<strong>Fortuna e Tragédia – de Aristóteles para o cinema</strong>

  • Cintia Sacramento Aquino Universidade Federal da Bahia/UFBA

Resumo

 

RESUMO
Diversas são as formas de aprender, refletir e ter contato com questões filosóficas que surgiram na Antiguidade. O cinema tem se mostrado como uma dessas formas de nos fazer pensar e aprender sobre os dilemas que a vida pode nos apresentar. Uma das questões filosóficas tratadad por Aristóteles é que trata-se de um enigma saber se se obtém a boa vida por algum tipo de esforço, ou se ela acontece pela sorte. Para este artigo, partimos da inter-relação cinema e teoria literária no filme Match Point (2005) de Woody Allen para refletir sobre essa questão. Para tanto, unimos a questão de Aristóteles sobre a arbitrariedade ou não do sucesso ao seu estudo sobre a tragédia presente na Poética.
PALAVRAS-CHAVE: Fortuna. tragédia. cinema.

 

ABSTRACT
There are different ways of learning, thinking about and getting in contact with philosophical questions that emerged from classical antiquity. The cinema has been seen as one of the ways of making us think and learn about questions that life may present us to. One of the aristotelian philosophical questions considers to be an enigma whether the good life was dependent on lucky or on any kind of effort to be a good person. For this article, we start from the intertextuality between cinema and literary theory in Woody Allen’s film Match Point (2005) to think about this aristotelian question. In order for that to be discussed, the idea of success being arbitrary or not proposed by Aristotle is joined here to his studies of tragedy written in Poetics.
KEYWORDS: Fortune. tragedy. cinema.

Referências

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Publicado
2015-11-01
Edição
Seção
Artigos