OS DILEMAS DA ATUAÇÃO DO COMITÊ INTERNACIONAL DA CRUZ VERMELHA NA DITADURA DE AUGUSTO PINOCHET

  • Danielle Gonçalves Passos do Nascimento
  • Marcos Eduardo da Silva Ribeiro

Resumo

Desde sua gênese, em 1863, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha atua em áreas de conflitos nacionais e guerras internacionais, respaldado pelo que lhe capacita o Direito Internacional Humanitário – a proteção da dignidade humana em conflitos armados. Durante a Guerra Fria, a organização apresentou uma atuação mais extensa e difusa do que já havia sido testemunhado, principalmente após as quatro Convenções de Genebra de 1949 e os dois protocolos adicionais de 1977 que ampliaram e legitimaram suas práticas no âmbito internacional. Nesse mesmo contexto estão situadas as ditaduras militares latino-americanas, assim o presente trabalho objetiva investigar como se desenvolveu a participação da Cruz Vermelha no caso chileno. Tal cenário apresentou o ambiente favorável à presença da organização, visto que elementos de repressão a civis, como tortura e perseguição política, eram traços marcantes desse regime, um sério desrespeito aos direitos que o Comitê Internacional da Cruz Vermelha visa tutelar. Frente a isso, argumenta-se que houve limitação nas atividades que competem à Cruz Vermelha no Chile de Augusto Pinochet (1973-1990). Para tal, a metodologia utilizada será o estudo de caso apoiando-se nas técnicas de revisão bibliográfica a respeito do assunto, bem como o acesso a fontes secundárias, tais quais as Convenções que regem o Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

Biografia do Autor

Danielle Gonçalves Passos do Nascimento

Graduanda em Relações Internacionais na Universidade Federal de Sergipe (UFS).

Marcos Eduardo da Silva Ribeiro

Graduando em Relações Internacionais na Universidade Federal de Sergipe (UFS)

Publicado
2021-02-05
Seção
V Seminário Internacional de Pesquisa e Extensão em Relações Internacionais