EDUCAÇÃO NAS DÉCADAS DE 1920 A 1950 NO BRASIL: ALFABETIZAÇÃO DE ADULTOS EM QUESTÃO

  • Celina Cassal Josetti
  • Rosi Valéri Corrêa Araújo

Resumo

Este artigo discute a trajetória de políticas públicas voltadas à educação no Brasil. Pretende-se, pois,refazer um recorte do percurso histórico das iniciativas governamentais mais expressivas no que dizrespeito à afirmação da responsabilidade com a educação popular entre a década de 20 e 50 doséculo XX, dentro dos limites de um artigo. Os índices de alfabetização dos brasileiros semprealimentaram, desde a independência, acalorados debates políticos. Na virada do século, situavam-sede um lado, os liberais republicanos que defendiam uma sistematização que partisse do podercentral; de outro, havia as forças oligárquicas não concordavam e setores urbanos também seorganizavam para cobrar ações do Estado republicano. Em 1947, aconteceu o planejamento geral daCampanha de Educação de Adultos, promovida pelo Ministério, com a cooperação de todos osEstados e Territórios e do Distrito Federal, a qual definiu os seguintes objetivos: instalação efuncionamento de dez mil classes de ensino supletivo, para adolescentes e adultos analfabetos;estímulo ao voluntariado, seja individual, para ensino de um analfabeto ou pequeno grupo deanalfabetos, seja por parte de associações, para ensino de grupos mais numerosos; persistenteesclarecimento do público quanto à necessidade de instruir e educar as grandes massas deadolescentes e adultos analfabetos do País.
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SEÇÃO LIVRE