Revista Eptic

Revista Eptic, ISSN 1518-2487, classificada como QUALIS B1, na área de Ciências Sociais Aplicadas I,  é produzida Observatório de Economia e Comunicação (OBSCOM) e  vinculada aos programas de pós-graduação em Comunicação (PPGCOM), Economia (NUPEC), da Universidade Federal de Sergipe.

Criada em 1999, a partir de um projeto de organização de uma rede de pesquisadores a partir dos grupos de trabalho de Economia Política da Comunicação da ALAIC (Asociación Latino-americana de Investigadores de la Comunicación) e da INTERCOM (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação).

Este periódico eletrônico quadrimestral, é a única publicação do país a tratar especificamente da Economia Política da Comunicação e da Cultura, tendo forte impacto na sua área específica de atual, tanto em nível nacional quanto internacional.

Divergindo do pensamento único, na multiplicidade organizacional, o grupo de pesquisadores da Rede Eptic foca seus estudos em Economia Política da Comunicação, em tópicos como o processo de oligopolização da mídia, as políticas de comunicação, as inovações na área informacional, a funcionalidade da cultura no capitalismo e os lugares da democracia e da diversidade nessas dinâmicas, sendo protagonista na organização dos estudos críticos em Economia Política da Comunicação no Brasil, na América Latina e na Europa, onde atua em parceria com a Ulepicc (Unión Latina de Economía Politica de la Información, la Comunicación y la Cultura), entidade em cuja fundação teve papel protagonista.


Eptic Magazine, ISSN 1518-2487, classified as QUALIS B1, in the field of Applied Social Sciences I, is produced by the Observatório de Economia e Comunicação – Observatory of Economy and Communication (OBSCOM) and connected to the Post Graduation programs in Communication (PPGCOM) and Economy (NUPEC) of the Federal University of Sergipe.

Created in 1999, from an organizational project of a network of researchers derived from the Political Economy of Communication work groups of the ALAIC (Asociación Latino-americana de Investigadores de la Comunicación) and of INTERCOM (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação – Brazilian Society of Interdisciplinary Communication Studies).

This quarterly electronical journal is the only publication in the country to deal specifically with the Political Economy of Communication and Culture, and has great impact in its specific area of activity, at both national and international levels.

Diverging from the single thought, with organizational multiplicity, the group of researchers in the Eptic Network focuses its studies on the Political Economy of Communication, on subjects such as the process of media oligopolization, communication policies, the innovations in the informational area, the functionality of culture in capitalism and the places of democracy and diversity in these dynamics, it is the protagonist in the organization of critical studies of Political Economy of Communication in Brazil, Latin America and Europe, where it acts in partnership with the Ulepicc (Unión Latina de Economía Politica de la Información, la Comunicación y la Cultura), an entity in whose foundation it had an important role.



Imagem para capa da revista

Revista EPTIC - Revista eletrônica internacional de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura – www.revistaeptic.ufs.br

CHAMADA DE ARTIGOS PARA O DOSSIÊ TEMÁTICO: “Mudança estrutural, tecnologias da informação, comunicação e desenvolvimento”

 

A REVISTA EPTIC, produzida pelo Observatório de Economia e Comunicação (OBSCOM) da Universidade Federal de Sergipe (UFS), informa que está aberta a chamada de artigos para a edição de maio-agosto, vol. 20, n. 3, que terá como tema de seu dossiê temático: : “Mudança estrutural, tecnologias da informação, comunicação e desenvolvimento”

 

 

As Tecnologias da Informação e Comunicação são potencialmente uma das fontes do crescimento e desenvolvimento econômico, ainda que seu efeito possa ser diferente no Centro e na Periferia. A economia do desenvolvimento ortodoxa tende a considerar que o intenso fluxo global de todo tipo de informação permitido pelas TIC pode ter efeito direto sobre a produtividade, permitindo, inclusive, que países menos industrializados “saltem” estágios intermediários no processo de desenvolvimento por etapas. Mas mesmo essa literatura não é peremptória quanto aos efeitos das TIC no desenvolvimento econômico. Discute-se, por exemplo, os diferentes impactos marginais dos investimentos em TIC em grupos de países com alta, média e baixa renda, ou os diferentes custos de ajustamento na implementação dessas tecnologias em países pobres (condicional ao seu ambiente político interno e instituições), o que pode barrar a mudança estrutural desejada, ou ainda as dificuldades dos países periféricos em apresentar efeitos positivos de transbordamento de suas TIC para além do setor de serviços, como efeitos na saúde, meio ambiente, entre outros.

A perspectiva crítica das teorias do desenvolvimento, por sua vez, rejeita desde a fundação do estruturalismo histórico latino-americano, contrapõe-se à perspectiva das etapas. Celso Furtado, por exemplo, em diálogo com Schumpeter, reconhece a importância da dinâmica da inovação, ligada à concorrência capitalista - que aliás já estava anunciada no capítulo 10 do livro 1 d'O Capital -, a qual, não obstante, deveria estar vinculada a uma teoria da acumulação, como nos clássicos e em Marx. A escola neo-shumpeteriana, na sua vertente mais crítica, poderia atender a esse apelo, mas o que se observa hoje é o contrário: sua crescente aproximação ao mainstream. O que não a impede de desenvolver importantes categorias para entender a dinâmica competitiva, as trajetórias tecnológicas etc.

No campo da filosofia e da sociologia, a escola crítica, de autores como Herbert Marcuse, é fundadora, influenciando as contribuições mais atuais, como as de Feenberg e toda a escola da crítica da tecnologia. O campo da comunicação, por sua vez, desde a deriva pós-modernista dos anos 1990, campeia o mais vulgar determinismo tecnológico, o que explica não apenas o sucesso editorial de um autor celebrado, como Castells, e outros menos relevantes, como De Masi, Pierre Levy e toda uma longa lista, mas ainda o revivalismo de um Marshal McLuhan na década de 90 do século XX, mais de 100 anos após as críticas de Marx ao materialismo vulgar com base numa sofisticada teoria  sobre a dialética entre forças produtivas e relações de produção.

 

A economia política da comunicação e da cultura, dado o caráter interdisciplinar do seu programa de investigação, deve fazer frente a tudo isso, o que certamente só pode ser levado a cabo coletivamente.  Assim, a REVISTA EPTIC convoca a comunidade acadêmica a enviar suas contribuições para esse complexo debate acerca do papel das TIC no desenvolvimento econômico e social, em especial os seus efeitos sobre o subdesenvolvimento, o desenvolvimento periférico e a dependência.

 

Prazo para submissão dos artigos: 21 de maio de 2018

Data de publicação da revista: setembro de 2018

Coordenador do Dossiê temático: Prof. Dr. Fábio Rodrigues de Moura (Universidade Federal de Sergipe)

Más informaciones y normas para el envío:  em: http://www.seer.ufs.br/index.php/eptic/about/submissions#onlineSubmissions