EDUCAÇÃO AKWÉN-XERENTE (JÊ): SEUS SABERES E PRÁTICAS FRENTE AOS MODELOS BRASILEIROS DE ESCOLARIZAÇÃO

Sinval Martins de Sousa Filho

Resumo


A partir de uma reflexão sobre a educação escolar para os povos indígenas, proposta por órgãos oficiais do governo brasileiro, descrevo e discuto alguns processos formais e não formais de saberes e práticas dos Akwén-Xerente (Jê), indígenas residentes em áreas reservadas no Estado do Tocantins. Com base na etnografia, analiso os significados atribuídos pelos Xerente à escolarização e ao domínio da escrita de base alfabética. Isto é, foco aspectos da afirmação da identidade indígena em um contexto de relações interétnicas. Os resultados preliminares mostram que, quando a institucionalização crescente das escolas nas aldeias tende a privilegiar números e/ou definir padrões de qualidade muitas vezes exógenos à realidade das comunidades, existe de forma proeminente a adesão à oralidade em língua Xerente frente à escrita no cenário das escolas indígenas. Há, inclusive, rejeição às propostas educacionais contidas na legislação brasileira para os povos indígenas deste país.

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REVISTA FÓRUM IDENTIDADES
Itabaiana: GEPIADDE. 

ISSN 1982-3916

 

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