EDUCAÇÃO E CRÍTICAS DA CULTURA: DIÁLOGOS POSSÍVEIS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA

Iramayre Cássia Ribeiro Reis

Resumo


A escola produz e socializa saberes bem como experiências cotidianas que vão nos integrando em uma lógica de sociedade e, ao mesmo tempo, produzindo o lugar social que podemos ocupar. Surge desse contexto, a necessidade de a educação escolar formal rever suas práticas pedagógicas para a perspectiva da diversidade étnico-racial uma vez que se faz necessária uma reflexão sobre o processo de (re)educação das relações entre negros e brancos. Nessa tessitura, o presente trabalho discute o conceito de cultura enquanto instrumento ideológico de dominação e possibilidade de libertação além de pontuar que a noção de cultura deve ser pensada numa abordagem. Para tanto, tomamos como referencial teórico base a concepção de cultura apresentada por Geertz (1989) para quem as relações culturais se constituem como texto e pelos Estudos Culturais. Por fim, o trabalho pontua que o processo educativo deve operar com noções como (des)construção a fim de que a organização das práticas pedagógicas rompam com a sua estruturação segundo os saberes consagrados e ordenados para o mundo ocidental e caminhem em direção de uma ação escolar descolonizante na medida em que transitem pelas teorias e críticas da cultura que permeiam a formação da sociedade brasileira visto que essas teorias estão aptas a fundamentar uma análise dos fenômenos culturais e educacionais que tenham como horizonte tanto o caráter reprodutivista da educação quanto o seu potencial emancipatório. 

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REVISTA FÓRUM IDENTIDADES
Itabaiana: GEPIADDE. 

ISSN 1982-3916

 

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