A CONSTRUÇÃO IDENTITÁRIA DA PESSOA IDOSA

Rouseane da Silva Paula

Resumo


O presente artigo versa sobre a constituição identitária da pessoa idosa, em específico sobre os indivíduos que se tornam inativos para o mundo do trabalho: os aposentados. O grupo investigado foi composto por adultos a partir de 45 anos, egressos do projeto de extensão Universidade da Maturidade, realizado na cidade de Palmas, pela Universidade Federal do Tocantins. Na transição da condição de ser produtivo para ser improdutivo, essas pessoas são estigmatizadas de diferentes maneiras e sofrem o processo de desengajamento social – no exercício de suas funções e nas relações com seu meio. Em nossas investigações identificamos que parte do sofrimento simbólico vivido é graças ao imperativo da eterna juventude leva muitos ao consumo desenfreado de produtos de beleza, tratamentos e cirurgias. Realizamos entrevistas com egressos da UMA – Universidade da Maturidade, para concluirmos após análise do conteúdo do discurso que a conquista da longevidade gerou uma contradição frente a esse fenômeno: é verdade que a velhice é uma vitória do desenvolvimento tecnológico, mas a ambigüidade com que nos relacionamos com ela revela que não estamos aptos para desfrutá-la. O envelhecimento nos traz ainda outro desafio que a cultura burguesa buscou a todo custo esconder de si mesma: o medo da morte.

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REVISTA FÓRUM IDENTIDADES
Itabaiana: GEPIADDE. 

ISSN 1982-3916

Classificação Qualis CAPES 2017-2020 como A3.

 

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