DO INCÊNDIO AO CONFINAMENTO: RELATOS DA TRAJETÓRIA DE VIDA DE UMA PORTA VOZ DAS TRADIÇÕES AFRO-BRASILEIRA EM SERGIPE

Margareth Pinto de Menezes

Resumo


A presente comunicação procura relatar aspectos da trajetória de vida de Dona Edite, mulher negra, filha de Nagô, 95 anos de idade, residente no povoado do Pinica Pau – município de Malhador- Sergipe. Sua memória revela a história de vida de uma mulher valente, devota de Nossa senhora da Conceição e nos orixás, uma porta voz das tradições Afro-brasileiras. O preconceito, a falta de sensibilidade, o desrespeito fez com que seu neto deliberadamente queimasse todo seu indumentário, proibindo-a de exercer sua religiosidade. Seus familiares internaram-na num manicômio para afastá-la de qualquer contato com o candomblé. Até nos dias de hoje os filhos e netos a proíbem de falar a respeito alegando ser loucura tudo o que ela diz. Em seu quarto tem um altar com vários santos aos quais ela canta e faz reverência aos orixás. Isolada D. Edite fala com as plantas, dizque aqui nada nem ninguém mudará a sua fé.

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REVISTA FÓRUM IDENTIDADES
Itabaiana: GEPIADDE. 

ISSN 1982-3916

 

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