LEITORES EM DIFERENTES TEMPOS: A RECEPÇÃO DO CONTO FELICIDADE CLANDESTINA, DE CLARICE LISPECTOR

Resumo

O artigo trata da recepção de “Felicidade clandestina”, de Clarice Lispector, considerando certas representações dos leitores especializados (professores e alunos de Letras, por exemplo) em diferentes épocas e circunstâncias que vêm sendo confrontadas pelos novos leitores (alunos da educação básica). As observações foram colhidas nas atividades docentes na Universidade de São Paulo, e o referencial teórico, além da fortuna crítica relativa ao conto, é composto pelos autores que tratam da Estética da Recepção, especialmente, Hans Robert Jauss e Wolfgang Iser, ao mesmo tempo em que se adota parte da interpretação do conto feita por Y. Rosenbaum (2006).

PALAVRAS-CHAVE: Recepção Estética. Leitora Ideal. Clarice Lispector. Felicidade Clandestina.

Biografia do Autor

Neide Luzia de Rezende, Universidade de São Paulo - USP

Professora de Metodologia de Ensino de Língua Portuguesa na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo; coordenadora do Grupo de Pesquisa Linguagens na Educação; integrante do GT Literatura e Ensino da ANPOLL.

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Publicado
2021-05-20
Seção
Leituras temáticas: da ficção contemporânea à lírica feminina