https://seer.ufs.br/index.php/forumidentidades/issue/feed Revista Fórum Identidades 2021-11-25T01:43:04-03:00 Carlos Magno Gomes calmag@bol.com.br Open Journal Systems <p><strong>Escopo</strong>: A Revista Fórum Identidades&nbsp;(ISSN&nbsp;1982-3916)&nbsp;foi criada em 2007, no Campus de Itabaiana, da UFS,&nbsp;é coordenada por pesquisadores vinculados ao GEPIADDE/UFS/CNPq&nbsp;e tem como meta publicar trabalhos acadêmicos inéditos de relevância para as áreas de Educação, Letras e Ciências Sociais, que abordem, prioritariamente, questões acerca da diversidade cultural e suas identidades, perpassando debates interseccionais pelas questões de gênero, de classe, étnico-raciais, sexuais, entre outras.<strong>&nbsp;</strong>Este periódico é composto de duas partes: I -<strong>&nbsp;</strong><strong>Dossiê temático</strong>&nbsp;- dedicado ao estudo das identidades em seus espaços deslocamentos sociais e suas lutas contra os processos de opressão/colonização/<wbr>globalização; e I I - <strong>Seção Livre</strong>&nbsp;- artigos com diferentes enfoques sobre as representações identitárias, diferenças e alteridades.</p> <p>A Revista Fórum Identidades publica pesquisas com dados humanos de acordo com as normas do Conselho de Ética. É necessário informar o prazo da pesquisa, o periódo de coleta de dados e arquivar os termos de aceite e consentimento dos participantes. Destacar a agência financiadora, entre outros dados relevantes.</p> <p>Um autor só pode publicar a cada três anos um novo trabalho. Sugerimos três coautores como número máximo. Todos esses casos serão analisados pelo Conselho Editorial.</p> <p>&nbsp;</p> https://seer.ufs.br/index.php/forumidentidades/article/view/16612 Expediente / Ficha Catalográfica / Sumário 2021-10-29T19:57:23-03:00 GEPIADDE magno11@uol.com.br 2021-10-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Fórum Identidades https://seer.ufs.br/index.php/forumidentidades/article/view/16613 APRESENTAÇÃO - Letramentos críticos, questões pós-coloniais e sexuais 2021-10-31T10:40:45-03:00 Carlos Magno Santos Gomes magno11@uol.com.br 2021-10-27T07:16:05-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Fórum Identidades https://seer.ufs.br/index.php/forumidentidades/article/view/16614 INVESTIGADORES LITERÁRIOS: UMA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO A PARTIR DA LITERATURA POLICIAL 2021-10-31T10:41:25-03:00 Melina de Paulo melinadepaulo@hotmail.com Fani Miranda Tabak fani.tabak@uftm.edu.br <p>Proposta interventiva de ação visando o desenvolvimento/aprimoramento de habilidades leitoras em alunos dos anos finais do ensino fundamental a partir da literatura policial. Partindo das teorias de efeito estético e recepção propostas por Iser e Jauss, a educação literária terá como foco a compreensão do leitor-investigador enquanto um elemento ativo no processo de leitura. Considerando o papel essencial do educador nesse processo, em seis missões (etapas) descritas minuciosamente, espera-se contribuir com uma perspectiva de leitura que esteja distante das análises meramente passivas e reprodutoras. O plano, concebido sob a perspectiva de uma pesquisa-ação, prioriza a leitura subjetiva em que, numa relação simbiótica entre autor-obra-leitor, oportuniza-se uma troca constante e recíproca entre aquilo que se lê e o modo subjetivo com que se lê.</p> 2021-10-27T07:34:12-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Fórum Identidades https://seer.ufs.br/index.php/forumidentidades/article/view/16615 O ENSINO DA LITERATURA MODERNISTA POR MEIO DE CANÇÕES 2021-10-31T10:42:19-03:00 Ruan Carlos Teles de Araujo proferuan89@gmail.com <p>Este trabalho apresenta uma proposta de unidade didática para o Ensino de Literatura (COSSON, 2006) destinado ao público do Ensino Médio. Tal proposta faz parte dos estudos desenvolvidos durante o Seminário ministrado pela Prof.ª Dr.ª Ana Maria Machado, em 2020, no contexto do Doutoramento em Literatura de Língua Portuguesa, pela Universidade de Coimbra. Objetiva-se destacar a atual importância das canções, como gêneros subliterários (CANDIDO, 1989; FISCHER, 2019), para um maior alcance na compreensão dos aspectos das poesias e Literatura Modernista no Brasil e em Portugal.</p> 2021-10-27T07:43:23-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Fórum Identidades https://seer.ufs.br/index.php/forumidentidades/article/view/16616 LETRAMENTO LITERÁRIO PARA SURDOS: UMA PROPOSTA DE APLICABILIDADE COM POESIA SURDA 2021-10-31T10:42:57-03:00 Taísa Aparecida Carvalho Sales carvalhotaisa@yahoo.com.br Clarice Lottermann clalottermann@hotmail.com <p>Buscando oportunizar às crianças surdas esse direito que Candido considera fundamental, neste artigo temos como objetivo apresentar ao leitor o conceito de literatura surda, letramento literário e desenvolver uma proposta de letramento literário para ser aplicado em sala de aula aos alunos surdos. Consideramos, a título do estudo, alunos surdos do nono ano do ensino fundamental 2, em uma escola bilíngue, ou seja, na qual a língua de sinais é a língua de instrução. Usaremos um poema em língua de sinais, cujo título é Mudinho, do autor Edvaldo Santos, mais conhecido como Edinho poesia.</p> 2021-10-27T08:18:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Fórum Identidades https://seer.ufs.br/index.php/forumidentidades/article/view/16618 LITERATURA SURDA: UMA ANÁLISE CRÍTICA 2021-10-31T10:43:44-03:00 Helen Cristine Alves Rocha helencarocha@gmail.com <p>Atualmente, nota-se uma carência de estudos na área de literatura criada/destinada ao surdo, e contribuir com a proposta de preenchê-la é uma das tarefas deste artigo. Por isso, a pesquisa que engendramos para este trabalho tem como objetivo problematizar o que se nomeia de Literatura Surda e sugerir um novo termo (“Sinalitura”) para as criações de/para surdos. Para tal fim, sobre Literatura Surda elegemos as pesquisas de Lodenir Karnopp (2006, 2008, 2010), Cláudio Mourão (2011, 2016), Fabiano Rosa (2011) e Luiz Carvalho (2019); acerca de literatura e estética selecionamos Roland Barthes (2007), Antonio Candido (2011), Edmir Perrotti (1986) e Marta Morgado (2011); concernente à <em>performance</em> elencamos a obra de Paul Zunthor (2007). Entendemos que a literatura de/para surdo deve ser visualmente entendível para que ele a frua de forma autônoma.</p> 2021-10-27T08:57:53-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Fórum Identidades https://seer.ufs.br/index.php/forumidentidades/article/view/16617 LITERATURA EM MOVIMENTO E A (TRANS)FORMAÇÃO DE LEITORES/AS 2021-11-25T01:43:04-03:00 Elisabeth Silva de Almeida Amorim mrs.bamorim@yahoo.com.br <p>Este artigo aborda a mudança nas práticas de letramentos literários na Educação Básica com o crescente uso das tecnologias digitais, através das quais, o estudante se desprende da condição de leitor e torna-se leitor-autor. Assim, o objetivo é discutir a literatura em movimento como influência do uso das tecnologias digitais para a (trans)formação de leitores(as). A princípio, diálogos com <em>Deleuze</em> (2009), <em>Derrida</em> (2014) e <em>Barthes</em> (1987; 2004) para requisitos da intersemiose e a teoria desconstrutivista. Com abordagem qualitativa, vídeos curtos com a literatura que se desmontam nos espaços virtuais e oficinas de leituras serão utilizados. Espera-se que este artigo possa contribuir para ressignificação e afirmação de novos (as) leitores(as).</p> 2021-10-27T09:23:53-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Fórum Identidades https://seer.ufs.br/index.php/forumidentidades/article/view/16619 ALICE RUIZ E O FEMINISMO: A POESIA NA SALA DE AULA 2021-10-31T10:44:42-03:00 Marivaldo Omena Batista mobj-de88@hotmail.com Renata Junqueira de Souza recellij@gmail.com <p>O projeto estético de Alice Ruiz apresenta uma perspectiva temática que se aproxima das discussões em torno do feminismo e da condição da mulher no contexto social, o que pode direcionar o jovem leitor a uma percepção estética, ética e política. Com efeito, a nossa comunicação tem como propositura elencar uma sugestão metodológica que favoreça a recepção das escritas da poeta curitibana na sala de aula. Desse modo, Cohen (1974), Solé (1998), Girotto e Souza (2010) e Zolin (2009) iluminam as nossas considerações acerca da poética de Alice Ruiz, como também das suas contribuições para a formação de leitores.</p> 2021-10-27T09:46:29-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Fórum Identidades https://seer.ufs.br/index.php/forumidentidades/article/view/16621 A VOZ INAUDÍVEL DE PONCIÁ VICÊNCIO: LITERATURA NEGRA E TRADIÇÃO 2021-10-31T10:45:08-03:00 Tatiara Pinto tatiarapinto@yahoo.com.br <p>Este texto pretende tecer recortes e considerações sobre o romance <em>Ponciá Vicêncio</em> de Conceição Evaristo, explorando algumas questões sociais, de gênero, raça, violência, autoausência, em diálogo com a noção de literatura negra, compondo um mosaico acerca do nomear, do autodefinir-se enquanto partes, braços de um corpo-literário, de uma tradição-nação carente da perspectiva social negra. Partindo da visão de grupos subalternos historicamente silenciados rumo à complexidade germinal da mulher negra anônima que alcança o espaço das Letras, da representatividade, da escuta e logo reconhecimento na Literatura Brasileira. Como suporte crítico adotam-se algumas ideias de Lélia Gonzalez, Eduardo de Assis Duarte, Regina Dalcastagnè e Gayatri Spivak.</p> 2021-10-27T15:43:19-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Fórum Identidades https://seer.ufs.br/index.php/forumidentidades/article/view/16622 REMEMORAÇÕES E ESCREVIVÊNCIAS NA CONSTRUÇÃO IDENTITÁRIA DE PONCIÁ VICÊNCIO 2021-10-31T10:45:41-03:00 Simone dos Santos Pinto de Assumpção Vieira simoneassumpcao38@gmail.com <p>Reconhecendo a densidade literária do romance <em>Ponciá Vicêncio</em> (2003) de Conceição Evaristo, o trabalho aqui apresentado tem como objetivo fomentar a discussão acerca da importância da rememoração, baseada na memória ancestral negro-brasileira, e do conceito de Escrevivência, escrita pautada na experiência e vivência do ser negro, criado por Conceição, para a construção identitária da personagem Ponciá, mulher negra em uma sociedade pós-abolicionista, cujo nome dá título à primeira publicação solo da autora.</p> 2021-10-27T16:03:05-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Fórum Identidades https://seer.ufs.br/index.php/forumidentidades/article/view/16623 AMEFRICANIDADES: MEMÓRIAS E ESCRITAS DE MULHERES NEGRAS 2021-10-31T10:46:10-03:00 Júlia Dias da Silva julia.ddias@gmail.com <p>Esta escrita pretende articular memória e história, destacar a produção literária de mulheres afrodiaspóricas e ressaltar a figura da mulher negra que, enquanto sujeito e protagonista de sua trajetória, reconstrói e subverte discursos branco-hegemônicos. Trata-se de relacionar narrativas de passado e de presente, a partir da leitura de <em>Um defeito de cor</em>, de Ana Maria Gonçalves, e<em> Jonatás y Manuela</em>, de Luz Argentina Chiriboga. Cab ressaltar que as personagens destas obras podem ser lidas como personificações da encruzilhada de vivências e dos trânsitos que são causa e consequência de ser mulher negra nas Américas.</p> 2021-10-27T16:22:36-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Fórum Identidades https://seer.ufs.br/index.php/forumidentidades/article/view/16624 RESISTÊNCIA E LUTA EM A MORTE DO VELHO KIPACAÇA 2021-10-31T10:46:38-03:00 Marcos Antonio de Oliveira professor_marcosantonio@hotmail.com Verônica Maria de Araújo Pontes pontes.veronica@ifrn.edu.br <p>Este artigo tem como objetivo geral analisar a importância das tradições culturais na literatura angolana em <em>A morte do velho Kipacaça</em>, de Boaventura Cardoso (2004). Como objetivos específicos, busca-se associar o contexto da obra citada com as lendas brasileiras, como o Caipora e o Curupira, e relacionar o processo literário angolano com o Modernismo brasileiro. Durante séculos, os angolanos passaram por um processo de assimilação, o que os levou a questionar e a fortalecer sua própria cultura, a exemplo do que aconteceu também com o Modernismo brasileiro, que buscava criar uma identidade nacional. Diante do processo de formação de seu povo, os escritores vivenciaram duas realidades: a da vida do europeu e a do africano, notadamente em Angola, onde a literatura ainda trazia os traços da oralidade como parte da cultura local. Para isso, utiliza-se a pesquisa bibliográfica. Amparado em autores como Bakthin (Volochínov) (1992); Ferreira (2010); Fonseca; Moreira (2007), Cardoso (2004), entre outros, pode-se compreender a contribuição das tradições para a formação da identidade cultural do angolano.</p> 2021-10-27T16:38:50-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Fórum Identidades https://seer.ufs.br/index.php/forumidentidades/article/view/16640 DAS FRANJAS DA OBRA AOS SENTIDOS DO TEXTO: AS NARRATIVAS DE PEPETELA 2021-10-31T10:34:11-03:00 Jeferson Rodrigues dos Santos jr.triangular@gmail.com <p>O presente texto tem como objetivo analisar as estratégias discursivas e textuais presentes em <em>Mayombe</em> (2013 [1980]) e <em>O planalto e a estepe: Angola, dos anos 60 aos nossos dias. A história real de um amor impossível</em> (2009), de Pepetela, no trânsito paratexto, texto e contexto. À luz da noção de “paratexto autoral”, de Gérard Genette (2009 [1987]), articulam-se o nome do autor, o título e a dedicatória à instância narrativa e ao espaço. Como o paratexto coloca-se em relação ao texto, o pseudônimo Pepetela orienta a ótica para os narradores, e o título e a dedicatória suscitam o espaço. Assim, tanto os narradores quanto as geografias espaciais conectam-se ao eixo comum nas duas obras: a convivência entre diferentes grupos e sujeitos e suas diversas formas sociais e culturais.</p> 2021-10-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Fórum Identidades https://seer.ufs.br/index.php/forumidentidades/article/view/16642 NARRATIVAS CONTRACOLONIAS EM O CRIME DO CAIS DO VALONGO 2021-10-31T10:34:50-03:00 Iasmin Rocha da Luz Araruna de Oliveira iasmindaluz@live.com <p>A produção literária de escritoras negras tem sido aquela que mais questiona os apagamentos e silenciamentos históricos e epistêmicos dentro do texto nacional canônico. O negro dentro do cânone é sistematicamente retratado a partir de estereótipos e no lugar de outro. Neste trabalho, a pretendo analisar, a partir de teóricos como Homi Bhabha, Beatriz Nascimento e Guerreiro Ramos, como a obra <em>O Crime do Cais do Valongo</em>, da escritora Eliana Alves Cruz, publicado em 2018, faz uma leitura crítica da memória e da história negra partindo dos próprios negros, deslocando o lugar da representação para a representatividade e criando uma narrativa da história que rompe com a ideia do negro como o outro.</p> 2021-10-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Fórum Identidades https://seer.ufs.br/index.php/forumidentidades/article/view/16643 O CORPO COLONIAL: BATISMOS E INDIGÊNCIAS 2021-10-31T10:36:03-03:00 Teresa Beatriz Azambuya Cibotari teresabam@gmail.com <p>A questão dos retornados na sociedade portuguesa é um episódio marcado por silenciamentos na História recente. O presente trabalho, fundamentado nos estudos pós-coloniais e de identidade, toma por base o romance <em>Caderno de Memórias Coloniais</em> (2009), de Isabela Figueiredo, narrado por uma mulher retornada. Pretende-se debater os processos de nomeação e de silenciamento operados pela narradora, bem como sua trajetória íntima da descoberta do corpo, buscando observar como essas estratégias elaboram simbolicamente a emancipação feminina e a insurgência relacionada ao contexto colonial.</p> 2021-10-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Fórum Identidades https://seer.ufs.br/index.php/forumidentidades/article/view/16644 VIOLÊNCIA DE GÊNERO NA OBRA TAL BRAZIL, QUEER ROMANCE, DE ANTÔNIO DE PÁDUA 2021-10-31T10:37:04-03:00 Simião Mendes Júnior simiao.junior.ufg@gmail.com <p>Este artigo visa analisar a violência e a colonialidade de gênero no contexto de Brasil colônia através da obra <em>Tal Brazil, Queer Romance – Romance da(s) história(s) dos afetos ou História do(s) romances(s) dos afetos</em> (2012), do escritor, professor e crítico paraibano Antônio de Pádua, partindo das perspectivas propostas pelos estudos de Linda Hutcheon (1991) sobre a metaficção historiográfica, de Guacira Lopes Louro (2001) e Judith Butler (1999) sobre a teoria <em>queer</em> e de colonialidade de gênero de María Lugones (2008), com o objetivo de refletir a representação social da mulher e do sujeito gay na colônia, visando entender o processo histórico da violência de gênero e de como ela se estende aos dias atuais.</p> 2021-10-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Fórum Identidades https://seer.ufs.br/index.php/forumidentidades/article/view/16645 UMA ANÁLISE DE RÚTILO NADA SOB A PERSPECTIVA QUEER 2021-10-31T10:37:59-03:00 Rita de Kássia de Aquino Gomes kassia.gomes.063@gmail.com Rosanne Bezerra de Araújo rosanne.araujo@terra.com.br <p>O objetivo deste trabalho é investigar a condição relacional dos personagens Lucius e Lucas, em <em>Rútilo Nada</em> (1993), a partir da teoria queer. Apoiando-nos em autores como Judith Butler (2003), Eve Sedgwick (2007) e Richard Miskolci (2012), o estudo refletirá sobre importantes questões, como o regime de heteronormatividade, heterossexismo e heterossexualidade compulsória no qual os personagens de Hilda Hilst estão inseridos, analisando ainda a trajetória da relação em questão, bem como o seu desfecho, sob o viés dos estudos queer.</p> 2021-10-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Fórum Identidades https://seer.ufs.br/index.php/forumidentidades/article/view/16646 TRADUÇÃO QUEER: VISIBILIDADE COMO FORMA DE RESISTÊNCIA 2021-10-31T10:38:32-03:00 Felipe Duarte Pinheiro felipe.duartepinheiro@gmail.com <p>Partindo do pressuposto de que as traduções têm o potencial de reproduzir e/ou subverter ideologias normativas (VENUTI, [1998] 2019) e com base em teorias da Tradução <em>Queer</em> (LEWIS, 2010), a presente pesquisa faz uma análise comparativa das traduções espanhola e alemã do mangá <em>Houseki no kuni</em>, cujas personagens não tem um gênero especificado, focando em quais estratégias tradutórias foram empregadas para lidar com a não-binariedade das personagens, e se tais estratégias visibilizam essa característica de suas identidades ou acarretam em seu apagamento. A análise dos dados demonstrou que ambas as traduções optaram por utilizar linguagens de gênero neutro como forma de traduzir o texto para línguas gramaticalmente generificadas sem que um gênero fosse designado às personagens do mangá. Apesar de apresentarem divergências consideráveis na maneira como essas estratégias são apresentadas aos leitores em seus paratextos, ambas as edições são bem-sucedidas em visibilizar a não-binariedade das personagens.</p> 2021-10-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Fórum Identidades https://seer.ufs.br/index.php/forumidentidades/article/view/16647 POÉTICA DAS SEXUALIDADES DISSIDENTES EM ARARIPE COUTINHO 2021-10-31T10:39:03-03:00 Jaime Santana Neto jaimenetoparticular@gmail.com Paulo César Souza Garcia pgarcia@uneb.br <p>Subestimado em Sergipe, o poeta Araripe Coutinho tornou-se um sujeito fora-de-centro ao produzir obras estranhadas de sentidos e potencializadas de subjetividades que transgridem a heteronormatividade e o patriarcado. Este trabalho visa apontar significados referentes às sexualidades dissidentes na literatura de Coutinho, considerando o primeiro livro “Amor Sem Rosto”, publicado em 1989. A pesquisa se debruça nos textos do autor que busca criar a si, usando linguagens do cotidiano que movem as relações afetivas e se constituem em signos que operam a poética queer do poeta.</p> 2021-10-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Fórum Identidades https://seer.ufs.br/index.php/forumidentidades/article/view/16648 “RECEITAS PARA INSATISFAÇÃO ETERNA”: IDENTIDADE E SEXUALIDADE EM ANGELA CARTER E ALICE MUNRO 2021-10-31T10:39:39-03:00 Alita Fonseca Balbi alitafbalbi@yahoo.com.br <p>A ficção das escritoras Angela Carter e Alice Munro pode ser lidas como amplamente cientes da importância da sexualidade na construção de identidades e relações de gêneros. Enquanto a ficção de Munro expõe essas relações em um estilo considerado mais realista, a de Carter faz uso de espaços fantásticos para abrigarem a complexidade do tema. Ambas as autoras criam em suas escritas maneiras únicas de representar a sexualidade feminina, oferecendo novas possibilidades de ver o sujeito fora das restritivas representações comumente disponíveis em sua época.</p> 2021-10-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Fórum Identidades https://seer.ufs.br/index.php/forumidentidades/article/view/16649 INTERFACES ENTRE JUVENTUDE, SEXUALIDADE FEMININA E AUTOCUIDADO NO SERIADO “SEX EDUCATION” 2021-10-31T10:40:13-03:00 Luana Alcantara Fialho luana.afialho@gmail.com Juliana Vieira Sampaio julianavsampaio@hotmail.com <p>O objetivo desta pesquisa foi analisar de que modo a sexualidade de adolescentes é produzida e retratada no seriado “Sex Education”, em especial a sexualidade feminina. Tratou-se de um estudo de caso de documento audiovisual. Evidencia-se que a educação sexual nas escolas é comumente configurada a partir da heteronormatividade. Aimee, uma das personagens, é um exemplo de como a legitimidade das mulheres é validada a partir do olhar desejante dos homens e de como essa relação de desigualdade de gênero implica na falta de conhecimento sobre o próprio prazer e os direitos sexuais. O seriado “Sex Education” nos leva a questionar muitos padrões de gênero, sexualidade, raça, etc., mas é necessário ressaltar as diferenças quanto à realidade brasileira.</p> 2021-10-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Fórum Identidades