"CÊ VAI, OCÊ FIQUE, VOCÊ NUNCA VOLTE!": O TRÂNSITO DE IMAGENS EM GUIMARÃES ROSA E MACHADO DE ASSIS

  • Raquel Cristina Ribeiro Pedroso

Resumo

A “imagem”, elemento principal para a leitura dos contos “A terceira margem do rio” e “O espelho”, ambos de Guimarães Rosa; e, “O espelho” de Machado de Assis, chega-nos como marco no processo de autoconhecimento. A figura do menino que percebe a partida do pai para a “terceira margem” vincula-se à visão aterradora do sujeito narrativo, onde o trânsito entre essência e aparência é um experimento por meio de um jogo de espelhos; e o desvelamento de Jacobina pela visão de seu reflexo nos fazem buscar um resgate pelo “eu” escondido em meio a tantas máscaras sociais. Ao aceitarmos a proposição do personagem de Machado de Assis, que afirma a existência de duas almas – uma interior e outra exterior, é-nos necessário pactuar com uma dualidade de leitura entre o que é exposto e visível pelo reflexo da imagem no espelho e, o que fica recolhido, agindo na dualidade da configuração do sujeito.
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