“SOY, LUEGO SOY”: PROBLEMATIZACIÓN DE LA IMAGEN AUTORAL EN LAS CRONICAS DE CLARICE LISPECTOR

  • Samanta Rodríguez

Resumo

Este artigo analisa a imagem autoral problematizada pela escritora brasileira Clarice Lispector na sua incursão no jornalismo como cronista para o Jornal do Brasil. Com plena consciência da sua ligação à tradição de cronistas ‘literários’ modernos, Lispector trabalha formas de enunciação que despojarão ao ser cronista da sua configuração oitocentista mantida durante a primeira metade do século XX em Hispano América como no Brasil, ao tempo que ‘devora’ o que considera o gesto mais radical da herança do Modernismo brasileiro para dar lugar ao campo de identidade dum sujeito que escreve, não privativo do jornalismo nem da literatura. Na línea das manifestações artísticas radicais que, para a década de 70, contribuíram a transformar os estatutos da arte em América Latina e num Brasil cercado pelo ‘modernismo autoritário’, a configuração do “sou” que enuncia nestas crônicas desestima toda pulsão autobiográfica e se constrói na des-sujeição de limites genéricos e autoridades discursivas para que os textos ‘digam’ criticamente ao presente brasileiro desde uma tríade indissociável: linguagem, leitores, experiências de escritura.