PERCEPÇÃO E CONHECIMENTO SEGUNDO ARISTÓTELES, PLATÃO E PROTÁGORAS: UMA BREVE COMPARAÇÃO

Juliana Aggio

Resumo


O texto examina a relação entre conhecimento e sensação, sensação e pensamento, ser eperceber segundo Protágoras, Platão e Aristóteles, com o objetivo de mostrar o que é a percepçãosegundo o paradigma sofístico e o platônico e, por fim, qual é o lugar da tese aristotélica sobre apercepção diante desses dois paradigmas. Como resultado da investigação, temos que, paraAristóteles, diferentemente de Protágoras, a sensação não é responsável por todos os julgamentos,nem por discriminar todos objetos cognoscíveis; também para Aristóteles e diferentemente de Platão,o extremo oposto não é verdadeiro, a saber, que a sensação não discrimina seus próprios objetos.Conhecimento e sensação, portanto, não devem ser idênticos ou distintos de modo absoluto, nem oser é absolutamente ser percebido, nem o ser percebido é absolutamente indeterminado, mas, paraAristóteles, o ser é, em parte, percebido e determinado pela faculdade perceptiva e, em parte,conhecido pelo intelecto. O texto, deste modo, pretende elucidar como o ser é conhecido pelapercepção segundo Aristóteles, tratando assim de um ponto extremamente controverso, a saber:como a sensação discrimina seus próprios objetos sem a intervenção do pensamento, se taldiscriminação resume-se apenas em processos fisiológicos ou é também uma atividade da alma e, seé também uma atividade da alma, em que sentido a alteração física ocorrida no corpo,conjuntamente com uma certa atividade da alma, constituem a percepção.

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