AMPLIANDO A ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA POR MEIO DO DIÁLOGO ENTRE SABERES ACADÊMICOS, ESCOLARES E PRIMEVOS

  • Izaura Ceolin
  • Attico Inácio Chassot
  • Arnaldo Nogaro

Resumo

O tema deste artigo justifica-se pela sua relevância social, relacionado à educação e à sociedade contemporânea que passa por grandes avanços tecnológicos e ressignificação permanente de saberes. Apresentamos aqui um recorte de uma pesquisa de campo, de natureza qualitativa, desenvolvida como dissertação de mestrado, que discutiu as relações entre saberes primevos (também referidos como saberes populares, primitivos ou da tradição), acadêmicos e escolares e como esses saberes podem favorecer para tornar os alunos mais curiosos, críticos e investigadores. O artigo é um extrato da produção maior, que se propõem a relatar a experiência realizada no Seminário Integrado do Ensino Médio Politécnico de uma escola pública de Ensino Médio de um município do Noroeste do Rio Grande do Sul. A atividade curricular envolveu quatro alunos do 3º ano do Ensino Médio diurno. Esses procuraram observar e coletar saberes primevos entre um grupo de pessoas com mais de 50 anos e trazê-los para sala de aula a fim de transformá-los em saberes escolares. Na investigação realizada se buscou observar como poderia ser promovido um ensino de ciências mais qualificado, por meio da pesquisa como princípio pedagógico. Um dos resultados é a convicção que é possível contribuir com um ensino integrado, interdisciplinar, contextualizado e interligado à sociedade, tornando o processo de ensino-aprendizagem mais significativo e eficiente.
Seção
Dossiê: Ensino de ciências e ensino de matemática: abordagens investigativas em distintas realidades