TEORIA E AÇÃO DO SUJEITO SOCIOLÓGICO NA CONTEMPORANEIDADE

  • Simone de Araujo Pereira
  • Allan Veiga

Resumo

O questionamento clássico da sociologia acerca do agir social perdura até os dias atuais e não pode ser exaurido em decorrência do seu inerente dinamismo, a noção de sujeito é relacional e contextualizada, é um ato em potência. A cada momento na história falou-se de um tipo possível de “indivíduo”, traduzido em sujeito, agente ou ator (Durkheim; Weber). Assim, propõe-se uma reflexão acerca do agir na contemporaneidade, considerando especificidades de uma sociedade que resulta em práticas orientadas por uma “cultura de consumo”. Talvez, como alguns autores já indicam (Canclini; Featherstone), o questionamento se traduza não mais no porquê de agirmos, mas no porquê de agirmos para o consumo, o que se retira da esfera puramente subjetiva e coloca-se no âmbito da busca pela objetividade coletiva, sem, contudo, eliminar a subjetividade. Nesta reflexão, intuímos três momentos distintos, que se apresentam por uma tipologia histórica, referente a três demarcações da ideia de “sujeito”: 1) o sujeito epistêmico; 2) o sujeito teórico-epistêmico, e; 3) o sujeito teórico. Supondo deter este último, os fundamentos para o desenvolvimento do que reconhecemos como “Teoria do Sujeito” (Nietsche; Gadamer).

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