O devaneio poético em A casa de Asterion e A escrita de Deus: reflexões filosóficas na solidão de um cárcere

  • Clarissa Loureiro Marinho Barbosa Universidade de Pernambuco – UPE
  • Carlos Eduardo Japiassú de Queiroz Universidade Federal de Sergipe - UFS
Palavras-chave: Devaneio, Espaço poético, Jorge Luís Borges, Infinitude

Resumo

Este trabalho se propõe a estabelecer um estudo comparativo entre os contos A escrita de Deus e A casa de Asterion, a fim de se discutir como, em ambos, os protagonistas da narrativa vivenciam devaneios poéticos proporcionadores de reflexões filosóficas sobre os espaços que habitam. A intenção é que se compreenda como nesses textos borgeanos os personagens principais criam imagens poéticas que os levam a suavizar os lugares de opressão e de solidão em que se encontram. Para tanto, este trabalho fundamenta-se nas ideias de Gaston Bachelard sobre devaneio (1996) e espaço poético (1993), além da visão de Sandra Nitrini (2015) sobre literatura comparada e de Tzvetan Todorov (1975) sobre literatura fantástica. Todas essas bases teóricas corroboram para que se compreenda como esses contos de Jorge Luís Borges fornecem imagens poéticas sobre a infinitude, as quais sejam possibilitadoras de reflexões poéticas sobre as possíveis relações existentes entre o sujeito e o Cosmo.

Referências

BACHELARD, Gaston. A poética do devaneio. São Paulo: Martins Fontes, 1996.

BACHELARD, Gaston. A poética do espaço. São Paulo: Martins Fontes, 1993.

BÍBLIA. Português. A Bíblia de Jerusalém. Nova edição rev. e ampl. São Paulo: Paulus, 1985.

BORGES, Jorge Luís. O Aleph. Porto Alegre: Globo, 1985.

BRANDÃO, Junito de Souza. Mitologia grega. 18. ed. Petrópolis: Vozes, 2004.

NITRINI, Sandra. Literatura Comparada: história, teoria e crítica. São Paulo: Edusp, 2015.

TODOROV, Tzvetan. A introdução à literatura fantástica. São Paulo: Perspectiva, 1975.

OVÍDIO, Públio. Metamorfoses. São Paulo: Madras, 2003.

Publicado
2021-01-07
Seção
Artigos