O ideal utópico do direito humano à comunicação como inspiração para a NOMIC e para a compreensão dos fluxos comunicacionais em um mundo sem fronteiras

Resumo

O texto resgata o artigo de 1969 “Os satélites de comunicações e o direito à comunicação”, de Jean d’Arcy, que antecipou os debates originários do Relatório MacBride e influenciou pesquisas, políticas e gestões midiáticas nas últimas décadas.A proposta era de ampliação do direito à informação para um amplo direito humano à comunicação.A reflexão aqui é de como tal conceito permanece atual. Mesmo em um mundo com muitas vozes, devido ao acesso ampliado às tecnologias, os fluxos continuam sendo dominados por corporações, ou, quando gerados ou compartilhados individualmente, têm sido dominados por desinformações, discursos de ódio e contra os direitos humanos.

Biografia do Autor

Edgard Rebouças, Universidade Federal do Espírito Santo (UFES - Brasil)
É jornalista com graduação em Comunicação Social pela Universidade Federal do Espírito Santo (1990), mestrado em Sciences de lInformation et de la Communication - Université Grenoble 3 (1994) e doutorado em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo, com estágio de pesquisa na Université du Québec à Montréal (2003). Atualmente é professor da Universidade Federal do Espírito Santo, coordenador do Observatório da Mídia: direitos humanos, políticas e sistemas. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Indústrias Culturais e Políticas de Comunicação, atuando principalmente nos seguintes temas: regulação/regulamentação, direitos humanos, televisão, jornalismo, publicidade e observatórios de mídia.
Publicado
2021-08-26
Seção
DOSSIÊ TEMÁTICO