COREOGRAFIAS DE RESISTÊNCIA: GÊNERO NA EDUCAÇÃO

Resumo

Os casos de estupros, feminicídios, homofobias, injúrias raciais e preconceitos continuam acontecendo no Brasil em meio à Pandemia do Covid19. Neste cenário, perguntamos: como pode a universidade enfrentar às discriminações de gênero? Nosso objetivo é discutir a emergência da educação para as relações de gênero como forma de prevenção das moléstias, que assolam parte da população, cujas identidades têm sido consideradas ataques ao poder e aos privilégios. A prática analítica empreendida em um estudo qualitativo, exploratório e bibliográfico é resultante de reflexões anteriores, as quais defendem o campo educacional como um espaço pedagógico que é produzido coletivamente por diferentes identidades culturais. Trabalhar com gênero e sexualidade na educação é paramentar estudantes para o enfrentamento da cultura da violência de gênero.

Palavras-chave: Ação pedagógica. Cultura. Feminismos.

Biografia do Autor

Samilo Takara, Universidade Federal de Rondônia - UNIR

Professor da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Educação, da Universidade Estadual de Maringá (PPE/UEM). Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Estudos Culturais e Educação Contemporânea (GEPECEC/UNIR).

Fernanda Amorim Accorsi, Universidade Federal de Sergipe - UFS

Professora da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual de Maringá (PPE/UEM). Coordenadora do Grupo de Pesquisas e Estudos em Práticas Educativas, Corpo e Ambiente (PEPECA/UFS).

Referências

ACCORSI, Fernanda Amorim. Professoras, levem mulheres à sala de aula: do jornalismo violento à prática pedagógica filógina. 2018. 159 f. Tese (Doutorado) – Universidade Estadual de Maringá. Programa de Pós-Graduação em Educação, 2018. Disponível em: http://www.ppe.uem.br/teses/2018/2018%20-%20Fernanda%20Accorsi.pdf. Acesso em: 12 set. 2020.

ACCORSI, Fernanda Amorim. TERUYA, Teresa Kazuko. A pesquisa como ato reflexivo de coragem e disputa por significado. Textura: revista de educação e letras. V.22, n. 49, p. 190-204, jan/mar, 2020. Disponível em: <http://www.periodicos.ulbra.br/index.php/txra/article/view/5206/3674>. Acesso em: 13 nov. 2020.

ANDRADE, Paula Deporte de. Pedagogias culturais – uma cartografia das (re)inveições do conceito. Tese (Doutorado em Educação). Universidade Federal do Rio Grande do Sul/UFRGS: Porto Alegre, 2016. Disponível em: <https://lume.ufrgs.br/handle/10183/143723>. Acesso em: 12 nov. 2020.

ANDRADE, Luma Nogueira de. Travestis na escola: assujeitamento ou resistência à ordem normativa. 2012. 279f. – Tese (Doutorado) – Universidade Federal do Ceará, Programa de Pós-graduação em Educação Brasileira, 2012. Disponível em: <http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/7600>. Acesso em 13 nov. 2020.

ANZALDÚA, Gloria. Falando em línguas: uma carta para as mulheres escritoras do terceiro mundo. Estudos Feministas. n. 1. UFSC: 2000, p. 229-236. Disponível em: <https://periodicos.ufsc.br/index.php/ref/article/view/9880>. Acesso em 15 nov. 2020.

ARAÚJO, Ana Paula. Abuso: a cultura do estupro no Brasil. Rio de Janeiro: Globo Livros, 2020.

BOGADO, Maria. Rua. In: HOLLANDA, Heloisa Buarque de. Explosão feminista: arte, cultura, política e universidade. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 23-42.

BUTLER, Judith. Os atos performativos e a constituição do gênero: um ensaio sobre fenomenologia e teoria feminista. Caderno de Leituras. n. 78. Chão de Feira, 2018.

CAMOZZATO, Viviane Castro. Da pedagogia às pedagogias - formas, ênfases e transformações. Tese. Doutorado em Educação. Universidade Federal do Rio Grade do Sul. Porto Alegre: UFRGS, 2012. Disponível em: https://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/49809. Acesso em: 13 nov. 2020.

CASTAÑEDA, Marina. O machismo invisível. São Paulo: A Girafa Editora, 2006.

COSTA, Cristiane. Rede. In: HOLLANDA, Heloisa Buarque de. Explosão feminista: arte, cultura, política e universidade. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p.43-60.

FELIPE, Delton Aparecido.; TAKARA, Samilo. NARRATIVAS MIDIÁTICAS SOBRE A SEXUALIDADE: EDUCAÇÃO, DIFERENÇAS E PROBLEMÁTICAS À FORMAÇÃO DOCENTE. Práxis Educacional, [S. l.], v. 16, n. 39, p. 138-160, 2020. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/index.php/praxis/article/view/6363. Acesso em: 13 nov. 2020.

GATTI, Bernardete. Formação de professores no Brasil: características e problemas. In: Educação e Sociedade, v.31, n. 113, p. 1355-1379, out/dez, 2010. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/es/v31n113/16.pdf>. Acesso em: 2 out. 2020.

GUIZZO, Bianca Salazar. Masculinidades e feminilidades em construção na Educação Infantil. In: FELIPE, Jane. GUIZZO, Bianca Salazar. BECK, Dinah Quesada. Infâncias, gênero e sexualidade nas tramas da cultura e da educação. Canoas: Ed.Ulbra, 2013, p. 29-43.

HALL, Stuart. Cultura e representação. Trad. Daniel Miranda e William Oliveira. Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio: Apicuri, 2016.

HALL, Suart. Reflexões sobre o modelo de codificação/decodificação: uma entrevista com Suart Hall. In: ______. Da Diáspora: identidades e mediações culturais. Belo Horizonte: editora UFMG, 2003. p. 334-381.

HAN, Byung-Chul. No enxame. Notas sobre o digital. Petrópolis/RJ: Vozes, 2018.

HAN, Byung-Chul. A sociedade da transparência. Trad. Enio Paulo Giachini. Petrópolis/RJ: Vozes, 2017a.

HAN, Byung-Chul. Sociedade do Cansaço. Trad. Enio Paulo Giachini. 2. ed. Petrópolis/RJ: Vozes, 2017b.

HOOKS, Bell. O feminismo é para todo mundo: políticas arrebatadoras. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2019.

HOOKS, Bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática de liberdade. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2017.

HOOKS, Bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. Trad. Marcelo Brandão Cipolla. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2013.

JUNQUEIRA, Rogério. A invenção da “ideologia de gênero”: a emergência de um cenário políticodiscursivo e a elaboração de uma retórica reacionária antigênero. Psicologia Política, v. 18, n. 43, São Paulo, set/dez, 2018. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-549X2018000300004>. Acesso em 13 out 2020.

KELLNER, Douglas. A cultura da mídia – estudos culturais: identidade e política entre o moderno e o pós-moderno. Trad. Ivone Castilho Benedetti. Bauru/SP: EDUSC, 2001.

PINHEIRO-MACHADO, Rosana. Amanhã vai ser maior: o que aconteceu com o Brasil e possíveis rotas de fuga para a crise atual. São Paulo: Planeta do Brasil, 2019.

SANTOS, Boaventura de Sousa. A cruel pedagogia do vírus. Coimbra: Almedina, 2020.

SIBILIA, Paula. Redes ou paredes: a escola em tempos de dispersão. Tradução: Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Contraponto, 2012.

SHIVA, Vandana. Monoculturas da mente: perspectivas da biodiversidade e da biotecnologia. Trad. Dinah de Abreu Azevedo. São Paulo: Gaia, 2003.

SILVA, Tomaz Tadeu da. O currículo como fetiche: a poética e a política do texto curricular. Belo Horizonte: Autêntica, 2010.

SANTOS, Boaventura de Sousa. Para uma Pedagogia do Conflito. In: Silva, Luiz Eron da. et alii (Orgs.) Novos mapas culturais, novas perspectivas educacionais. Porto Alegre: Sulinas, 1996, p.15-33.

TAKARA, Samilo. TERUYA, Teresa Kazuko. Por uma didática não fascista: problematizando a formação docente à Educação Básica. Educação & Realidade. v. 40, n. 4. Porto Alegre, 2015. (1169-1189). Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2175-62362015000401169&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 19 nov. 2020.

VIANNA, Cláudia. BORTOLINI, Alexandre. Discurso antigênero e agendas feministas e LGBT nos planos estaduais de educação: tensões e disputas. Educação e Pesquisa. v. 46, e221756, São Paulo, 2020. Disponível em: <https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1517-97022020000100558&script=sci_arttext>. Acesso em: 13 nov. 2020.

Publicado
2020-12-31
Seção
Desigualdades, identidades, epistemologias e práticas educacionais