LIBERDADE AOS TRABALHADORES AFRICANOS E RECONHECIMENTO POLÍTICO DAS MULHERES EM CONDORCET

  • Tiago Anderson Brutti
  • Elizabeth Fontoura Dorneles
  • Adair Adams

Resumo

A escravização dos imigrantes africanos e seus descendentes, e a exclusão política das mulheres, caracterizavam as sociedades europeia e americana ao final do século XVIII, a despeito da resistência desses sujeitos e ainda que mudanças estruturais anunciassem um tempo menos desfavorável à afirmação da democracia republicana. Ciente dessas contradições, Condorcet pensou a questão social em seus pressupostos. Os governos deveriam ser contidos por leis estabelecidas em acordo com o povo. Propugnou-se combater por meio de leis as desigualdades de riqueza e instrução, de gênero e religião, bem como os privilégios hereditários e étnicos. Este texto examina essas noções e condições e as articula com narrativas e argumentos de Condorcet explicitados nos textos “Réflexions sur l’esclavage des Nègres” (1781) e “Sur l’admission des femmes au droit de cité” (1790). 

 

Publicado
2017-05-06
Seção
SEÇÃO LIVRE