O ARQUÉTIPO DA MULHER SELVAGEM NO ROMANCEIRO SERGIPANO E NA EPOPEIA ARGONÁUTICA

  • Antonio Marcos dos Santos Trindade

Resumo

Neste artigo, procuro abordar o arquétipo da mulher selvagem a partir de duas personagens: uma da tradição oral luso-brasileira, outra da tradição literária erudita (clássica). A primeira é Juliana, personagem do romance ibérico “Juliana”, cantado por D. Maria, de Santa Rosa de Lima/Sergipe, e publicado por Jackson da Silva Lima em seu Romanceiro Sergipano. A segunda é Medeia, personagem da epopeia helenística Argonáutica, de Apolônio de Rodes. A leitura dialógica dos dois poemas, estabelecendo uma aproximação entre as duas personagens e os dois gêneros literários, visa mostrar, apoiando-se em vários autores(as), como o arquétipo da mulher selvagem se configura em cada um deles e quais as implicações dessa configuração nas mensagens que os textos transmitem.

Seção
Dossiê Temático 1: Construções identitárias na educação e na literatura