https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/issue/feed Revista GeoNordeste 2021-10-27T12:23:02-03:00 José Wellington Carvalho Vilar geonordeste@gmail.com Open Journal Systems <p><strong>Escopo</strong>: A Revista GeoNordeste é uma publicação semestral do PPGEO (Programa de Pós-Graduação em Geografia) da UFS (Universidade Federal de Sergipe), Brasil, destinada a divulgar a produção científica nos mais diversos âmbitos do conhecimento geográfico, sobretudo àqueles vinculados à Produção do Espaço Agrário, Dinâmica Ambiental e Dinâmicas Territoriais e Desenvolvimento, Linhas de Pesquisa do Programa. Desde 1984, a GeoNordeste é um periódico dedicado a publicar e divulgar conhecimentos Geográficos, e está voltada preferencialmente aos profissionais e pós-graduandos em Geografia e áreas correlatas. O acesso à GeoNordeste é aberto, com publicação somente na versão on line. Nenhuma taxa é cobrada nas diversas fases da revisão ou publicação da Revista.<br><strong>E-ISSN</strong>: 2318-2695</p> https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/16419 EXPEDIENTE 2021-10-27T12:20:45-03:00 José Wellington Carvalho Vilar wvilar@yahoo.com.br 2021-09-08T20:02:53-03:00 Copyright (c) 2021 Revista GeoNordeste https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/16417 APRESENTAÇÃO 2021-10-27T12:20:54-03:00 José Wellington Carvalho Vilar wvilar@yahoo.com.br Hélio Mário de Araújo heliomarioaraujo@yahoo.com.br Joab Almeida Silva joab.turismo@hotmail.com 2021-09-08T19:50:10-03:00 Copyright (c) 2021 Revista GeoNordeste https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/16072 ADVENTO DAS PRÁTICAS MARÍTIMAS MODERNAS NOS TRÓPICOS 2021-10-27T12:21:30-03:00 Eustogio Wanderley Correia Dantas ewcdantas@gmail.com <p>A tônica de constituição das metrópoles nordestinas e suas articulações com os demais municípios litorâneos metropolitanos se impõem no tratamento do fenômeno urbano na região, pautado em dois momentos, diferenciados e encadeados, de incorporação do mar à geografia das cidades: i) o movimento inicial de aproximação da sociedade local em relação ao mar, pautado em duas escalas diferenciadas, a da cidade e a da metrópole; ii) o movimento delineador da transformação das cidades litorâneas nordestinas em marítimas, leia-se turísticas, e a envolver escalas nacional e internacional. Tal processo é analisado no presente trabalho considerando o delineamento da vilegiatura, prática marítima moderna de maior densidade histórica e, consequentemente, representativa e determinante de processo de transformação intenso da paisagem urbana nos municípios litorâneos a comporem as regiões metropolitanas mais dinâmicas do Nordeste. Compreender a instituição das cidades litorâneas em foco, bem como do fato contemporâneo da metrópole, vis-à-vis valorização de suas zonas de praia, se efetiva a partir da adoção de abordagem analítica a contemplar o lazer como variável preponderante no entendimento do processo de urbanização. A incorporação do mar à geografia das cidades litorâneas do Nordeste transformou, lenta e gradualmente, suas zonas de praia. Na contemporaneidade, atinge nível de refinamento com construção de infraestrutura urbana derivada de investimentos públicos, que além da vilegiatura e da atividade turística justificam empreendimentos imobiliários nacionais e internacionais.Com o advento da sociedade dos lazeres em constituição, as cidades litorâneas nordestinas se tornam marítimas, validadas pelo exercício recente das práticas turísticas e da vilegiatura marítima reinventadas. Projetam-se, portanto, em escala internacional, participando do pool de cidades a valorarem seu lado mar.</p> <p><strong>Palavras chaves</strong>: Litoral; Vilegiatura; Urbanização.</p> 2021-09-03T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista GeoNordeste https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/16074 ESTUDOS SOBRE LITORAL EM GEOGRAFIA: HISTÓRIA E DESENVOLVIMENTO EPISTEMOLÓGICO 2021-09-14T21:54:49-03:00 André Nunes de Sousa anunesds82@gmail.com Mateus Barbosa Santos da Silva mateusb_1@hotmail.com <p>Intrinsecamente relacionado ao aumento do interesse acadêmico dos geógrafos pelo litoral, deve-se ter em conta também o intenso processo de redefinição social dos significados e usos dos espaços litorâneos nos dois últimos séculos, transformados em recursos e territórios em disputa. Novos conteúdos sociais resultam, notadamente, de uma trama de relações funcionais e simbólicas que ocorre em múltiplas escalas, engendrada por diferentes agentes que particularizam geograficamente os espaços litorâneos através de suas ações, atribuindo-lhes valor de uso e de troca e demandando, por parte dos geógrafos, a elaboração de novas propostas teórico-metodológicas e conceituais para as suas análises. Pensando nesses termos, este artigo busca contribuir, a partir de uma análise ainda introdutória, com o debate sobre as bases histórico-epistemológicas dos estudos sobre litoral desenvolvidos em Geografia no Brasil. Para tanto, o texto remonta, primeiramente, uma breve contextualização histórica acerca desses estudos para, em seguida, pôr em evidência a diversidade de abordagens teórico-metodológicas e conceituais presente nas análises geográficas sobre o litoral, bem como a necessidade de se debater seus avanços, limites e obstáculos epistemológicos. Igualmente, apresentamos breves notas históricas amparadas em revisões bibliográficas já realizadas por outros pesquisadores, de modo a evidenciar um trânsito epistemológico que, por um lado, acompanha a própria trajetória da Geografia, mas, por outro lado, guarda suas particularidades relacionadas às próprias mudanças de usos e significados que os espaços litorâneos passaram, sobretudo ao longo do século XX. Em adição, tentando reafirmar o aumento do interesse acadêmico dos geógrafos sobre a temática, fizemos, além de uma revisão bibliográfica mais atualizada, um breve levantamento sobre a composição temática de eventos acadêmicos e os alinhamentos científicos de grupos que constam no diretório de pesquisas do CNPq.</p> <p><strong>Palavras chaves</strong>: Litoral; Geografia; Epistemologia.</p> 2021-08-03T11:24:21-03:00 Copyright (c) 2021 Revista GeoNordeste https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/16077 A GEOGRAFIA DO LITORAL QUE PULSA NA MEMÓRIA: DESCOBERTAS, CONHECIMENTOS E RECONHECIMENTOS 2021-10-27T12:22:43-03:00 Maria Augusta Mundim Vargas guta98@hotmail.com.br <p>A construção deste texto encerra a escrita de memórias sobre os caminhos de nossas produções geográficas. A sua estrutura está orientada pela linha do tempo, didaticamente qualificada em três períodos: descobertas, conhecimento e reconhecimento. Procuramos oferecer maiores detalhes das abordagens metodológicas pelo fato de possibilitarem melhor compreensão dos métodos iluminados pelas técnicas e pelos instrumentais das pesquisas realizadas e, assim, proporcionar melhor distinção entre os estudos da década de 1980 e aqueles realizados nos meados de 2015.</p> <p><strong>Palavras-chave</strong>: Espaço Social; Geografia Cultural; Abordagens Metodológicas.</p> 2021-08-12T13:06:52-03:00 Copyright (c) 2021 Revista GeoNordeste https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/16082 ORDENAMENTO TERRITORIAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA NO LITORAL SUL DE ALAGOAS 2021-10-27T12:22:34-03:00 Eduina Bezerra França eduina.franca@hotmail.com <p>O objetivo do presente trabalho é analisar a dinâmica territorial associada à gestão de Áreas de Proteção Ambiental (APA) do Litoral Sul de Alagoas, especificamente na APA de Piaçabuçu e na APA Marituba do Peixe. Em termos metodológicos, o trabalho foi elaborado a partir da revisão de literatura sobre o Litoral Sul de Alagoas, levantamento documental em sites oficiais do poder público a respeito dos instrumentos de ordenamento territorial do litoral Alagoano, sobre zoneamento, avanços e desafios de gestão de unidade de conservação costeira. O estudo das iniciativas de ordenamento territorial tendo como referência as duas APAs do Litoral Sul de Alagoas revelou sérios problemas ambientais e sociais que se expressam em conflitos e dificultam os avanços da gestão das unidades de conservação, sobretudo na APA de Piaçabuçu. Por sua vez, a APA Marituba do Peixe tem desempenhado um papel chave para a proteção da natureza, pela iniciativa de gestão participativa com a cooperação de instituições privadas e públicas, bem como das atribuições do Conselho Gestor que inclui a representatividade das comunidades tradicionais.</p> 2021-08-12T13:30:30-03:00 Copyright (c) 2021 Revista GeoNordeste https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/16130 ORDENAMENTO TERRITORIAL E IMPACTOS DO PROCESSO DE TURISTIFICAÇÃO E PRODUÇÃO DE ENERGIA EÓLICA NO LITORAL DO NORDESTE DO BRASIL 2021-10-27T12:22:07-03:00 Moema Hofstaetter moema.natal@hotmail.com Francisco Fransualdo de Azevedo ffazevedo@gmail.com <p>O objetivo deste artigo é refletir sobre o novo dilema verificado no território nordestino brasileiro, que dentre outros vetores tinha nos últimos anos, o turismo de sol e mar como estratégia de crescimento econômico e desenvolvimento regional, mas que a partir da instalação dos parques eólicos, com forte participação de capital internacional e empresas estrangeiras, passou a apresentar novas dinâmicas territoriais alterando significativamente a paisagem e os lugares onde este fenômeno passou a se fazer presente. Pretende-se relacionar esta reflexão com o surgimento de novos desafios, apontando a necessidade de (re)pensar o planejamento territorial, de forma que seja possível conduzir a economia regional com desenvolvimento endógeno, pautado na inclusão social e no equilíbrio entre a economia e o ambiente.</p> 2021-08-14T09:44:28-03:00 Copyright (c) 2021 Revista GeoNordeste https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/16138 OS DESAFIOS DA GESTÃO PÚBLICA MUNICIPAL NO ENFRETAMENTO DO TURISMO DE SEGUNDA RESIDÊNCIA NA COSTA LITORÂNEA DE VERA CRUZ E VILA DE BARRA GRANDE – BA 2021-10-27T12:23:02-03:00 Mirela Carine Santos Araújo mirelacarine@hotmail.com Hélio Mário de Araújo heliomarioaraujo@yahoo.com.br <p><span style="font-weight: 400;">O intuito deste trabalho é apresentar os resultados da pesquisa realizada com os turistas de segunda residência da vila de Barra Grande (Vera Cruz - BA), delineada pelo objetivo específico</span><span style="font-weight: 400;"> de identificar o perfil desse turista em relação ao nível de consciência sobre as questões ambientais e culturais, bem como a sua atuação socioespacial na localidade estudada. Para tanto, na metodologia </span><span style="font-weight: 400;">priorizou-se, inicialmente, o levantamento bibliográfico e cartográfico, sequenciado pelo trabalho de campo com </span><span style="font-weight: 400;">registros fotográficos. Os resultados apontam que o perfil de turista de segunda residência de Barra Grande não tem contribuído efetivamente para ampliar a aproximação e articulação entre os atores sociais locais, em busca de um turismo sustentável.</span></p> 2021-08-10T20:49:09-03:00 Copyright (c) 2021 Revista GeoNordeste https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/16157 A (RE)PRODUÇÃO DO ESPAÇO URBANO PELA SEGUNDA RESIDÊNCIA NA ZONA COSTEIRA DO PIAUÍ - BRASIL 2021-10-27T12:22:25-03:00 Fabiana da Silva Pessoa fabianapessoa28@gmail.com Alexandre Queiroz Pereira aqpufc@gmail.com Enos Feitosa de Araújo enosfeitosa@gmail.com <p>Com o objetivo de interpretar a espacialidade e as características das segundas residências nos espaços urbanos da Zona Costeira do Piauí, esta pesquisa foi realizada a partir de observação de campo e dados secundários referentes a Domicílios de Uso Ocasional. Foram identificadas as características das segundas residências e os equipamentos urbanos presentes em seu entorno. O recorte espacial da pesquisa apresenta uma extensão de 66 km de linha de costa abrangendo quatro municípios do Piauí (Ilha Grande, Parnaíba, Luís Correia e Cajueiro da Praia) com características físicas similares, mas com particularidades históricas, sociais, políticas e econômicas, as quais refletem diretamente na heterogeneidade e/ou distintas intensidades da produção, distribuição e características das segundas residências.</p> 2021-08-13T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista GeoNordeste https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/16084 VILEGIATURA NAS PRAIAS DE CORURIPE - LITORAL SUL DE ALAGOAS 2021-10-27T12:22:16-03:00 Jucileide da Silva Sobreira jucisobreira@gmail.com <p>Diante da crescente ascensão da vilegiatura marítima, o presente artigo buscou elaborar um diagnóstico socioambiental da orla de Coruripe, situada no Litoral Sul de Alagoas, especialmente, dos povoados Pontal de Coruripe e Lagoa do Pau, assim como identificar o uso e ocupação dos espaços de praia dos referidos povoados. Além da observação simples, utilizou-se de registro fotográfico, caderno de campo e a metodologia proposta no Projeto Orla que visa à realização do diagnóstico paisagístico e socioeconômico de orlas marítimas. Ainda em termos metodológicos, foram aplicados questionários e feitas entrevistas com veranistas, moradores locais e turistas, na perspectiva de entender a dinâmica ambiental, associada ao veraneio como processo e a segunda residência como principal forma geográfica territorializadora das praias de Coruripe. O fenômeno da vilegiatura marítima acarreta repercussões ambientais e territoriais, através das territorialidades variadas e conflitos socioambientais, além de trazer benefícios para a comunidade, principalmente a partir do emprego e renda, serviços e infraestrutura.</p> <p><strong>Palavras-chave: </strong>Veraneio; Orla Marítima; Segunda Residência.</p> 2021-08-13T09:58:56-03:00 Copyright (c) 2021 Revista GeoNordeste https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/16109 A DINÂMICA REGIONAL E AS RECONFIGURAÇÕES TERRITORIAIS NO LITORAL SERGIPANO - BRASIL 2021-10-27T12:21:58-03:00 Max Alberto Nascimento Santos sergipemax@yahoo.com.br Ana Rocha Santos ana.rochaufs@gmail.com <p>O objetivo desse artigo é analisar a dinâmica regional e as reconfigurações territoriais que se processaram no litoral sergipano depois da instalação da infraestrutura de pontes e rodovias. Até a construção das pontes litorâneas a partir da década de 1990, os municípios da zona costeira sergipana apresentavam fragilidades de comunicação viária para a realização de atividades turísticas, entre outras. Após os anos 1990, uma nova orientação de desenvolvimento econômico se processou no país com a adoção de políticas públicas associadas a acordos internacionais com agências multilaterais para o desenvolvimento pelo turismo, especialmente no Nordeste brasileiro. O estado de Sergipe seguiu essa tendência de investimentos para o desenvolvimento do turismo com a construção de rodovias litorâneas, interligações hidroviárias, construção de pontes e a criação de outras infraestruturas para o turismo, que facilitou, intensificou e diversificou fluxos geográficos dos municípios da zona costeira e contribuiu de modo significativo na (re)produção deste espaço.</p> 2021-08-14T09:49:53-03:00 Copyright (c) 2021 Revista GeoNordeste https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/16181 TRANSFORMAÇÕES SOCIOESPACIAIS NO LITORAL NORTE DA BAHIA: VETORES, PADRÕES E TENDÊNCIAS DE USO E OCUPAÇÃO TERRITORIAL 2021-10-27T12:21:03-03:00 Marcus Henrique Oliveira de Jesus marcushenrique103@gmail.com Anízia Conceição Cabral de Assunção Oliveira aniziacaoliveira@gmail.com <p>Objetivo deste trabalho é apresentar uma discussão sobre os padrões de uso e ocupação da zona costeira de Conde, no Litoral Norte da Bahia, a partir dos processos de transformações socioespaciais ocorridos na região e da ação dos vetores de modernização que impõe novas lógicas na estrutura do território. Os procedimentos metodológicos contemplaram desde o levantamento bibliográfico até levantamento de planos de gerenciamento costeiro e de projetos de ordenamento territorial em órgãos públicos e em sites da internet, além do mapeamento e entrevistas. O Litoral Norte da Bahia é um dos espaços nordestinos privilegiados pelas ações governamentais em incentivo ao desenvolvimento do turismo e ao investimento de capital estrangeiro em infraestrutura turística. Conde, município integrante desta região, vem sofrendo a influência do avanço das atividades turísticas. A possível territorialização das atividades turísticas, de recreação e lazer de grande porte atrelado ao crescimento do mercado imobiliário de lotes e construção de condomínios de residências secundárias podem alterar substancialmente a dinâmica local, somadas à expansão dos núcleos habitacionais sobre ecossistemas costeiros, à concentração fundiária, ao avanço das atividades agropecuárias que desmatam a floresta nativa do município, à expansão das culturas específicas e à necessidade de preservação das comunidades que vivem da pesca artesanal e expõem um cenário complexo gerador de conflitos.</p> 2021-09-03T12:15:58-03:00 Copyright (c) 2021 Revista GeoNordeste https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/16093 ENTRE INDIAROBA/SE E JANDAÍRA/BA: ATORES E REDES NA RECONFIGURAÇÃO DE TERRITÓRIOS COSTEIROS 2021-10-27T12:21:49-03:00 Carla Norma Correia dos Santos carla.norma@ifs.edu.br <p>Os municípios de Indiaroba, localizado no Litoral Sul de Sergipe, e Jandaíra, situado no Litoral Norte da Bahia, são contíguos e por estarem distantes geograficamente de suas capitais, acabaram estabelecendo relações de vizinhança entre eles, que promoveram uma interação territorial e ajudaram a desenvolver mecanismos de solidariedade, o que caracteriza a lógica zonal. A ação estatal promoveu uma nova lógica de produção do espaço litorâneo, ao ampliar a fluidez territorial, materializada em vetores viários e nas pontes, favorecendo a valorização dos territórios costeiros desses municípios, bem como a inserção de novas atividades econômicas. O Estado juntamente com o capital privado são os maiores indutores dessa ocupação, em que emergem novas formas e funções dos territórios costeiros, impulsionados por interesses externos, que caracterizam a lógica reticular. Assim, em Indiaroba e Jandaíra a lógica zonal ou dinâmicas internas, endógenas à sociedade, e a lógica reticular ou movimentos externos à sociedade, produzem um processo de reestruturação territorial que afeta a vida das comunidades locais. Nesta perspectiva, o presente artigo tem por objetivo analisar o papel dos atores e das redes na construção de territórios costeiros nos municípios de Indiaroba/SE e Jandaíra/BA. Do ponto de vista metodológico, para atingir os objetivos da pesquisa foram usados instrumentos qualitativos e quantitativos.</p> 2021-08-15T10:49:07-03:00 Copyright (c) 2021 Revista GeoNordeste https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/16098 EDUCAÇÃO AMBIENTAL CRÍTICA COMO INSTRUMENTO NA ANÁLISE DOS CONFLITOS SOCIOAMBIENTAIS EM COMUNIDADES TRADICIONAIS NO LITORAL ENTRE SERGIPE E BAHIA 2021-10-27T12:21:40-03:00 Maria do Socorro Ferreira da Silva ms.ferreira.s@hotmail.com Sindiany Suelen Caduda dos Santos sindiany@academico.ufs.br Carlos Frederico Bernardo Loureiro fredericoloureiro89@gmail.com <p>O objetivo do artigo é analisar a Educação Ambiental (EA) crítica no processo de constituição dos conflitos socioambientais vivenciados por comunidades pesqueiras no litoral entre Sergipe e a Bahia, na área de abrangência do Programa de Educação Ambiental com Comunidades Costeiras (PEAC). O PEAC é resultante de uma medida mitigadora, exigida pelo IBAMA, como obrigatoriedade no licenciamento ambiental federal em função da exploração e produção <em>offshore</em> de petróleo e gás. Foram realizadas oficinas participativas entre os meses de novembro de 2016 e janeiro de 2017, com 33 representantes dos municípios de Santa Luzia do Itanhi, Estância e Indiaroba, em Sergipe, e Conde e Jandaíra, no estado da Bahia. Os principais resultados apontaram o reconhecimento das comunidades tradicionais pesqueiras, acompanhado dos estímulos à reflexão das realidades vividas, que trouxeram elementos relevantes para análise dos conflitos socioambientais: impactos; atores envolvidos; e possíveis soluções vistas pelos participantes da pesquisa. As ações participativas oportunizam articulação para gerir conflitos e pensar alternativas para transformação socioambiental de maneira coletiva em prol da luta pela conservação dos ambientes costeiros.</p> 2021-08-15T10:51:23-03:00 Copyright (c) 2021 Revista GeoNordeste https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/16092 SIM! EU MORO EM CONDOMÍNIO FECHADO! CONTRAPONTOS DAS NOVAS FORMAS DE URBANIZAÇÃO LITORÂNEA NA REGIÃO METROPOLITANA DE ARACAJU-SE 2021-10-27T12:22:52-03:00 Sarah Lúcia Alves França sarahfranca@ig.com.br Vera Lúcia Alves França França verafranca@gmail.com <p><strong>RESUMO:</strong></p> <p>Este estudo tem como objetivo analisar as novas formas de urbanização e seus agentes através da inserção de condomínios fechados na Região Metropolitana de Aracaju (RMA), a partir da década de 1990. Como procedimentos teórico-metodológicos foi realizada revisão bibliográfica sobre a temática urbana e sobre a RMA, além de levantamento de informações em pesquisas desenvolvidas no Centro de Estudos de Planejamento e Práticas Urbanas e Regionais (CEPUR), assim como dados estatísticos obtidos em órgãos públicos. Nos últimos trinta anos, a ocupação do espaço com esses empreendimentos fechados marcou a paisagem da RMA, resultando em crescente segregação sócioespacial, criando espaços dispersos, dificultando sua ligação com o restante da cidade e ampliando relações de dependência do transporte público, além de intensificar as questões ambientais.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> Urbanização; Condomínio Fechado; Mercado Imobiliário; Estado; Habitação Social.</p> 2021-08-11T14:03:49-03:00 Copyright (c) 2021 Revista GeoNordeste https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/16185 O EIXO TERRITORIAL TURÍSTICO DE ARACAJU/SE: A PREDOMINÂNCIA DO LITORAL 2021-10-27T12:21:22-03:00 Joab Almeida Silva joab.turismo@hotmail.com José Wellington Carvalho Vilar wvilar@yahoo.com.br <p>As transformações sócio-espaciais resultantes do uso turístico na região Nordeste do Brasil apontam para a permanente necessidade de monitoramento dos territórios constituídos pelas relações de poder e conflitos estabelecidos na sua produção. Seguindo a tendência da região Nordeste, Aracaju, capital do Estado de Sergipe, apresenta-se como principal centralidade do turismo sergipano, tanto pela capacidade de concentrar e distribuir o fluxo turístico para o interior, quanto pela concentração de equipamentos fixos dos diversos setores que compõem a oferta turística de Sergipe. No desdobramento da Política Nacional de Turismo, o Programa de Regionalização do Turismo (PRT) originalmente focado no planejamento e organização das regiões de desenvolvimento turístico, passou a priorizar os destinos turísticos, reconhecidamente as capitais que lideraram o foco da política. Neste caso, e sem ignorar a relevância da região, analisar a cidade enquanto destino requer o entendimento de que toda sua área não é tomada pela produção do turismo, portanto, faz-se necessária a identificação dos seus territórios turísticos. Diante deste problema, a pesquisa debruça-se sobre a seguinte questão: quais são os territórios turísticos do destino Aracaju? Este trabalho tem por objetivo identificar os territórios turísticos de Aracaju, e para tanto, foi realizada uma discussão sobre territórios turísticos, analisando aspectos históricos de sua constituição e elaborando propostas de apoio ao desenvolvimento da atividade. Como procedimentos e técnicas de suporte metodológico foram utilizados o levantamento e análise da bibliografia, análise documental, visitas de campo e observação direta em reuniõestécnicas realizadas no período de 2007 a 2019. Entre os principais resultados estão a identificação de sete territórios turísticos, a influência do poder público na priorização da territorialização turística, e o desafio de planejar e monitorar o desenvolvimento do turismo em Aracaju.</p> <p><strong>Palavras-chave</strong>: Território Turístico; Ordenamento Turístico; Geografia do Turismo.</p> 2021-09-03T12:07:08-03:00 Copyright (c) 2021 Revista GeoNordeste https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/16207 A AÇÃO DOS SUBMARINOS ALEMÃES E OS “MALAFOGADOS” NA COSTA SERGIPANA (1942-1945) : CONTRIBUIÇÃO À GEOGRAFIA HISTÓRICA 2021-10-27T12:21:12-03:00 Luiz Antônio Pinto Cruz historiasdomar@gmail.com <p><span class="fontstyle0">As guerras mundiais do século XX devastaram geografias costeiras, mas ainda existem paisagens marítimas sem história e vítimas naufragadas sem nomes. Pensar geograficamente a Batalha do Atlântico na costa do Brasil faz-se necessário, porque este cenário tropical também foi profundamente marcado pelos ataques de submarinos alemães e italianos. Os náufragos dos navios torpedeados e os soldados praieiros estabeleceram relações significativas, durante a Segunda Guerra Mundial, com as populações litorâneas do Nordeste. Esta investigação buscou compreender os acontecimentos militares e suas relações espaciais no litoral sergipano, no período compreendido entre 1942 a 1945. Em termos metodológicos, foi feita a revisão bibliográfica sobre a temática da entrada do Brasil na Segunda Grande Guerra e sobre os malafogados, ou seja, os resquícios&nbsp; materiais resultantes dos torpedeamentos na costa sergipana, além de entrevistas com moradores antigos com questionamentos sobre as práticas e as memórias sobre esse período histórico. A partir da análise desta memória pode-se perceber que as populações litorâneas possuíam a incrível habilidade de produzir histórias sobre o sinistro. Elas buscaram entender os resultados do torpedeamento dentro do universo das suas tradições culturais. O mundo dos malafogados nasceu como resposta a uma luta contra o invisível.&nbsp;</span></p> 2021-09-03T12:11:22-03:00 Copyright (c) 2021 Revista GeoNordeste