LITERATURA E AFETO: UMA LEITURA DE ANEL DE VIDRO, DE ANA LUISA ESCOREL

Paulo César Silva de Oliveira

Resumo


Este artigo estuda a questão dos afetos no âmbito do romance Anel de vidro, de Ana Luisa Escorel (2013). Nossa leitura parte das relações afetivas entre quatro personagens para se concentrar na hipótese da liquefação das relações íntimas ficcionalizadas pela autora, em que o amor, a família e o casamento são expostos à fragilidade dos modos de conviver na sociedade do mercado. O problema dos afetos, a partir de uma leitura concentrada no pensamento de Zygmunt Bauman (1999; 2004), Marc Augé (1994) e Marshall Berman (2007), dentre outros, guiará nossas considerações acerca do romance de Escorel, ao lado de algumas considerações acerca da narrativa de autoria feminina no Brasil de hoje, a saber: as conexões entre o saber constituído do passado e o presente; o olhar reflexivo do campo literário sobre as relações intersubjetivas; e a movimentação crítica da narrativa de Escorel em torno das questões de herança, filiações e genealogias.


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REVISTA FÓRUM IDENTIDADES
Itabaiana: GEPIADDE. 

ISSN 1982-3916

 

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