Em defesa de que famílias?

Bolsonarismo, pânico moral e o protagonismo da categoria família nas eleições de 2018

Resumo

O advento do neoconservadorismo encontra em categorias sociais como gênero e sexualidade elementos de tensionamento do jogo político.A família torna-se, nesse processo,central no campo das disputas políticas. Investigamos como a campanha eleitoral de Bolsonaro mobilizou a ideia de família como estratégia política. Observamos no horário gratuito de propaganda eleitoral e no plano de governo, por meio de análise de conteúdo, como a família era apresentada e quais sentidos emergiam a partir da identificação de três categorias: política de governo, âmbito privado e entidade ameaçada.Conclui-se que a campanha mobilizou a ideia de família nuclear como agente que necessita de proteção estatal.

Biografia do Autor

Elias Santos Serejo, Universidade Federal do Pará

Doutorando no Programa de pós-graduação Comunicação Cultura e Amazônia (PPGCOM/UFPA).  Jornalista e mestre em Comunicação, Linguagens e Cultura pela Universidade da Amazônia. Integrante do grupo de pesquisa Comunicação Política e Amazônia (Compoa). Ativista pelos direitos humanos, cidadania LGBTQIA+ e sustentabilidade ambiental.

Danila Cal, Universidade Federal do Pará

Doutora em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) com pós-doutorado em Mídia e Esfera Pública pela mesma instituição. Professora da Faculdade de Comunicação e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Cultura e Amazônia da Universidade Federal do Pará (UFPA). Líder do Grupo de Pesquisa Comunicação, Política e Amazônia (Compoa).

Publicado
2021-03-19