A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DE GÊNERO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: PRINCÍPIOS DE IGUALDADE RECONHECIDOS NAS DIFERENÇAS

  • Luiz Fernando Alves Lima

Resumo

As principais reflexões apresentadas no artigo dizem respeito às questões das relações sociais de igualdade de gênero na perspectiva da educação escolar. Nesse sentido, o desenvolvimento dos papéis de gênero e a construção da identidade são socialmente elaborados e aprendidos desde o nascimento, com base em relações sociais e culturais que se estabelecem a partir dos primeiros meses de vida, mas é no principio da educação que a criança começa a perceber a diferença entre o feminino e o masculino. Com efeito, o artigo prioriza diversas questões temáticas, com distintivas perspectivas teóricas enfocando metodologias, assumidas por pesquisadoras/es, trabalhadores/as culturais e intelectuais de diversas áreas do conhecimento. Esses estudiosos, e essas estudiosas estão por sua vez, espalhados em diversos Centros de Pesquisas, Universidades, formando núcleos e grupos de estudos em várias regiões do Brasil. Seria possível reconhecer, ainda, que um processo, portanto, plural, polêmico e complexo, no qual práticas educacionais e pedagógicas cotidianas incitam questões e problemas teóricos, ao mesmo tempo, que novas teorias e movimentos sociais provocam ou transformam essas práticas pedagógicas. O artigo traz um estudo relativamente intensivo desse quadro e, são constituídos a partir de diferentes posições disciplinares e teóricas. Nesse sentido, o artigo aprofunda os conceitos na questão de gênero e identidade. É importante enfatizar que a compreensão desses conceitos possibilita identificar os valores atribuídos a homens e mulheres bem como as regras de comportamentos decorrentes desses valores. Com isso, fica evidente: a influência desse valores e regras no funcionamento das instituições sociais, como a escola; a influência de todas essas questões na nossa vida cotidiana; a possibilidade de ser ter maior clareza dos processos a que estão submetidas as relações individuais e coletivas entre homens e mulheres. Sendo assim, é objeto desse artigo, uma possibilidade que permita pensar nas diferenças sem transformá-las em desigualdades, ou seja, sem que as diferenças sejam pontos de partida para discriminação.
Seção
DOSSIÊ: EDUCAÇÃO E IDENTIDADES