O COTIDIANO DAS MULHERES NEGRAS A PARTIR DE SUAS NARRATIVAS: AS EXPERIÊNCIAS E FORMAÇÃO DE ARARAQUARENSES

  • Maria Aparecida Silva

Resumo

Este artigo tem como objetivo versar sobre as experiências de mulheres negras participantes do movimento social negro, organizadora de eventos culturais ou freqüentadores de espaço de maioria afrodescendente em dois bairros da cidade de Araraquara interior de São Paulo, a saber o Santana e a Vila Xavier. A investigação procede a partir da década de 80, 90 e 2000 com o recurso da história oral para a reconstrução de seus espaços de sociabilidade, o envolvimento na comunidade de maioria afrodescendente, a representação e o significado dos espaços de atuação em suas vidas. A finalidade é poder verificar, desvelar e perceber nas experiencias dessas mulheres negras as estratégias sociais na construção de modos de vida que contribuíram no fortalecimento da identidade, formação e atuação. Estas preocupações surgem como uma forma de ampliar a compreensão de como esse contingente se encontra perante a sociedade que tem definido seus papéis sociais. Papéis, aliais, que acabam sendo de alguma forma imposta e absorvida sutilmente como maneira através das quais as relações sociais são mantidas. A abordagem está fundamentada em três eixos de discussões: gênero, etnia/raça e movimento social negro; estou lidando com mulheres é inegável enfrentar as diferenças percebidas como relação de poder entre os sexos; estou lidando com etnia/raça nesse caso, é determinante as discriminações e finamente com movimentos social negro na perspectiva de formação e empoderamento. Visibiliza-las significa tirá-las das margens que aparece na sociedade e construir outra história.
Seção
Dossiê: Culturas e Diferenças