A POLISSEMIA DA LINGUAGEM SOB O VIÉS DISCURSIVO

  • Hélder Sousa Santos

Resumo

O presente trabalho se coloca a (re)pensar a noção de polissemia em estudos de linguagem por um viés outro, o discursivo. Para tanto, questiona a hipótese da linguista Fuchs (1982, 1994) segundo a qual seria linguisticamente possível separar paráfrase de polissemia, o produto linguajeiro do processo instituído, em particular, pelo gesto de reconhecimento (ou não) de elementos de um texto “inicial” “X” em outro texto “Y” reformulado. Mediante nossa análise, desligamo-nos dessa premissa fuchsiana, assumindo, como em inúmeros trabalhos da analista de discurso Orlandi (1998, 1999, etc.), que esses fatos de linguagem se (re)põem dentro de uma complexa tensão-relação — batimento — que joga, ao mesmo tempo, com o Um e o Não-Um de sentidos para o dizer.
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SEÇÃO LIVRE