O Adesismo político e os debates educacionais do Barão de Abiahy na transição do Império para República

Palavras-chave: Adesismo., Cultura política., Educação.

Resumo

Este artigo aponta como Silvino Elvídio Carneiro da Cunha – o barão do Abiahy, figura atuante da elite política na Paraíba e representante do partido conservador, permaneceu monarquista até as vésperas da proclamação republicana, aderindo ao novo regime estabelecido e ajustando seu discurso envolvendo reformas educacionais para continuar no jogo político em período caracterizado pela coexistência de posicionamentos diante do ordenamento educacional, político e social. Estas discussões, como parte das concorrências políticas, encontravam-se, sobretudo, nos jornais e nos relatórios presidenciais. Percebe-se, assim, uma concepção adesista em vários momentos como: defesa da instrução para os ingênuos, ideário do Ensino Livre e criação de aulas noturnas para o público adulto trabalhador.

Biografia do Autor

Suenya do Nascimento Costa, Universidade Federal da Paraíba

Doutoranda em Educação - Programa de Pós-Graduação em Educação da UFPB

Membro do grupo de pesquisa HistedBr e sócia da Sociedade Brasileira de história da educação

Mestra em Educação 

Especialista em História da Paraíba

Especialista em Psicopedagogia 

Pedagoga 

Referências

REFERÊNCIAS

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Publicado
2021-01-27
Como Citar
DO NASCIMENTO COSTA, S. O Adesismo político e os debates educacionais do Barão de Abiahy na transição do Império para República. Ponta de Lança: Revista Eletrônica de História, Memória & Cultura, v. 14, n. 27, p. 54 - 73, 27 jan. 2021.