https://seer.ufs.br/index.php/historiar/issue/feed Boletim Historiar 2020-12-28T14:07:50-03:00 Dilton C S Maynard historiar@getempo.org Open Journal Systems <p><strong>Foco e Escopo</strong></p> <p>A revista eletrônica&nbsp;<strong>Boletim Historiar</strong>&nbsp;(Qualis A4) é um periódico científico de acesso aberto, editado pelo&nbsp;<strong>Grupo de Estudos do Tempo Presente (GET/UFS/CNPq),</strong>&nbsp;radicado no Departamento de História da Universidade Federal de Sergipe (UFS). A revista aceita trabalhos de graduandos, pós-graduandos, professores e pesquisadores da área de <strong>História</strong>. Informamos a todos os interessados em apresentar&nbsp;<strong>artigos e resenhas</strong>&nbsp;para publicação que os mesmos são recebidos em&nbsp;<strong>fluxo contínuo</strong>. Não cobramos nenhuma taxa de processamento de artigos.</p> <p><strong>E-ISSN</strong>: 2357-9145</p> https://seer.ufs.br/index.php/historiar/article/view/15014 A Representação do Papel da Mulher nas Princesas da Disney: uma análise sob a ótica feminista 2020-12-28T14:07:48-03:00 Fernanda de Abreu Appolinário historiar@getempo.org Fernanda Cristina Nanci Izidro Gonçalves historiar@getempo.org <p>O objetivo principal deste artigo é realizar uma análise a respeito das alterações no padrão de representação do comportamento de princesas da Disney, corporação multinacional norte-americana, identificando uma relação com a evolução do movimento feminista no hemisfério ocidental. Para tanto, é utilizado como base a teoria feminista da disciplina de Relações Internacionais. Sendo assim, o presente estudo apresenta as diferentes faces e vertentes do feminismo no cenário internacional e realiza uma comparação entre o comportamento e a representação do papel da mulher a partir da análise de três princesas: Aurora, do filme “A Bela Adormecida” (1959); Ariel, do filme “A Pequena Sereia” (1989); e Moana, do filme “Moana: Um Mar de Aventuras” (2016). Conclui-se que a evolução no papel da mulher na sociedade é acompanhada de mudanças na forma como as princesas são retratadas nos filmes da Disney, como se nota por meio dos estudos de caso. <br><strong>Palavras-Chave:</strong> Feminismo; Disney; Ariel; Aurora; Moana. <br><br></p> 2020-12-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Boletim Historiar https://seer.ufs.br/index.php/historiar/article/view/15015 O Movimento Feminino pela Anistia e a Primavera das Mulheres no Brasil: os usos do gênero como silenciador ou potencializador de ações políticas de mulheres 2020-12-28T14:07:48-03:00 Luana Borges Lemes historiar@getempo.org Mariane da Silva historiar@getempo.org <p>No presente artigo são analisados dois movimentos sociais protagonizados por mulheres que, apesar de terem ocorrido em contextos sociais distintos, possibilitam compreender os diferentes usos políticos das construções de gênero. A partir da aproximação entre o núcleo catarinense do Movimento Feminino pela Anistia (1975) e a Primavera das Mulheres no Brasil (2015), surgem perspectivas para vislumbrar a construção de gênero na ação política, em aspectos públicos de reivindicação de direitos, relacionadas ao papel social de mulheres, sobretudo, a maternidade. Para uma melhor compreensão acerca dos movimentos selecionados, foram realizadas entrevistas orais com as militantes do MFPA/SC e com as integrantes da plataforma Cientista Que Virou Mãe. Se no decorrer da atuação do MFPA o ser mulher, mãe e avó foi utilizado para desqualificar o caráter político do movimento, na Primavera das Mulheres há uma ressignificação dessas identificações como potencializadoras das ações políticas. <br><strong>Palavras-chave:</strong> gênero, maternidade, ações políticas, história do tempo presente.</p> 2020-12-28T11:49:41-03:00 Copyright (c) 2020 Boletim Historiar https://seer.ufs.br/index.php/historiar/article/view/15016 Jogo Feira Mebengokre: o uso de um jogo como material didático para o ensino de História Indígena 2020-12-28T14:07:49-03:00 Emerson Naylton Bezerra Pereira historiar@getempo.org Maria Luiza Dantas Lins historiar@getempo.org <p>A partir de nossa participação no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência, no subprojeto História/UFRN – Natal, vivenciamos a elaboração e a aplicação do jogo Feira Mebengokre. Este artigo objetiva relatar essa experiencia e refletir sobre seu impacto na nossa formação docente. O jogo foi concebido com o intuito de realizar uma atividade em que houvesse o protagonismo dos alunos na construção do conhecimento e de desenvolver a compreensão da diversidade dos povos indígenas no Brasil, objetivando desnaturalizar estereótipos. Desse modo, o jogo foi construído como uma simulação da Feira Mebengôkre de Sementes Tradicionais. Com sua aplicação, foi registrado que houve uma boa recepção da turma e que os objetivos da atividade foram alcançados. Assim, consideramos que essa experiência foi enriquecedora para nossa formação ao nos ter proporcionado pensar as demandas de nossas turmas e, a partir delas, construir e aplicar nossos próprios materiais didáticos.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> Jogo didático. PIBID. História Indígena. Ensino de História.</p> 2020-12-28T13:44:04-03:00 Copyright (c) 2020 Boletim Historiar https://seer.ufs.br/index.php/historiar/article/view/15017 “Árvore é quase bicho, e bicho é quase gente”: os caboclos da América Subtropical e um Buen Vivir alternativoI 2020-12-28T14:07:49-03:00 Claiton Marcio da Silva historiar@getempo.org Delmir José Valentini historiar@getempo.org Samira Peruchi Moretto historiar@getempo.org <p>Este artigo tem por objetivo explorar uma possível aproximação entre o conceito de Buen Vivir e o modo de vida dos caboclos sul-brasileiros. Discutimos, então, como o conceito de Buen Vivir, da forma como foi concebido por intelectuais e movimentos sociais notadamente andinos, de forma mais generalista, poderia ser aplicado aos demais grupos sociais latinoamericanos muitas vezes classificados simplesmente a partir do termo populações tradicionais. Em uma análise de movimentos intelectuais como o Buen Vivir e o pós-desenvolvimentismo latinoamericano, os estudos subalternos sul-asiáticos e a abordagem sócio-antropológica brasileira dos oprimidos, é possível encontrar confluências em torno de preocupações de pesquisa e ação sobre/para populações historicamente marginalizadas, como povos indígenas, sertanejos, pescadores artesanais ou caboclos. No entanto, existem diferenças entre a condição destes grupos que, a nosso ver, não possibilitam uma simples aplicação de conceitos como Buen Vivir aos caboclos em função, principalmente, de uma intensa política de marginalização ou integração nacional que não lhes permitiu – diferente de alguns grupos quilombolas ou povos indígenas - o reconhecimento do território. Muitos dos caboclos no Oeste de Santa Catarina, não possuem acesso às terras, o que não lhes permite uma reprodução/reinvenção social de seu modo de vida, assim como não tiveram possibilidades de manutenção de sua maneira de se relacionar com o meio ambiente; diferente do que ocorreu no estado do Paraná, onde ainda existem terras comunais destinadas a estes grupos, chamados de faxinais. Por fim, questionamos uma possível “universalidade da diferença” que conceitos como Buen Vivir podem trazer em uma aplicação generalista, embora possamos considerar que uma ética do “bem viver alternativo” possa ser encontrada entre grupos caboclos, que tiveram maneiras próprias de se relacionar com o meio natura e, atualmente, mesmo integrados à sociedade urbana e nacional. A metodologia utilizada para este artigo foi a pesquisa bibliográfica relacionada à questão teórica e histórica dos caboclos, assim como o uso de fontes primárias, que agrupam livros clássicos e material de imprensa, além de uma etnografia sobre a atualidade destes grupos. <br><strong>Palavras-Chave:</strong> Caboclos; Buen Vivir; Oeste Catarinense (Brasil); Meio Ambiente.</p> 2020-12-28T13:51:07-03:00 Copyright (c) 2020 Boletim Historiar https://seer.ufs.br/index.php/historiar/article/view/15018 “Nós fizemos a revolução, para perpetuar a democracia, e não para destruí-la a pretexto de salvá-la”: Carlos Lacerda e a crise de 1964 2020-12-28T14:07:49-03:00 Fabrício Ferreira de Medeiros historiar@getempo.org <p>Este trabalho examina a trajetória política de Carlos Lacerda, com o fim de discutir certos impasses da consolidação da democracia brasileira entre as décadas de 1940 e 1960. Para tanto, analiso as bases sociais e ideológicas do lacerdismo, as ambiguidades do liberalismo udenista e da modernização da imprensa brasileira, a relação de Lacerda com o getulismo e a crise do regime democrático que culminou com o golpe empresarial-militar de 1964. Parto da hipótese de que a dificuldade de aceitar formas ampliadas de participação política e o recurso a golpes de Estado são elementos representativos não só do lacerdismo e do udenismo, como também dos dilemas colocados pelas elites em nosso país em face dos movimentos de democratização e modernização. <br><strong>Palavras-chave:</strong> Carlos Lacerda. Democracia. Liberalismo. Golpe de Estado. Getulismo. <br><br></p> 2020-12-28T13:56:13-03:00 Copyright (c) 2020 Boletim Historiar https://seer.ufs.br/index.php/historiar/article/view/15019 História do Tempo Presente e o Golpe de 2016 no Brasil por meio das charges de Carlos Latuff 2020-12-28T14:07:50-03:00 Kleire Anny Pires de Souza historiar@getempo.org <p>Este trabalho tem o objetivo de apresentar uma reflexão sobre o uso de charges como fontes históricas, dentro da perspectiva de análise do tempo presente. Utilizando como base as charges produzidas pelo artista Carlos Latuff como fonte. O presente trabalho discorrerá sobre a inclusão das charges como fontes históricas e analisará os diversos tipos de charges e seus intuitos após o Golpe de 2016 no Brasil. Considerando a estigmatização do uso de charges ou de outros meios inconvencionais como fontes diante da construção das narrativas históricas, o trabalho pretende demonstrar que as charges são um meio válido como instrumento do historiador na prática de seu ofício enquanto produtor de pesquisas e análise. No mesmo contexto que partir das fontes, a discussão sobre a narrativa do Golpe de 2016 no Brasil e de que maneira ele se constituiu e se consolidou com base nas charges em estatísticas públicas. <br><strong>Palavras-chave:</strong> Charge, Tempo presente, Golpe de 2016. <br><br></p> 2020-12-28T14:00:57-03:00 Copyright (c) 2020 Boletim Historiar https://seer.ufs.br/index.php/historiar/article/view/15020 Principais atos normativos da Educação Física escolar brasileira (1822 -1985) 2020-12-28T14:07:50-03:00 Paulo Rogério de Lima historiar@getempo.org Cesar Augusto Sadalla Pinto historiar@getempo.org <p>O objetivo deste estudo foi analisar os principais atos normativos da Educação Física escolar brasileira no período entre 1822 e 1985, destacando trechos legais que influenciaram a formação e a prática docente ao longo desses anos. Para desenvolvimento do trabalho, foi realizada uma pesquisa documental em meio eletrônico, sendo os documentos legais analisados e combinados com referenciais teóricos. Este estudo revelou que a Educação Física, mencionada nos atos normativos, estava vinculada aos interesses governamentais de cada época com o intuito de contribuir para formação do modelo de “cidadão” que se pretendia na sociedade brasileira, sendo que as bases ideológicas e metodológicas se fundamentavam nos métodos de ginástica europeus e posteriormente no esporte. Consideramos como rica em significados as análises históricas dos atos normativos por permitirem destacar elementos da formação e prática docente em Educação Física em alguns períodos históricos brasileiros.</p> <p><strong>Palavras-chave</strong>: Educação Física. Atos normativos. Prática docente. Períodos históricos brasileiros.</p> 2020-12-28T14:07:06-03:00 Copyright (c) 2020 Boletim Historiar