Jornada a Marte: adaptação do RPG para o ensino de Física/Astronomia

Resumo

O Rolling Playing Game (RPG) deve ser sinalizado como forma como os estudantes podem utilizar o conhecimento para resolver problemas, projetar novas experiências e comunicar o processo de aprendizagem. Neste trabalho é apresentada a adaptação do RPG para o ensino de Ciências, com conteúdos específicos de Física e de Astronomia. Esta adaptação foi realizada em uma escola extracurricular brasileira. Foi feita a análise dos níveis de aprendizagem a partir da taxonomia Structured of Observed Learning Outcomes (SOLO). É apresentado o jogo tradicional de RPG e detalhadamente demonstrado como adaptá-lo ao ensino, fazendo a apresentação da ficha de personagem adaptada ao ensino. É descrita a história “Jornada a Marte”. São apresentados os resultados que indicam indícios de aprendizagem, a partir da taxonomia SOLO, proposta e baseada no alinhamento construtivista, tendo sido obtidos resultados nos dois níveis de aprendizagem máximos da taxonomia SOLO, assim como bom engajamento dos estudantes e o desenvolvimento de pensamento crítico baseado nos conteúdos abordados. A adaptação do RPG e a aventura apresentadas servem de guia a professores que pretendam concretizar o uso de metodologias ativas de ensino, podendo ser adaptada para outros contextos escolares e a outros conteúdos curriculares.

Biografia do Autor

Camila Maria Sitko, Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará -(UNIFESSPA)
Doutora em Ensino de Ciências e Educação Matemática, Professora na Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará -(UNIFESSPA).
Bryan Rafael Dall Pozzo, Optimus, Creative and Technology School
Professor na escola Optimus.
Cristina Costa-Lobo, Professora na Universidade Portucalense (Portugal) e no Instituto de Estudos Superiores de Fafe (Portugal).

Doutora em Educação

Membro da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade

Docente do Ensino Superior 

Membro do Conselho Científico da Ordem dos Psicólogos Portugueses

Investigadora co-fundadora do projeto Identidade da Psicologia 

Referências

AMANTES, A.; OLIVEIRA, E. A construção e o uso de sistemas de categorias para avaliar o entendimento dos estudantes, Revista Ensaio, Belo Horizonte, v. 14, n. 02, p. 61-79, 2012.

ARONSON, E.; PATNOE, S. The jigsaw classroom: Building cooperation in the classroom (2nd ed.). New York: Addison Wesley Longman, 1997.

BIGGS, J. What the student does: teaching for enhanced learning. Higher Education Research & Development, Taylor & Francis, London, England, v. 18, n. 1, p. 57-75, 1999.

BOURDIEU, P. Escritos de educação. 6. ed. Petrópolis: Vozes, 2004.

COHEN, S. Psychosocial models of social suport in the etiology of physical disease. Health Psychology, v. 7, n. 3, p. 269-297, 1988.

COLLIS, K.; BIGGS, J. Evaluating the Quality of Learning: The SOLO Taxonomy. New York: Academic Press, 1982.

OMITIDO

OMITIDO

GOOGLE FOR EDUCATION. Expeditions. Disponível em: <https://edu.google.com/intl/PT BR/expeditions/#about>. Acesso em: 01 de agosto de 2017.

JOHNSON, David W, et al. Effects of cooperative, competitive and individualistic goal structures on achievement: a metaanalysis. Psychological Bulletin, v. 89, p. 47-62, 1981.

JOHNSON, D. W; JOHNSON, R. T. Learning together and alone. Cooperative, competitive and individualistic learning, 5th ed. Boston, MS: Allyin and Bacon, 1999.

MOREIRA, M. A. Teorias de Aprendizagem. São Paulo: EPU, 1999.

O’DONNELL, A. M.; DANSEREAU, D. F. Scripted cooperation in student dyads: A method of analyzing and enhancing academic learning and performance. In: HERTZ-LAZAROWITZ, R.; MILLER, N. (Eds.). Interaction in cooperative groups: The theoretical anatomy of group learning, p. 120–144. Cambridge: Cambridge University Press, 1992.

OPTIMUS, Educando para o futuro. Nossos resultados. Disponível em: <http://escolaoptimus.com/#works>. Acesso em: 01 de agosto de 2018.

SABKA, D. R.; et al. Jogos na educação científica para a cidadania: uma análise da produção acadêmica recente. In: Encontro de Pesquisa em Ensino de Física (EPEF), 15. 2014.

PUJOLÁS, M. P. Atencion a la diversidad y aprendizaje cooperativo en educacion obligatoria. Archodona, Málaga: Ediciones Aljibe, 2001.

SLAVIN, R. E. When does cooperative learning increase student achievement? Psychological Bulletin, v. 94, p. 429-445, 1983.

SLAVIN, R. E. Education for all. Lisse: Swets & Zeitlinger Publishers, 1996.

SOUZA SILVA, P. H. O Role Playing game (Rpg) como ferramenta para o ensino de Física. Dissertação (mestrado) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, 133p. 2016.

SOUSA, C. et al. EHIS Method©: Entrepreneurship Human Interaction Skills. In Christophe Loué & Sonia Ben Slimane (Eds), Proceedings of the 12th European Conference on Innovation and Entrepreneurship ECIE 2017, p. 644-652. Paris (France), 2017.

VASQUES, R. C. As potencialidades do RPG (Role Playing Game) na educação escolar, 179 f. Dissertação (Mestrado em Educação Escolar) – Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciências e Letras, Campus de Araraquara, 2008.

VIEIRA, D. A.; MARQUES, A. P. Preparados para trabalhar? - Um Estudo com Diplomados do Ensino Superior e Empregadores. Edição: Fórum Estudante e Consórcio Maior Empregabilidade.

VYGOTSKY, L. 2007. A Formação Social da Mente. Martins Fontes, 2014.

WIZARDS OF THE COAST. Player’s Handbook, D&D edition 5.0. Wizards of the Coast, ISBN10: 0786965606, 2014.

WITTROCK, M. C. The Cognitive Movement in Instruction. Educational Researcher. v. 8, n. 2, p. 5-11, 1979.

Publicado
2019-08-06