A REVOLUÇÃO NÃO SERÁ TELEVISIONADA

Mário Francis Petry Londero, Simone Mainieri Paulon

Resumo


Este ensaio versa sobre a escuta no cuidado em saúde mental e suas estratégias de resistência em relação à sociedade capitalista de biopoder. A partir de análises compostas por filmes, sobretudo o italiano Si Può Fare, e por conceitos advindos da esquizoanálise, da filosofia foucaultiana e da clínica psicanalítica, propõe-se uma reflexão sobre as práticas de cuidado oriundas da Reforma Psiquiátrica e as tensões que elas produzem em um contexto demasiadamente normatizador dos corpos. Sustentada em uma leitura genealógica, a reflexão problematiza o cuidado ofertado nos serviços substitutivos de saúde mental permeado pelas forças manicomiais, para se trabalhar com a ideia de assujeitamento ao outro. Propõe-se, por fim, entender como as forças regulamentadoras e inventivas da vida interpelam e se articulam na escuta clínica.

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REVISTA FÓRUM IDENTIDADES
Itabaiana: GEPIADDE. 

ISSN 1982-3916

 

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