. Disponível em: <http://machado.mec.gov.br/obra-completa-lista/itemlist/category/26-cronica>. Acesso em: 13 abr. 2018.

_______. Obra completa em quatro volumes, volume 1. Organização editorial Aluizio Leite et al. São Paulo: Editora Nova Aguilar, 2015.

BAKHTIN, Mikhail. A cultura popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais. Tradução de Yara Frateschi Vieira. 7. Ed. São Paulo: Hucitec, 2010.

_______. Questões de Literatura e de Estética: A teoria do Romance. 5. Ed. São Paulo: Hucitec, 2002.

BRANDÃO, Jacyntho Lins Brandão. A Grécia de Machado de Assis. In: MENDES, Eliana Amarante de Mendonça; OLIVEIRA, Paulo Motta; BENN-IBLER, Veronika. O novo milênio: interfaces linguísticas e literárias. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da UFMG, 2001. p. 351-374.

_______. A poética do Hipocentauro: literatura, sociedade e discurso ficcional em Luciano de Samósata. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2001.

BRAYNER, Sonia. Metamorfoses machadianas: o laboratório ficcional. In: BOSI, Alfredo (Org.) et al. Machado de Assis: antologia & estudos. São Paulo: Ática, 1982.

CANDIDO. Antonio. A crônica: o gênero, sua fixação e suas transformações no Brasil. Campinas, SP: Ed da UNICAMP; Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 1992.

CARDOSO, Marília Rothier. Moda da crônica: frívola e cruel. In: A crônica: o gênero, sua fixação e suas transformações no Brasil. Campinas, SP: Ed da UNICAMP; Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 1992.

CHKLOVSKI, V. A arte como procedimento. In: TOLEDO, Dionísio de Oliveira Toledo (org.). Teoria da literatura: formalistas russos. Trad. A. M. R. Filipouski, M. A. Pereira, R. G. Zilberman, A. C. Hohlfeldt. Porto Alegre: Globo, [1917] 1976, p. 39-56.

NUNES, Benedito. Passagem para o poético: filosofia e poesia em Heidegger. São Paulo: Edições Loyola, 2012.

_______. Machado de Assis e a filosofia. In: Revista Travessia, Florianópolis, n 19, 1989. ISSN 0101-9570. Disponível em: <https://periodicos.ufsc.br/index.php/travessia/article/view/17324/15894>. Acesso em: 13 jun. 2018.

PAZ, Octavio. Os filhos do barro: do romantismo à vanguarda. Tradução Ari Roitman e Paulina Wacht. São Paulo: Cosac Naify, 2013.

ROUANET, Sergio Paulo. Riso e melancolia: a forma shandiana em Sterne, Diderot, Xavier de Maistre, Almeida Garrett e Machado de Assis. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

SÁ REGO. Enylton José de. O Calundu e a panaceia: Machado de Assis, a sátira menipéia e a tradição luciânica. 1ª Ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1989. 193 p. Coleção “Imagens do Tempo”.

LUCIANO. Séc II. Diálogo dos mortos: versão bilíngue grego/português. Tradução, introdução e notas de Henrique G. Murachco. São Paulo: Palas Athena: Editora da Universidade de São Paulo, 1996.

SCHWARZ, Roberto. As idéias fora do lugar. São Paulo: Estudos Cebrap, 1973.

Publicado
2021-01-07
Seção
Artigos