Revista GeoNordeste https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste <p><strong>Escopo</strong>: A Revista GeoNordeste é uma publicação semestral do PPGEO (Programa de Pós-Graduação em Geografia) da UFS (Universidade Federal de Sergipe), Brasil, destinada a divulgar a produção científica nos mais diversos âmbitos do conhecimento geográfico, sobretudo àqueles vinculados à Produção do Espaço Agrário, Dinâmica Ambiental e Dinâmicas Territoriais e Desenvolvimento, Linhas de Pesquisa do Programa. Desde 1984, a GeoNordeste é um periódico dedicado a publicar e divulgar conhecimentos Geográficos, e está voltada preferencialmente aos profissionais e pós-graduandos em Geografia e áreas correlatas. O acesso à GeoNordeste é aberto, com publicação somente na versão on line. Nenhuma taxa é cobrada nas diversas fases da revisão ou publicação da Revista.<br><strong>E-ISSN</strong>: 2318-2695</p> Universidade Federal de Sergipe pt-BR Revista GeoNordeste 1518-6059 <div id="deed-rights" class="row" dir="ltr"><div class="col-sm-offset-2 col-sm-8"><h3> </h3></div></div><div><table class="data" width="100%"><tbody><tr valign="top"><td width="95%"><label for="copyrightNoticeAgree">Os autores devem concordar com os termos da Declaração de Direito Autoral, que se aplicará a submissão caso seja publicada nesta revista, assim como, repassa a Revista GeoNordeste como detentora dos direitos autorais da publicação.</label></td></tr></tbody></table></div><div> </div><div><div id="deed-rights" class="row" dir="ltr"><div class="col-sm-offset-2 col-sm-8"><h3>Attribution-NonCommercial 4.0 International (CC BY-NC 4.0)</h3><h3>Você é livre para:</h3><ul class="license-properties"><li class="license share">Compartilhar - copiar e redistribuir o material em qualquer meio ou formato</li><li class="license remix">Adaptar - transformar e construir sobre o material</li></ul></div></div><div class="row"><ul id="license-freedoms-no-icons" class="col-sm-offset-2 col-sm-8"><li class="license">O licenciante não pode revogar essas liberdades desde que você siga os termos da licença.</li></ul></div><div id="deed-conditions" class="row"><h3>Sob os seguintes termos:</h3><ul class="license-properties col-md-offset-2 col-md-8" dir="ltr"><li class="license by"><p>Atribuição - Você deve dar <a id="appropriate_credit_popup" class="helpLink" title="" href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" data-original-title="">crédito apropriado</a> , fornecer um link para a licença e <a id="indicate_changes_popup" class="helpLink" title="" href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" data-original-title="">indicar se as alterações foram feitas</a> . Você pode fazê-lo de forma razoável, mas não de forma que sugira que o licenciante o respalda ou o seu uso.</p></li><li class="license nc"><p>Não Comercial - Você não pode usar o material para <a id="commercial_purposes_popup" class="helpLink" title="" href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" data-original-title="">fins comerciais</a> .</p></li></ul></div><div class="row"><ul id="deed-conditions-no-icons" class="col-md-offset-2 col-md-8"><li class="license">Não há restrições adicionais - Você não pode aplicar termos legais ou <a id="technological_measures_popup" class="helpLink" title="" href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/" data-original-title="">medidas tecnológicas</a> que restringem legalmente os outros de fazer qualquer coisa que a licença permita.</li></ul></div></div> EXPEDIENTE https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/14991 José Wellington Carvalho Vilar Copyright (c) 2020 Revista GeoNordeste http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-12-22 2020-12-22 2 1 4 EDITORIAL https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/14990 José Wellington Carvalho Vilar Copyright (c) 2020 Revista GeoNordeste http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-12-22 2020-12-22 2 5 5 TERRITORIALIDAD Y AGRICULTURA AGROECOLÓGICA EN AMÉRICA LATINA: ANÁLISIS SISTEMATIZADO https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/14770 <p>A agroecologia é um tipo de agricultura alternativa que ganhou maior visibilidade em campos discursivos, teóricos e práticos a partir dos efeitos causados pela Revolução Verde. Ela abrange ações que geram equilíbrio no ambiente e dispensam o uso de agrotóxicos, uma vez que a resposta a qualquer problema dentro da unidade agroecossistémica pode ser encontrada na própria natureza. A compreensão do alcance da sua territorialidade nas paisagens rurais da América Latina se faz necessária dada a sua importância, impacto e articulação opostas ao capitalismo. Para este objetivo, uma revisão bibliográfica sistematizada foi implementada como metodologia com textos indexados no repositório digital LA Referencia. A literatura foi selecionada com base nas relações de poder de Sack (2011) e Raffestin (1993) e em quatro palavras-chave que definem territorialidade em Saquet (2011): relações sociais, apropriação do espaço, práticas espaço-temporais e intencionalidades. Como resultado, foram extraídos 56 textos base para discussão, cujo conteúdo permitiu concluir que a territorialidade da agroecologia na América Latina é exercida por atores sociais como o Estado, organizações, movimentos sociais, populações tradicionais, em espaços fixos e em rede, através de práticas, técnicas e conhecimentos tradicionais, produto das mesmas intencionalidades estabelecidas pelos mesmos atores sociais em questão. Palavras-chave: RBS. Relações Sociais. Apropriação do Espaço. Práticas Espaço-Temporais. Intencionalidades.</p> Maira Alejandra Amaris Buelvas Júlio César Suzuki Copyright (c) 2020 Revista GeoNordeste http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-11-14 2020-11-14 2 6 25 10.33360/10.33360/RGN.2318-2695.2020.i2.p.06-25 A (IN) VISIBILIDADE DA CADEIA PRODUTIVA APÍCOLA DO VALE DO JAGUARI/RS https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/14527 <p>O objetivo desse artigo consiste em contribuir para uma análise crítica da busca por maior visibilidade pela cadeia produtiva da apicultura, integrante do sistema camponês de produção na região central do Rio Grande do Sul. Em 2015, os agricultores familiares no Vale do Jaguari comercializaram cerca de um quarto da produção apícola estadual. O elevado índice de informalidade das transações comerciais com mel bruto, porém, contribuíram para sua histórica invisibilidade junto às políticas públicas. A expansão do agronegócio da soja sobre as pastagens nativas, bem como a intensificação da produção da soja e do arroz irrigado tem como externalidade a mortandade de abelhas nas áreas contíguas, colocando em risco a sobrevivência dessa cadeia produtiva enraizada na cultura local e adaptada ao bioma. Mediante entrevistas com apicultores, intermediários e gestores públicos, além de revisão de documentos oficiais, esse trabalho procede a uma revisão do esforço pelos atores locais para a inserção da cadeia apícola, no período entre 2016 e 2017, na política estadual de apoio a arranjos produtivos locais. O artigo apresenta o argumento de que parcela dos objetivos pela coalização de atores locais foram alcançados, como ampliação da formalização ou acesso a financiamentos para modernização da produção. Porém, sem avançar quanto a problemas estruturais como o controle da utilização dos agrotóxicos nas lavouras de soja e arroz.</p> Markus Erwin Brose Augusto José Pinto Souto Copyright (c) 2020 Revista GeoNordeste http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-10-15 2020-10-15 2 26 39 10.33360/10.33360/RGN.2318-2695.2020.i2.p.26-39 A ASA E A LUTA CONTRA O DISCURSO DO COMBATE À SECA https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/13217 <p><a name="_Toc31889990"></a>Este artigo apresenta a gênesis da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) e das políticas de convivência com o semiárido, em contraposição as estratégias do “combate à seca” adotadas pelo Estado, nas suas diferentes formatações. Buscou-se elucidar, por meio das pesquisas bibliográfica e documental, somadas aos depoimentos de colaboradores da instituição, como a ASA se torna, dentro dos limites condicionantes do sistema capitalista, um movimento contra hegemônico. Se percebe na estrutura organizacional e de gestão uma lógica, majoritariamente, horizontalizada no âmbito das relações institucionais, além do processo emancipatório imbuído nas formações que compõem o plano de trabalho dos programas de convivência.</p> Eliane Pereira de Almeida Vale Janio Santos Copyright (c) 2020 Revista GeoNordeste http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-10-21 2020-10-21 2 40 58 10.33360/10.33360/RGN.2318-2695.2020.i2.p.40-58 EDUCAÇÃO DO CAMPO E DESENVOLVIMENTO SOCIOAMBIENTAL SUSTENTÁVEL: DESAFIOS NAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/14696 <p><em>O estudo objetivou esclarecer duas questões: 1. Que proposta de educação do campo estabelece relações com o desenvolvimento socioambiental sustentável de maneira a contribuir para a concretização de políticas de educação no Brasil, frente à questão agrária? 2. Mediante o avanço extensivo e intensivo do capitalismo nas relações rural e urbano, que vem se aprofundando com amplo caráter perverso na recamponesação da população de trabalhadores rurais, que pistas podem contribuir para uma proposta de política de educação do campo que esteja comprometida com o desenvolvimento socioambiental sustentável? A investigação desenvolveu análise dialética, enquanto lógica e teoria do conhecimento, tomando por base a literatura e fatos, identificados em movimentos da educação do campo e desenvolvimento socioambiental sustentável, que embora possuam políticas com características próprias, estabelecem nexos e relações a partir do grau das forças de interesses históricos da luta de classes. O resultado da investigação identificou que </em><em>há grandes desafios para as políticas da educação, frente a estas duas questões, cujo caráter conflitual/adverso é advindo da reprodução social ditado pelo capital. Mediante essa realidade, as pistas identificadas para as políticas de educação, advêm da democratização do acesso ao conhecimento científico acumulado pela humanidade sobre estas questões, em vistas ao constructo histórico-crítico.&nbsp; </em></p> Kátia Oliver de Sá Copyright (c) 2020 Revista GeoNordeste http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-11-14 2020-11-14 2 59 75 10.33360/10.33360/RGN.2318-2695.2020.i2.p.59-75 A MARICULTURA COMO CAMPO DE CONFLITOS AMBIENTAIS TERRITORIAIS https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/14516 <p>A maricultura de base empresarial expandiu-se por diversas áreas costeiras brasileiras nas últimas décadas, especialmente com o argumento, de seus defensores, de que atenuaria a superexploração dos recursos pesqueiros e aumentaria a renda dos pescadores artesanais. Contudo, vem gerando variados conflitos nas comunidades envolvidas. Este artigo traz alguns resultados de uma pesquisa qualitativa realizada na Caieira da Barra do Sul, em Florianópolis, que analisou os conflitos ambientais territoriais decorrentes da maricultura ali instalada. Foram considerados o conceito de <em>território</em>, como produto da prática social e a projeção espacial de relações de poder, e o de <em>conflitos ambientais territoriais</em>, marcados pela sobreposição de reivindicações de diversos grupos – com identidades e lógicas culturais diferenciadas – sobre um mesmo espaço. Realizaram-se entrevistas abertas e observação participante, e aplicou-se um questionário com questões abertas. Os resultados indicaram que os conflitos relativos à maricultura no bairro relacionam-se essencialmente ao conflito de interesses e de práticas no território entre, de um lado, o poder público e empresários aquícolas e, de outro, os pescadores artesanais. Concluiu-se que o debate sobre os conflitos ambientais territoriais precisaria ser mais enfatizado na academia, para que se possa repensar a maricultura de modo mais democrático e evitar exclusões sociais.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> Maricultura. Conflitos ambientais territoriais. Pescadores artesanais. Caieira da Barra do Sul. Exclusão social.</p> Carmen Silvia Moreira Garcez Douglas Ladik Antunes Copyright (c) 2020 Revista GeoNordeste http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-11-21 2020-11-21 2 76 95 10.33360/10.33360/RGN.2318-2695.2020.i2.p.76-95 TERRITÓRIOS DOS SABERES: AS POLÍTICAS EDUCACIONAIS EM ALMIRANTE TAMANDARÉ, PARANÁ https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/14542 <p>Políticas públicas podem se tornar mais efetivas e possibilitar a construção de uma sociedade mais justa se considerarem a dimensão espacial em seus planejamentos. O desenvolvimento integral dos sujeitos, por meio de uma educação integral, compreende o território enquanto espaço privilegiado de aprendizagens. Nesse contexto, o objetivo principal deste artigo é apresentar a organização das políticas educacionais numa perspectiva territorial no município de Almirante Tamandaré, Paraná. A pesquisa foi construída em uma perspectiva interdisciplinar, pela articulação de concepções advindas da educação e dos estudos territoriais, por meio das categorias território, espaço, apropriação social e pertencimento. Os dados, de caráter qualitativo, foram coletados por meio de um estudo de caso realizado através de uma pesquisa participante. Observou-se que a organização dos Territórios dos Saberes nesse município levou em consideração a organização dos diferentes poderes existentes, aspectos geográficos, culturais, migratórios, históricos, econômicos e de mobilidade urbana. Como resultados já se percebe, apesar do curto espaço de tempo, uma maior integração do processo educacional no município com maior envolvimento da sociedade civil e maior integração dos distintos saberes locais ao processo de aprendizagem do educando. Essa dinâmica visa gerar, a longo prazo, uma relação de identidade e de pertencimento local ao cidadão tamandareense.</p> Tatiana Tomal Brondani dos Santos Simone Aparecida Polli Ricardo Lobato Torres Copyright (c) 2020 Revista GeoNordeste http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-11-21 2020-11-21 2 96 114 10.33360/10.33360/RGN.2318-2695.2020.i2.p.96-114 O PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA COMO ESTRATÉGIA DE ORDENAMENTO TERRITORIAL EM CEARÁ MIRIM-RN (2009 A 2014) https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/13631 <p>As discussões acerca do urbano, especialmente no Brasil, a partir de 2009 com a difusão dos programas da Política Nacional de Habitação (PNH), assumiram destaque na agenda pública. Nesse contexto, a presente pesquisa investiga as Políticas Públicas Habitacionais no Brasil, particularmente sua implementação e desdobramentos em Ceará Mirim-RN no período de 2009 a 2014. Os resultados evidenciam que ocorre uma saturação da área urbana central, impulsionando a ocupação das áreas periféricas da cidade, provocando uma notória periferização. Essa dinâmica por sua vez requer do planejamento urbano uma maior preocupação com as carências e vulnerabilidades sociais existentes em Ceará Mirim-RN.</p> Suzete Câmara da Silva Figueiredo Francisco Fransualdo de Azevedo Jonilson de Souza Figueiredo Copyright (c) 2020 Revista GeoNordeste http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-11-24 2020-11-24 2 115 132 10.33360/10.33360/RGN.2318-2695.2020.i2.p.115-132 A INSUFICIÊNCIA DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DE SEGURANÇA NO NORTE CENTRAL DO ESTADO DO PARANÁ https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/13900 <p>No Brasil, os holofotes sobre as políticas públicas de segurança nunca estiveram tão intensos. Igualmente, está a desconfiança da população quanto à presença do Estado, sobretudo pela difusão dos casos de corrupção, pela negligência da vida pública e do espaço público e pelo aumento dos casos de homicídios. Por isso, o objetivo principal deste artigo é refletir acerca dos serviços públicos de segurança nos municípios do Norte Central do Estado do Paraná, particularmente nos municípios polarizados por pequenas cidades. Com esse objetivo central, este artigo pretende cooperar com o debate das políticas de segurança pública, demonstrando que as pequenas cidades aparecem, cada vez mais, distantes das ações do Estado, ao mesmo tempo em que vivenciam o aumento da violência e da insegurança. O estudo foi realizado por meio de levantamento bibliográfico e de dados secundários dos municípios da região, como as taxas de homicídios; por levantamento dos serviços públicos existentes na região; pela produção de material cartográfico; e, pela realização da redação final do artigo. Os resultados mostram que a insuficiência dos serviços públicos de segurança atinge com maior intensidade as pequenas cidades, mas, como tendência geral, é um problema grave em toda a região, que tem enfrentado um aumento significativo de homicídios.</p> Pedro Henrique Carnevalli Fernandes Angela Maria Endlich Copyright (c) 2020 Revista GeoNordeste http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-12-04 2020-12-04 2 132 152 10.33360/10.33360/RGN.2318-2695.2020.i2.p.133-152 RELAÇÕES SOCIOAMBIENTAIS EM ÁREAS URBANAS: UMA ANÁLISE DAS PERCEPÇÕES DOS MORADORES DO BAIRRO JABOTIANA - ARACAJU - SE - BRASIL https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/13357 <p>O processo de urbanização acelerado e desordenado ocasiona alterações socioambientais urbanas. Novas construções em áreas de fragilidade ambiental têm sido permitidas pelo poder público, contribuídas por impasses político-administrativos, e regidas por interesses particulares. Ressalta-se que, aliados a essas causas, o descaso e desintegração da sociedade em relação à natureza estão entre os principais obstáculos à sustentabilidade urbana e proteção dos ecossistemas. Tal panorama está presente no bairro Jabotiana, no município de Aracaju, capital do Estado de Sergipe que, marcado pelo rápido crescimento imobiliário, impulsionado por programas governamentais de financiamento residencial, tem ocupado manguezais e margens de rio. Com base nisso, o presente artigo tem por objetivo analisar a relação que os moradores do referido bairro têm referente às ocupações nas áreas de fragilidade ambiental, bem como a influência que tais pontos de vista exercem na aceitação/permissão dessas construções urbanas. Através de referenciais teóricos e investigações documentais, visitas de campo, registro fotográfico e aplicação de entrevistas, procurou-se contribuir com um estudo interdisciplinar e quali-quantitativo sobre a postura e conhecimento da sociedade mediante a degradação ambiental na área de estudo abordada, servindo também como base para outras pesquisas de relações socioambientais em demais localidades.</p> Elaine Vasconcelos Nascimento Leal Luiz Ricardo Oliveira Santos Jailton de Jesus Costa Copyright (c) 2020 Revista GeoNordeste http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-11-25 2020-11-25 2 153 171 10.33360/10.33360/RGN.2318-2695.2020.i2.p.153-171 A RELAÇÃO ENTRE SOLUÇÕES BASEADAS NA NATUREZA E SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS: UMA ANÁLISE BIBLIOMÉTRICA https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/14712 <p>O artigo tem como objetivo identificar a relação entre os conceitos de Soluções baseadas na Natureza (SbN) e Serviços Ecossistêmicos. A pesquisa é explicativa e básica com abordagem quantitativa utilizando técnicas bibliométricas a partir de levantamento realizado na base de dados <em>Scopus</em> como fonte de artigos publicados de 2015 a 2019 que corresponde à totalidade da produção científica correlacionando os dois termos de busca. Os indicadores de resultados científicos são apontados referentes à posição geográfica, aos campos da ciência em que ocorrem, aos pesquisadores mais citados, aos institutos de pesquisa, órgãos de fomento e à frequência dos conceitos utilizados. Como resultados, apontam-se lacunas de pesquisas que sirvam para trabalhos futuros, como a necessidade de definição de SbN, suas tipologias, e mais estudos sobre sua aplicação em subcategorias de mudanças climáticas. Algumas dessas subcategorias estão afetando a resiliência das cidades e o bem-estar humano como ilhas de calor, efeitos hidrológicos extremos, áreas de risco, escoamento de águas pluviais urbanas e, em particular, o potencial de pesquisa que associa SbN com Segurança Hídrica.</p> Kelli Cristina Dacol Wellington Tischer Copyright (c) 2020 Revista GeoNordeste http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-12-05 2020-12-05 2 172 191 10.33360/10.33360/RGN.2318-2695.2020.i2.p.172-191 ACONDICIONAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS NAS VIAS PÚBLICAS: ESTUDO DA SITUAÇÃO DAS LIXEIRAS NA REGIÃO CENTRAL DA CIDADE DE CAMPO MOURÃO-PR https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/14120 <p>Rever</p> Tamires da Silva Ribeiro Oseias Cardoso Ana Paula Colavite Copyright (c) 2020 Revista GeoNordeste http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-12-07 2020-12-07 2 192 211 10.33360/10.33360/RGN.2318-2695.2020.i2.p.192-211 FESTIVAL DA LAGOSTA DE ICAPUÍ - CEARÁ: UM ESTUDO SOBRE A SUA CONTRIBUIÇÃO PARA O TURISMO COMUNITÁRIO https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/14211 <p>Os festivais gastronômicos consistem em promover lugares a partir de seus potenciais turísticos e culturais com foco na gastronomia local, considerando os alimentos e suas práticas de elaboração. Diante disto a pesquisa teve como objetivo, desenvolver um estudo sobre o Festival da Lagosta de Icapuí - CE e a compreensão da sua contribuição para o Turismo Comunitário desenvolvido neste <em>locus</em>. Foram realizadas 20 entrevistas semi-estruturadas com lideranças comunitárias, sujeitos protagonistas do Turismo Comunitário e empresários locais com vistas a efetivar o levantamento histórico dos festivais nos últimos doze anos; entendendo sua concepção e modificações destas edições; considerando como esse turismo tem se envolvido e sido beneficiado com tais eventos; tendo em vista sugerir proposições para melhoria da organização do festival com foco em uma maior inclusão e visibilidade para o Turismo Comunitário. Nesse contexto, o estudo caracteriza-se como uma pesquisa exploratória. Os resultados apontam que o festival contribui para o fortalecimento da economia gerada pela pesca sustentável da lagosta, garante a preservação e difusão dos costumes e da culinária típica dos povos do mar, além de ter contribuído para a movimentação dos equipamentos turísticos, principalmente ligados ao Turismo Comunitário.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> Festival, festival gastronômico, Turismo Comunitário.</p> Anna Erika Ferreira Lima Julio Cesár Ferreira Lima Nayendra Silveira Rodrigues Copyright (c) 2020 Revista GeoNordeste http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-12-07 2020-12-07 2 212 229 10.33360/10.33360/RGN.2318-2695.2020.i2.p.212-229 APLICAÇÃO DO ÍNDICE DE VEGETAÇÃO POR DIFERENÇA NORMALIZADA (NDVI) NA AVALIAÇÃO DA COBERTURA VEGETAL DO MUNICÍPIO DE REGENERAÇÃO, ESTADO DO PÍAUÍ, BRASIL https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/12180 <p>A supressão da cobertura vegetal nativa traz diversas consequências não só para a qualidade de vida humana, como também para a manutenção dos condicionantes ambientais. Ao considerar que as áreas de cerrado são promissoras para as atividades agrícolas, o município de Regeneração, estado do Piauí, entra no circuito que permeia o agronegócio de grãos e outras culturas. Diante disto, a pesquisa teve como objetivo avaliar a cobertura vegetal do referido município, utilizando o Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI) permitindo, assim, um panorama da cobertura vegetal no tempo e no espaço, numa série histórica de 30 anos (1986, 1996, 2006 e 2016). Para tanto, utilizou-se as imagens orbitais do sensor TM do Landsat 5 (anos de 1986, 1996, 2006) e do sensor OLI do Landsat 8 (ano de 2016). A classificação supervisionada, a partir do NDVI, foi definida em três classes de antropização, cuja análise espectral corroborou o avanço das áreas comprovadamente agrícolas. Além disso, esse método permitiu atribuir as classes informações mais detalhadas, sobretudo, ao nível de proteção da cobertura vegetal ao solo. O resultado do NDVI para as classes de antropização nos anos de 1986 a 2016 aponta aumento de 128,93% na Classe III (Alta antropização), enquanto as Classes I (Baixa ou nenhuma antropização) e II (Moderada antropização) evidenciaram uma redução de 53,04% e 17,98%, respectivamente. Diante deste cenário, torna-se importante o monitoramento da cobertura vegetacional, tendo em vista a interligação entre os fatores e elementos ambientais.</p> Grenda Juara Alves Costa Karoline Veloso Ribeiro Emanuel Lindemberg Silva Albuquerque Copyright (c) 2020 Revista GeoNordeste http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-11-22 2020-11-22 2 230 246 10.33360/10.33360/RGN.2318-2695.2020.i2.p.230-246 MAPEAMENTO DAS UNIDADES GEOAMBIENTAIS DO MÉDIO CURSO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO POTI - PI https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/6428 <p>O mapeamento de unidades geoambientais voltado à compreensão da dinâmica da paisagem tem-se tornado a tônica em estudos desenvolvidos em áreas suscetíveis à desertificação (ASD). Nesse viés, o presente estudo buscou realizar mapeamento das unidades geoambientais, suas potencialidades e limitações em trecho do médio curso da Bacia Hidrográfica do rio Poti, Nordeste do Estado do Piauí, uma área suscetível à desertificação. O uso do SIG <em>QGIS</em> para integração dos dados cartográficos aliados ao critério topo-morfológico possibilitou mapear as seguintes unidades: Superfície Pedimentada Tabular Dissecada em Colinas, Patamares Estruturais da Bacia do rio Poti e Vale da Bacia do rio Poti. As principais potencialidades dessas unidades estão relacionadas à presença de Latossolos, relevo plano, totais pluviométricos que alcançam 1.100 mm anuais, cobertura vegetal do tipo caatinga arbórea e os afloramentos rochosos (Pedra do Castelo), o conjunto destes aspectos possibilitam o desenvolvimento de atividades humanas. A presença de solos jovens, como os Neossolos Litólicos, o relevo fortemente ondulado, uma caatinga arbustiva aberta e sete meses secos constituem as principais limitações. A metodologia aplicada não esgota a possibilidade para o desenvolvimento de estudos na área, ao contrário torna-se ponto de partida para pesquisas posteriores que busquem compreender a dinâmica da paisagem, como forma de subsidiar o desenvolvimento das práticas humanas de modo sustentável.</p> Francílio de Amorim dos Santos Cláudia Maria Sabóia de Aquino Copyright (c) 2020 Revista GeoNordeste http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-11-26 2020-11-26 2 247 260 10.33360/10.33360/RGN.2318-2695.2020.i2.p.247-260 URBANIZAÇÃO E CLIMA URBANO: TEORIA E APLICAÇÃO NO BAIRRO ATALAIA - ARACAJU/SERGIPE/NORDESTE DO BRASIL https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/8021 <p class="Default">A pesquisa é um estudo de caso aplicado ao bairro Atalaia no município de Aracaju-SE, justificando o interesse mediante intensificação do processo de verticalização. Configura-se como um bairro que vem registrando expressivo adensamento urbano, fato que se reflete no aumento do número de construções e redução da vegetação, dando lugar a superfícies de concreto. A escala temporal considerada amostral, pelos anos de 1984-2008-2015, tendo sido adotado como método de análise a Teoria e Clima Urbano de Monteiro, com foco no Conforto Térmico, englobando as componentes termodinâmicas em suas relações. Os procedimentos adotados para o desenvolvimento da investigação foram aerofotografias e imagens satélites fornecidas pelo INPE e USGS/EROS. Pretendeu-se avaliar a expansão da malha urbana da área em estudo, a retração ou expansão da cobertura vegetal e albedo. De acordo com os dados mapeados, verifica-se um aumento da temperatura associado ao aumento da malha urbana, à diminuição das áreas verdes e ao crescimento de edificações verticais. Na escala temporal, há aparecimentos de ilhas de calor ao lado de ilhas de frescor. Resultados da análise do albedo mostram correlação entre os valores de temperatura e albedo, deixando evidente que em áreas onde houve aumento de temperatura, os valores de albedo foram menores.&nbsp;</p> Bruna Fortes Santos Josefa Eliane Santana de Siqueira Pinto Copyright (c) 2020 Revista GeoNordeste http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-12-03 2020-12-03 2 261 279 10.33360/10.33360/RGN.2318-2695.2020.i2.p.261-279 SOBRE PENSAR E SER GEÓGRAFA: VIDA E HISTÓRIA QUE SE CONFUNDEM COM A PRÁTICA TRANSFORMADORA DA REALIDADE – UMA HOMENAGEM A ALEXANDRINA LUZ CONCEIÇÃO https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/14938 <p>Este texto homenageia a professora Alexandrina Luz Conceição. Entre tantas maneiras de prestigiá-la, optou-se por considerar seu rigor ao método, sua história relacionada à vivência como leitora voraz e seu compromisso radical com a educação na condição de professora. Procurou-se enfatizar a importância que a leitura teve para a sua formação, reafirmando-se que o conhecimento é destoante do aligeiramento e da leitura rasteira de obras e autores. A grandeza de Alexandrina foi construída ao longo de sua vida, desde a mais tenra infância. A diversidade de obras lidas também vai constituir seu modo de pensar, explicar a realidade e fazer escolhas que estejam do lado da emancipação humana. Palavras-chave: Conhecimento. Método. Professora. Geografia.</p> Ana Rocha dos Santos Copyright (c) 2020 Revista GeoNordeste http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-12-08 2020-12-08 2 280 291 10.33360/10.33360/RGN.2318-2695.2020.i2.p.280-291 Resenha: OLIVEIRA, Francisco Roque de.; PAIVA, Daniel (Org.) Saberes geográficos e Geografia institucional: relações luso-brasileiras no século XX. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos, 2019 https://seer.ufs.br/index.php/geonordeste/article/view/14678 André Nunes de Sousa Copyright (c) 2020 Revista GeoNordeste http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-12-01 2020-12-01 2 292 298 10.33360/10.33360/RGN.2318-2695.2020.i1.p.292-298