Sobre a teoria dos gêneros dramáticos: drama burguês e drama novo

Patrícia Aurora Corrêa Mazoti

Resumo


RESUMO
Propomos neste trabalho uma análise da elaboração dos gêneros dramáticos. Para tanto, partimos de dois gêneros principais que são a tragédia e a comédia com o intuito de compreender a busca de Diderot em apresentar um gênero intermediário que emociona o público, ao mesmo tempo em que busca moldar uma representação de virtude que não seja realizada pela simples denúncia do ridículo e do vício. Diderot realiza um gênero que representa a burguesia em ascensão. Em, suas peças, os heróis não são burgueses, mas a vida que levam sim. Em seguida a essa abordagem, trataremos a proposta de Tchékhov, considerado, ao lado de outros autores, o criador do “drama novo”, pelo fato de alterar os conceitos de ação e diálogo, redefinindo os conceitos de dramaturgia. Na linguagem tchekhoviana, agir seria recortar extensões, mobilizar virtualidades e reações, refugiando-se na memória. Utiliza aspectos da forma tradicional do drama, porém debruçando-se sobre temáticas que tratavam dos problemas de seu tempo.
PALAVRAS-CHAVE: Gêneros dramáticos. Teoria dramática. Teatro.

RESUMEN
Nos proponemos en este trabajo un análisis del desarrollo de los géneros dramáticos. El punto de partida de los dos géneros principales son la tragedia y la comedia con el fin de comprender la búsqueda de Diderot de presentar un género intermedio que emocione al público, al mismo tiempo que se procura dar forma a una representación de la virtud que no se logre simplemente denunciando lo ridículo y el vicio. Diderot realiza un género que muestra la burguesía en ascenso; en sus obras, los héroes no son burgueses, pero la vida que llevan sí lo es. Además, estudiaremos la propuesta de Tchékhov, que es considerado, junto a otros autores, el creador del “nuevo drama”, porque, al cambiar los conceptos de acción y el diálogo, redefine los conceptos de la dramaturgia. En el lenguaje tchekhoviana, actuar recortaría extensiones, movilizaría virtudes y reacciones, refugiándose en la memoria. Utiliza los aspectos de la forma tradicional del teatro, pero apoyado en los temas que se ocupan de los problemas de su tiempo.
PALABRAS-CLAVE: Géneros dramáticos. Teoría dramática. Teatro.


Texto completo:

PDF

Referências


DAUD, Roberto. O conto de Clarice Lispector e de A. P. Tchekhov: um estudo comparado. XI Congresso Internacional da ABRALIC Tessituras, Interações, Convergências, USP, São Paulo, 2008. Disponível em: ‹http://www.abralic.org.br/anais/cong2008/AnaisOnline/simposios/pdf/076/ROBERTO_DAUD.pdf› Acesso: 18 out. 2014.

DIDEROT, D. O filho natural ou as provações da virtude: conversas sobre o filho natural. Trad. Fátima Saadi. São Paulo: Perspectiva, 2008. (Coleção textos: 12)

______. Discurso sobre a poesia dramática. Trad. Franklin de Mattos. São Paulo: Cosac Naify, 2005.

______. Oeuvres esthétiques. Paris: Garnier Frères, 1968.

FREITAS, Jussara Gomes da Silva. Sobre a teoria dos gêneros dramáticos, segundo Diderot, e sua aproximação da Poética de Aristóteles. Revista Filogenese, Marília, Vol. 4, nº 2, p. 1-13, 2011. Disponível em: ‹http://www.marilia.unesp.br/Home/RevistasEletronicas/FILOGENESE/JussaraGomesdaSilvadeFreitas.pdf›. Acesso: 22 set. 2014.

HERRERIAS, Priscilla. A poética dramática em Tchékhov: um olhar sobre os problemas da comunicação. Dissertação de Mestrado em Literatura e Cultura Russa, USP, São Paulo, 2010.

MACIEL, Diógenes André Vieira. O Alvorecer do drama moderno brasileiro. Revista de Estudos Literários Terra roxa e outras terras, Londrina V. 14, p 15-16, 2008. Disponível em: ‹http://www.uel.br/pos/letras/terraroxa/g_pdf/vol14/TRvol14b.pdf›. Acesso 12 out. 2014.

MATTOS, FRANKLIN DE. A querela do teatro no século XVIII: Voltaire, Diderot, Rousseau. Revista O que nos faz pensar, São Paulo, n. 25, p. 7-22, 2009. Disponível em: ‹http://www.oquenosfazpensar.com/adm/uploads/artigo/a_querela_do_teatro_no_seculo_xviii:_voltaire,_diderot,_rousseau/25_2_Franklin_Querela_do_teatro.pdf›. Acesso: 6 out. 2014.

OLIVEIRA, Pedro Rocha de. Arte e sociedade burguesa na teoria do texto teatral de Peter Szondi. Revista Crítica Cultural (Critic), Palhoça, SC, v. 8, n. 1, p. 11-26, jan./jun., 2013. Disponível em: ‹http://linguagem.unisul.br/paginas/ensino/pos/linguagem/critica-cultural/0801/080101.pdf›. Acesso: 1 out. 2014.

RAMOS, Flávia Brocchetto; GUTIERRES, Athany; KICH, Morgana. Filosofia e literatura: diálogo motivado a partir de Platão e Tchekhov. Revista Educação, Porto Alegre, v. 34, n. 3, p. 317-323, 2011. Disponível em: ‹http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/faced/article/view/8192/6781›. Acesso: 23 out. 2014.

ROSENFELD, Anatol. O teatro épico. São Paulo: Perspectiva, 1985.

SANTOS, Silvia Pereira. Caminhos do drama burguês: de Diderot a Alexandre Dumas filho. Revista DARANDINA, Juiz de Fora, V 2, n. 1, 2010. Disponível em: ‹http://www.ufjf.br/darandina/files/2010/02/artigo20a.pdf›. Acesso: 10 de out. 2014.

SZONDI, Peter. Teoria do drama burguês. Trad. L. S. Repa. São Paulo: Cosac Naify, 2004.

______. Teoria do drama moderno. Trad. L. S. Repa. São Paulo: Cosac Naify, 2001.

TCHEKHOV. Contos. Tradução de Nina Guerra e Felipe Guerra. Lisboa: Relógio d’água editores, 2006, vol.5.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.




 

Bases indexadoras:

http://flacso.org.ar/latinrev

 

http://sumarios.org

 

http://www.cnen.gov.br

 

Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.