Cangaço: um mito no "País dos Nordestinos”

  • Vagner Silva Ramos Filho Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN)

Resumo

O presente texto aborda o cangaço, fenômeno de banditismo rural ocorrido entre o século XIX e o século XX, com enfoque em sua sobrevida no campo da memória. Procura contextualizar o fenômeno, destacando peculiaridades em torno da entrada, vivência e morte na trajetória bandoleira; investigar a construção histórica da relação entre a memória do cangaço e a temporalidade da região nordestina, notando diferentes paradigmas de leituras acerca deste mito; perceber como essas notas permitem entender ressignificações do fenômeno no tempo presente, analisando algumas memórias no contexto da redemocratização política brasileira. O estudo desses trabalhos memoriais problematiza estratos do tempo que reivindicam rupturas, permanências e demais ramificações no terreno imaginário das ditas identidades regionais.

Biografia do Autor

Vagner Silva Ramos Filho, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN)
Possui graduação em História (2013) e mestrado em História Social (2016) pela Universidade Federal do Ceará - UFC. Tem experiência na área de História do Brasil, atuando principalmente nos seguintes temas: tempo presente; memória; patrimônio cultural; ensino de história; comemorações; nordeste e cangaço. Pesquisador do Grupo de Estudos e Pesquisas em Patrimônio e Memória (GEPPM-UFC/CNPq) e do Grupo de Pesquisa História Popular do Nordeste (UFS/CNPq). Atualmente é professor substituto da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN / Campus Assú.
Publicado
2018-07-28
Como Citar
RAMOS FILHO, V. S. Cangaço: um mito no "País dos Nordestinos”. Ponta de Lança: Revista Eletrônica de História, Memória & Cultura, v. 12, n. 22, p. 145 - 163, 28 jul. 2018.