Sexualidades Indígenas: Two-Spirit e Queer of Colour enquanto crítica à colonialidade

  • Luíza Zelinscki Lemos Pereira
  • Thífany Piffer

Resumo

Resumo: Dentro da crítica à colonialidade e à normatividade compulsória nas quais os corpos
estão submetidos, este artigo busca entrelaçar duas teorias: Queer of Colour e Two-Spirit,
pensando novas possibilidades para entender as sexualidades indígenas. Com o objetivo de
compreender, através da interseccionalidade, as perspectivas e os limites de se estudar essa
temática no Brasil, analisamos autoras e autores que trabalham por essa ótica, buscando
problematizar e transgredir a teoria Queer, que opera no cenário europeu e norte-americano. A
intencionalidade não é a tradução da teoria para o português-brasileiro, mas a identificação da
necessidade de existir movimentos próprios do hemisfério sul, quebrando com a lógica do norte
produtor e do sul receptor. Considerando os traços da colonialidade arraigados nos modos de
ser e pensar de povos indígenas, pretende-se analisar se as teorias Queer of Colour e Two-Spirit
abrangem as problemáticas, os contextos e as resistências indígenas.
Palavras-chave: Sexualidades Indígenas; Queer of Colour; Two-Spirit; Colonialidade.

Publicado
2022-10-01