Notícias

  • Chamada para Publicação XVII

    2020-10-24

    O mundo dos mortos e suas representações

    O prazo final para submissão: 30/03/2021

    A descida ao mundo dos mortos (katábasis entre os gregos, descensus entre os latinos) é um expediente ou um topoi longevo que remonta aos antigos mesopotâmicos e egípcios. Sabemos disso desde o século XIX, quando arqueólogos desenterraram plaquinhas com cuneiformes e exploraram câmaras funerárias de antigos faraós. Episódios como a descida de Ishtar ao Kurnugu, a trajetória da barca solar e a batalha contra as forças do caos durante as horas noturnas, a catábase dos heróis gregos e romanos em busca de informações junto aos mortos, a viagem de Dante Alighieri pelo inferno, purgatório e paraíso, permitem que o estudioso se aproxime de descrições do mundo ctônico, do Hades, dos infernos, e consiga vislumbrar as expectativas e projeções datadas de uma determinada cultura, afinal, as características do além dizem muito sobre a maneira como esses povos concebiam a existência, o comportamento dos vivos e, portanto, o sentido da vida. Efetuada por meio de rituais mágicos, hecatombes ou ainda por intermédio de sonhos ou do favor divino, a descida à mansão dos ínferos poderia ser realizada por deuses, heróis, mas também por homens comuns. 


     A catábase, ou o descensus, pode ser pensada também como metáfora da condição humana, como indício de uma grande provação ou sofrimento, como alegoria de uma jornada expiatória ou transformadora que revela os valores de uma época, como tópica artística capaz de evidenciar estilos ou aspectos estéticos das obras,  bem como também de engrenagens sociais.


    O presente dossiê pretende reunir trabalhos voltados para essa temática, não apenas para mapear os elementos utilizados para descrever o mundo sobrenatural (metafórico ou não), mas também para investigar aspectos desse imaginário. O intuito é priorizar a diversidade, as singularidades culturais, mas também analogias entre culturas, o uso de noções e conceitos comuns que ajudem a compreender as sutilezas históricas colocadas em relevo por meio dessas representações.

    Organizadores:
    Cleber Vinicius do Amaral Felipe (INHIS-UFU)
    Frederico de Sousa Silva (ILEEL-UFU)

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  • Chamada para Publicação XVI

    2020-06-05

    Dossiê história das doenças e epidemias

    Prazo final para submissão: 30/09/2020

    No bojo das renovações historiográficas encontramos o surgimento de diferentes temáticas, abordagens, ou a retomada de temas outrora visitados, sob novas perspectivas. A história das doenças e saúde nos últimos anos, apresenta-se sob novos olhares, quadro proporcionado pelo movimento dos historiadores, que no sentido de analisar as experiências de adoecimento, para além do fenômeno biológico, lança mão do diálogo com outras ciências tais como a linguística, a sociologia e demografia. Percebemos também a incorporação de novos tipos de fontes históricas e com elas, a percepção dos mais variados sujeitos imersos nos processos de adoecer ou promover a cura. Nas novas narrativas ilumina-se nas dimensões sociais, peculiaridades da repercussão das doenças e seus fenômenos epidemiológicos nos variados grupos sociais, como as populações escravizadas, por exemplo. E incorporação ao debate de categorias como a assistência, gênero e representação. Problematização do papel do Estado e suas instituições, espaços de cura ou controle do corpo humano, a produção científica em torno da saúde e doenças, como também as práticas de cura alternativas, que corriqueiramente estavam a margem da história. O prisma por vezes interdisciplinar deste campo de estudo, caracteriza a busca de compreensões mais profundas dos impactos políticos, econômicos e culturais no desarranjo provocado pelas doenças e epidemias nas sociedades. Este dossiê que propomos se insere neste movimento, oportunidade de promover a reunião de trabalhos que versam sobre as experiências de adoecimento e epidemias dos mais variados espaços geográficos e recortes temporais, cujas mudanças e permanências podem refletir a conjuntura atual, na qual o mundo experimenta os desdobramentos da pandemia provocada pelo COVID 19.

    Organizadores

    Profa. Msc. Bárbara Barbosa dos Santos (FIOCRUZ)

    Prof. Dr. Carlos Oliveira Malaquias (UFS)

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  • Chamada para Publicação XV

    2019-12-04

    Dossiê "O Terror entre a Retórica e a Literatura"

    Prazo final para submissão: 30/04/2020 

    A Revista de Estudos da Cultura, da Universidade Federal de Sergipe, convida professores e pesquisadores interessados para colaborarem com o dossiê “O terror entre a retórica e a literatura”. O locus horrendus, tópica longeva que pode ser identificada em diferentes gêneros discursivos desde a Antiguidade, constituía uma experiência eficaz na promoção daquilo que denominamos “terror”. Exemplos de aplicação deste lugar comum são abundantes: as cenas de batalhas nos poemas homéricos, a figuração do Tártaro na epopeia de Virgílio, a configuração dos nove círculos que configuram o inferno dantesco etc. O terror, portanto, pode ser apreendido como um constructoretórico capaz de instruir e deleitar os leitores, partindo-se na máxima segundo a qual a experiência trágica, quando apartada do perigo e dos horrores que a caracterizam, torna-se atrativa e agradável. Em sua versão moderna, no regime literário, o terror mantém a função de promoção do deleite e assume papel central no refinamento do gosto estético. Articulado ao debate que deu origem à estética romântica, operando no registro em que a autoria e os efeitos sensíveis produzidos pelo texto são entendidos como questões psicológicas, o terror literário se populariza na poesia e na prosa. Dos vilões dos castelos góticos, típicos dos romances do século XVIII, aos impiedosos assassinos urbanos, comuns nos textos ficcionais do século XIX, o terror se afirma como um recurso capaz de aguçar as mais variadas sensações em uma gama ampla de leitores. Torna-se recurso privilegiado para a exploração de enredos insólitos e de dramas psicológicos, ajudando a tornar a literatura produto atraente para um emergente mercado de entretenimento. 

     

    Organizadores:

    Prof. Dr. Cleber Vinicius do Amaral Felipe (INHIS-UFU)

    Prof. Dr. Lainister de Oliveira Esteves (INHIS-UFU)

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  • Chamada para Publicação XIII

    2019-09-10

      

    RELAÇÃO COM O SABER  

                     Prazo para submissão: 30/11/2019


    EMENTA

    A REVEC convida todo(a)s o(a)s estudantes, professore(a)s e pesquisadore(a)s interessado(a)s a submeter artigos científicos inéditos acerca da Relação com o Saber. (CHARLOT, 1976, 1991, 1992, 2000, 2005, 2009, 2013). De acordo com Charlot (2000), o saber sempre alude uma atividade, implicando relações do sujeito com o mundo, com ele mesmo e com os outros, pois “não há saber que não esteja inscrito em relações de saber” (CHARLOT, 2000, p.63). Nosso objetivo é provocar e promover publicações baseadas em pesquisas, fontes e temáticas inéditas ou pouco exploradas que estejam alicerçadas ou façam uso dessa teoria que investiga as relações epistêmicas, sociais e identitárias do sujeito imerso no processo de aprendizagem. Tais relações ocorrem simultaneamente, e é assim que as pesquisas baseadas na teoria da Relação com o Saber buscam compreender os sentidos que os alunos de classes sociais diferentes atribuem ao saber e à escola, dando uma nova perspectiva entre as desigualdades sociais e o sucesso ou fracasso escolar.

     

    Bibliografia sugerida:


    CHARLOT, Bernard
    A Mistificação pedagógica (nova tradução, novo prefácio). 3. ed. São Paulo: Cortez, 2013.
    _________________
    Da relação com o saber às práticas educativas. 1. ed. São Paulo: Cortez, 2013. 
    _________________
    A Relação com o Saber nos Meios Populares. Uma investigação nos liceus profissionais de subúrbio. Porto, Portugal: LIVPSIC, 2009.
    _________________
    Relação com o saber, Formação dos professores e Globalização: questões para a educação hoje. Porto Alegre, Brasil: Artes Médicas, 2005. 
    _________________
    Da relação com o saber: elementos para uma teoria. Trad. Bruno Magne. Porto Alegre: Artmed Editora, 2000. 
    CHARLOT, Bernard; BAUTIER, E. ; ROCHEX, J. Y. . Ecole et savoir dans les banlieues et ailleurs. Paris: Armand Colin, 1992.

    CHARLOT, Bernard; BKOUCHE, R.; ROUCHE, N. . Faire des mathématiques : le plaisir du sens. Paris: Armand Colin, 1991.

    CHARLOT, BernardLa Mystification pédagogique. Paris: Payot, 1976.

     

     

    Bernard Charlot

    Kate Constantino Oliveira

     (Organizadores) Saiba mais sobre Chamada para Publicação XIII
  • Chamada para Publicação XIV

    2019-09-05

    POMBAL EDUCADOR:

    A política de instrução pública do governo pombalino

                   PRAZO NOVAMENTE PRORROGADO PARA    30/01/2020

     

    EMENTA

     

    A REVEC convida todo(a)s o(a)s estudantes, professore(a)s e pesquisadore(a)s interessado(a)s a submeter artigos científicos inéditos acerca do Marquês de Pombal e a Instrução Pública. Nosso objetivo é provocar e promover publicações baseadas em pesquisas, fontes e temáticas inéditas ou pouco exploradas acerca da relação entre o Marquês de Pombal e a instrução pública, no reino e seus domínios, especialmente no Brasil. Assim, buscamos provocar e promover o estudo de aspectos e relações inusitadas das reformas pombalinas, para melhor compreender o modo como tais reformas afetaram a institucionalização e o desenvolvimento da instrução pública no Brasil.

    Esta chamada vincula-se ao projeto Pombal Global / Pombalia: Para a construção de um corpus pombalino. Parte I - Os Escritos Historiográficos Pombalinos (Referência: PTDC/HAR-HIS/32197/2017). Desse modo, visa também contribuir para um conhecimento mais aprofundado da vida e obra de Sebastião José de Carvalho e Melo por meio de uma abordagem interdisciplinar, para além das visões parciais motivadas pelas paixões polêmicas que ora desvalorizaram, ora supervalorizaram o significado de sua ação.

     

    Bibliografia sugerida:

     

    CARDOSO, Tereza Maria Rolo Fachada Levy. As luzes da educação: fundamentos, raízes históricas e prática das aulas régias no Rio de Janeiro (1759-1834).Bragança Paulista: Editora da Universidade São Francisco, 2002.

    CARVALHO, Laerte Ramos de. As reformas pombalinas da instrução pública.São Paulo: Saraiva / Ed. da Universidade de São Paulo, 1978. 

    FALCON, Francisco J. C. A época pombalina. 2. ed. São Paulo: Ática, 1993.

    FALCON, Francisco e Rodrigues, Cláudia (Organizadores). A “Época Pombalina” no mundo luso-brasileiro. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2015. 

    FONSECA, Thais Nivia de Lima e. As reformas pombalinas no Brasil. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2011. 

    MAXWELL, Keneth. Marquês de Pombal: paradoxo do iluminismo. Tradução: Antônio de Pádua Danesi. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.

    OLIVEIRA, Luiz Eduardo Oliveira (org.). A legislação pombalina sobre o ensino de línguas: suas implicações na educação brasileira (1757-1827). Maceió: EDUFAL, 2010a.

    SERRÃO, Joaquim Veríssimo. O Marquês de Pombal: o homem, o diplomata e o estadista. Lisboa: Câmaras Municipais de Libsoa, Oeiras e Pombal, 1982.

     

    Elaine Maria Santos

    Ana Lúcia Simões Borges Fonseca

    Rodrigo Belfort Gomes

    (Organizadores)

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  • Chamada para Publicação XIII

    2019-09-04

    RELAÇÃO COM O SABER  

                     Prazo para submissão: 20/11/2019


    EMENTA

    A REVEC convida todo(a)s o(a)s estudantes, professore(a)s e pesquisadore(a)s interessado(a)s a submeter artigos científicos inéditos acerca da Relação com o Saber. (CHARLOT, 1976, 1991, 1992, 2000, 2005, 2009, 2013). De acordo com Charlot (2000), o saber sempre alude uma atividade, implicando relações do sujeito com o mundo, com ele mesmo e com os outros, pois “não há saber que não esteja inscrito em relações de saber” (CHARLOT, 2000, p.63). Nosso objetivo é provocar e promover publicações baseadas em pesquisas, fontes e temáticas inéditas ou pouco exploradas que estejam alicerçadas ou façam uso dessa teoria que investiga as relações epistêmicas, sociais e identitárias do sujeito imerso no processo de aprendizagem. Tais relações ocorrem simultaneamente, e é assim que as pesquisas baseadas na teoria da Relação com o Saber buscam compreender os sentidos que os alunos de classes sociais diferentes atribuem ao saber e à escola, dando uma nova perspectiva entre as desigualdades sociais e o sucesso ou fracasso escolar.

     

    Bibliografia sugerida:


    CHARLOT, Bernard
    . A Mistificação pedagógica (nova tradução, novo prefácio). 3. ed. São Paulo: Cortez, 2013.
    _________________
    . Da relação com o saber às práticas educativas. 1. ed. São Paulo: Cortez, 2013.
    _________________
    . A Relação com o Saber nos Meios Populares. Uma investigação nos liceus profissionais de subúrbio. Porto, Portugal: LIVPSIC, 2009.
    _________________
    . Relação com o saber, Formação dos professores e Globalização: questões para a educação hoje. Porto Alegre, Brasil: Artes Médicas, 2005.
    _________________
    . Da relação com o saber: elementos para uma teoria. Trad. Bruno Magne. Porto Alegre: Artmed Editora, 2000.
    CHARLOT, Bernard; BAUTIER, E. ; ROCHEX, J. Y. . Ecole et savoir dans les banlieues et ailleurs. Paris: Armand Colin, 1992.

    CHARLOT, Bernard; BKOUCHE, R.; ROUCHE, N. . Faire des mathématiques : le plaisir du sens. Paris: Armand Colin, 1991.

    CHARLOT, Bernard. La Mystification pédagogique. Paris: Payot, 1976.

     

     

    Bernard Charlot

    Kate Constantino Oliveira

     (Organizadores) Saiba mais sobre Chamada para Publicação XIII
  • Chamada para Publicação XII

    2019-01-22

    A Revista de Estudos de Cultura (Revec) da Universidade Federal de Sergipe (UFS) convida docentes, pesquisadores e demais interessados para colaborarem com o dossiê Letras e História, que integrará sua próxima edição. Nele, pretende-se reunir pesquisas que consideram a intersecção entre essas e outras áreas do conhecimento, especialmente porque, nos últimos trinta anos, estudos realizados nas universidades brasileiras têm dialogado com trabalhos de caráter interdisciplinar desenvolvidos em instituições de diversos países. Idealizado por Jean Pierre Chauvin (USP) e Marcelo Lachat (Unifesp), o dossiê visa a congregar pesquisadores de diversas localidades do país e do exterior, tendo em vista ampliar a rede de colaboradores dedicados ao tema e, consequentemente, consolidar novas parcerias institucionais que estimulem discussões em torno da historiografia na sua relação com as artes da palavra, a exemplo da retórica e da poética, bem como dos manuais de cortesania e congêneres. Os eixos do dossiê agrupam-se da seguinte forma:

    1. Letras luso-brasileiras (entre os séculos XVI e XVIII);

    2. Historiografia da Literatura Portuguesa;

    3. Historiografia da Literatura Brasileira;

    4. Historiografia e Teorias da História;

    5. Gêneros e Espécies Textuais;

    6. Interdisciplinaridade no ensino de Letras e História;

    7. Periodização nas Letras luso-brasileiras;

    8. Materialidade do Texto;

    9. Protocolos de Leitura;

    10. Produção e circulação de documentos, leis, correspondências, sermões e poesias na América Portuguesa.

    11. Representação e Verossimilhança;

    12. História dos Conceitos.

     

    O prazo para envio dos artigos, rigorosamente em acordo com as normas da Revista de Estudos de Cultura (UFS), será o dia 31 de maio de 2019.

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