O MITO DA DONZELA-GUERREIRA NA NARRATIVA DE ALINA PAIM

  • Marcio Carvalho da Silva

Resumo

Em A sombra do patriarca (1950), a romancista Alina Paim, retoma o mito da donzela-guerreira, atualizado em Raquel, protagonista da obra. Na narrativa, a personagem é descrita como uma jovem normalista, cujas atitudes e convicções estão à frente das demais mulheres do seu tempo, na contramão das normas patriarcais. Suas ações e palavras, confrontam o padrão feminino pré-estabelecido para a época em que acontece o fato narrado, isto é, o Nordeste rural de 30, resistindo a qualquer situação que lhe parecia uma subordinação, combatendo com atos e palavras a opressão masculina. Desta forma, pode-se associá-la ao mito da donzela-guerreira, teorizado por Walnice Nogueira Galvão e atualizado por Edilene Ribeiro Batista. Após análise, confirmou-se a hipótese inicial deste artigo, ou seja, Alina Paim retoma o mito da donzela-guerreira, revitalizando-a na contemporaneidade.
Seção
SEÇÃO LIVRE