Revista de Estudos de Cultura https://seer.ufs.br/index.php/revec <p>A revista de Estudos de Cultura da UFS é um periódico do <strong>Núcleo de Estudos de Cultura da UFS, Pólo autónomo internacional do CLEPUL: HISTÓRIA, CULTURA E EDUCAÇÃO</strong>, que foi criado com o intuito de congregar pesquisadores das grandes áreas de Ciências Humanas, de Ciências Sociais e Aplicadas e de Letras, Linguística e Artes, para que, numa relação recíproca e não hierárquica de trocas e empréstimos, possam romper-se as limitações disciplinares que dificultam perspectivas renovadoras de reflexão sobre a cultura moderna e contemporânea, com ênfase no estudo de seus aspectos organizacionais e representacionais.</p><p><strong>ISSN: 2446-7189</strong></p><p>The Journal of Studies of Culture of the Federal University of Sergipe is a periodical of the <strong><em>Núcleo de Estudos de Cultura </em></strong>(<strong>The Center of Studies of Culture</strong>) of the said institution, an autonomous branch of <strong><em>CLEPUL</em> (The Center for Research of the Faculty of Letters of the University of Lisbon)</strong>, created with the intention of bringing together researchers from the vast fields of Human Sciences, Social and Applied Sciences, Languages, Linguistics and Arts, so that, through a reciprocal and non-hierarchical exchange, disciplinary limitations which hinder the <span>emergence</span> of new ways of conceiving modern and contemporary culture will be overcome, by placing some emphasis on their organizational as well as representational aspects.</p> Núcleo de Estudos de Cultura da Universidade Federal de Sergipe pt-BR Revista de Estudos de Cultura 2446-7189 <p><span>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos: </span></p><p><span>a) Os(as) autores(as) mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, sendo o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License o que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista. </span></p><p><span>b) Os(as) autores(as) têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista. </span></p><p><span>c) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho on-line (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) após o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre). </span></p><p><span>d) Os(as) autores(as) dos trabalhos aprovados autorizam a revista a, após a publicação, ceder seu conteúdo para reprodução em indexadores de conteúdo, bibliotecas virtuais e similares. </span></p><p><span>e) Os(as) autores(as) assumem que os textos submetidos à publicação são de sua criação original, responsabilizando-se inteiramente por seu conteúdo em caso de eventual impugnação por parte de terceiros.</span></p> Expediente https://seer.ufs.br/index.php/revec/article/view/12270 Luiz Eduardo Oliveira Copyright (c) 2019 Revista de Estudos de Cultura 2019-10-03 2019-10-03 4 12 1 6 10.32748/revec.v4i12.12270 Editorial https://seer.ufs.br/index.php/revec/article/view/12271 Jean Pierre Chauvin Marcelo Lachat Copyright (c) 2019 Revista de Estudos de Cultura 2019-10-03 2019-10-03 4 12 7 8 10.32748/revec.v4i12.12271 A PROVA HISTÓRICA NA CONCEPÇÃO RETÓRICA DE ARISTÓTELES https://seer.ufs.br/index.php/revec/article/view/12272 <p>O objetivo deste estudo é compreender como Aristóteles opera sua síntese teórica<br />entre história e poética a partir da Retórica, captando elementos opostos e contraditórios,<br />e propondo soluções que os harmonizem, de modo a dar conta de explicar<br />a maior gama possível de fatos passados. Desse modo, adentraremos num pensar<br />filosófico aristotélico sobre o passado com posições próprias e diversificadas, reunido<br />em espécies distintas de saber: epistêmico, prático e poético. Paralelamente a<br />essa diversidade, queremos corrigir uma imagem de Aristóteles como apenas analítico-<br />lógico ou empirista, superando equívocos interpretativos referentes ao cunho<br />filosófico de sua obra científica.<br />Palavras-chave: Retórica, Poética, história, prova</p> Daniel Vecchio Alves Copyright (c) 2019 Revista de Estudos de Cultura 2019-10-03 2019-10-03 4 12 9 20 10.32748/revec.v4i12.12272 A CATÁBASE MARÍTIMA DE BACO https://seer.ufs.br/index.php/revec/article/view/12273 <p>Pretende-se investigar o papel desempenhado por Baco n’Os lusíadas (1572), uma<br />divindade muitas vezes concebida como alter ego do poeta devido à sua condição<br />de exilada, excluída, perseguida e dissidente. Quando figuramos um Camões<br />angustiado, depressivo ou ressentido, ou ainda quando identificamos nas personagens<br />desdobramentos da psicologia do autor que as inventou (no sentido retórico<br />do termo), não levamos em consideração a norma retórica do auctor, mas projetamos<br />o anacronismo do autor-subjetividade, uma criação do Romantismo, no discurso<br />antigo, generalizando a autoria como presença do indivíduo nas obras. Nossa<br />intenção é analisar as ações e discursos de Baco no poema por meio dos códigos<br />linguísticos comuns às circunstâncias históricas nas quais viveu Camões.<br />Palavras-chave: Os lusíadas; Baco; catábase</p> Cleber Vinicius do Amaral Felipe Copyright (c) 2019 Revista de Estudos de Cultura 2019-10-03 2019-10-03 4 12 21 34 10.32748/revec.v4i12.12273 AS FLORES E OS FRUTOS DA HISTÓRIA DO PREDESTINADO PEREGRINO E SEU IRMÃO PRECITO https://seer.ufs.br/index.php/revec/article/view/12274 <p>Este trabalho pretende inserir-se na discussão à volta do gênero da História do Predestinado<br />Peregrino e seu irmão Precito (1682), do jesuíta Alexandre de Gusmão<br />(1629-1724), considerando, na medida do possível, os parâmetros teológico-políticos<br />e retórico-poéticos que engendram a invenção, disposição e elocução da obra.<br />A fim de se entender por que Gusmão a considera uma história e uma parábola,<br />procurar-se-á realizar um excurso acerca dos dois sentidos da alegoria, i.e., como<br />tropo e como método de interpretação. Acredita-se que a obra em questão alie o<br />ornamento e a tradição exegética aos dois principais objetivos retóricos, prodesse e<br />delectare.<br />Palavras-chave: História do Predestinado Peregrino e seu irmão Precito. Alexandre<br />de Gusmão. Alegoria.</p> Marcus De Martin Isabel Scremin da Silva Copyright (c) 2019 Revista de Estudos de Cultura 2019-10-03 2019-10-03 4 12 35 48 10.32748/revec.v4i12.12274 LETTRES PORTUGAISES TRADUITES EN FRANÇAIS (1669): A CRÍTICA OITOCENTISTA E OS ESTUDOS RETÓRICOS E POÉTICOS https://seer.ufs.br/index.php/revec/article/view/12275 <p>O presente artigo visa trazer à luz a fortuna crítica oitocentista da narrativa epistolar<br />Lettres Portugaises Traduites en Français (1669), contraposta à perspectiva retórico-<br />poética do século XVII. Essa obra é composta por cinco epístolas que figuram<br />e relatam, com intensa carga dramática, a paixão vivida por uma freira portuguesa,<br />de nome Mariana, e um oficial francês que serviu em território luso. Em razão da<br />visão difundida pela crítica oitocentista ou romântica, as figuras da suposta autora<br />e de sua personagem passaram a fazer parte do imaginário do leitor, de modo que<br />ainda hoje a obra é lida como documento “real”. Em contrapartida, a ótica seiscentista<br />parte do princípio que essas práticas letradas mimetizam os autores antigos<br />gregos e latinos, moldando-se a partir deles. Essa linha de estudos retórico-poéticos<br />busca afastar análises embasadas em supostos dados biográficos, observando a obra<br />a partir de seu contexto de produção, da noção de gênero e tentando compreendê-<br />-la como parte das letras seiscentistas, sendo composta, portanto, de acordo com os<br />preceitos retórico-poéticos antigos e modernos vigentes no século XVII. Este artigo<br />apoia-se em autores como Hansen (1995; 2013; 2017), Carvalho (2007), Augusto<br />(1996) e Amora (2008), para sua composição teórica.<br />Palavras-chave: Lettres Portugaises; crítica oitocentista; letras seiscentistas</p> Érica Araujo da Costa Copyright (c) 2019 Revista de Estudos de Cultura 2019-10-03 2019-10-03 4 12 49 58 10.32748/revec.v4i12.12275 PINTURA É POESIA, POESIA É PINTURA: O UT PICTURA POESIS E A CONSTRUÇÃO DO RETRATO FEMININO NA SÁTIRA LICENCIOSA DE GREGÓRIO DE MATOS https://seer.ufs.br/index.php/revec/article/view/12276 <p>Este trabalho abordará o conceito horaciano ut pictura poesis, doutrina que estabelece<br />uma relação entre linguagem e pintura, demonstrando sua influência no<br />que diz respeito à técnica de criação utilizada no retrato feminino constituído na<br />sátira licenciosa atribuída a Gregório de Matos, produzida através de um olhar que<br />estabelece vícios e deformidades. Conforme nos esclarece Ana Lúcia M. Oliveira<br />(2003a), anatomizar é examinar até o momento em que se pode, com uma palavra,<br />condensar, definir. Desse modo, para uma melhor compreensão desta abordagem,<br />é necessário conhecer a sociedade receptora do discurso em questão, assim como<br />a relação que há entre o corpo e a carne, o sagrado e o profano - observando a linguagem<br />e as imagens produzidas nas obras seiscentistas através de uma perspectiva<br />que entenda a relação existente entre desigualdade, corpo e anatomia.<br />Palavras chaves: ut pictura poesis, corpo feminino, século XVII</p> Patrícia Bastos Copyright (c) 2019 Revista de Estudos de Cultura 2019-10-03 2019-10-03 4 12 59 70 10.32748/revec.v4i12.12276 CALDAS BARBOSA: SEIXOS, DIAMANTES E O MISTO POÉTICO https://seer.ufs.br/index.php/revec/article/view/12277 <p>Saído das prensas reais lusitanas em 1777, A Doença, de Domingos Caldas Barbosa<br />(1740-1800), é poema dedicado ao encômio de Antônio José de Vasconcelos<br />e Sousa da Câmara Caminha Faro e Veiga (1738-1801), o Conde da Calheta.<br />Composto no domínio das preceptivas retóricas e poéticas, o poema narra, à guisa<br />de um ex-voto, o restabelecimento da saúde do poeta lírico Caldas, cuja fortuna,<br />milagrosamente livre de tumor mortífero, converte-se da infelicidade à felicidade.<br />A Doença é uma soteria ou um poema sotérico, ou seja, um poema de gênero misto<br />que rende graças por restabelecer-se a saúde do enfermo, em que se interceptam<br />procedimentos compositivos da poesia lírica e do heroica. A Doença, portanto, não<br />desdiz as convenções retóricas e poéticas que orientam a produção e a recepção das<br />belas-letras no século XVIII luso-brasileiro, senão é poema que, delas pendendo<br />e emulando antecedentes latinos, devota humilde gratidão aos nobres da Casa de<br />Castelo Melhor.<br />Palavras-Chave: Poesia luso-brasileira; preceptivas retóricas e poéticas; Domingos<br />Caldas Barbosa</p> Rodrigo Gomes de Oliveira Pinto Copyright (c) 2019 Revista de Estudos de Cultura 2019-10-03 2019-10-03 4 12 71 84 10.32748/revec.v4i12.12277 QUADRAS DE ALCIPE https://seer.ufs.br/index.php/revec/article/view/12278 <p>Neste artigo, propõe-se a leitura de um poema em quadras da Marquesa de<br />Alorna – também conhecida como Alcipe portuguesa. Na análise, são considerados<br />critérios retórico-poéticos, o que sugere tratar-se de emulação a<br />partir de tópicas recorrentes nos poetas gregos e latinos da Antiguidade.<br />Sob aparente simplicidade, espera-se apontar elementos a demonstrar<br />variados artifícios empregados na composição.<br />Palavras-Chave: Lirismo, Marquesa de Alorna, “Sozinha no Bosque”</p> Jean Pierre Chauvin Copyright (c) 2019 Revista de Estudos de Cultura 2019-10-03 2019-10-03 4 12 85 98 10.32748/revec.v4i12.12278 CONSTRUINDO UM AUTOR COLONIAL NA AMÉRICA LATINA https://seer.ufs.br/index.php/revec/article/view/12279 <p>Este ensaio propõe uma reflexão em andamento sobre os mecanismos que a historiografia<br />literária e a filologia/crítica textual empregam desde o século XIX para<br />construir autores coloniais nas letras latino-americanas. Enquanto reflexão em<br />andamento, não busca propor respostas definitivas, mas defender a pertinência de<br />algumas perguntas para as quais apenas podemos oferecer respostas parciais no<br />atual estado de nossa pesquisa. Trata-se de um convite à reflexão sobre temas que<br />muitas vezes passam batido na atividade crítica.<br />Palavras-chave: Autor, Letras Coloniais, História, Filologia, Ensaio.</p> Caio Cesar Esteves de Souza Copyright (c) 2019 Revista de Estudos de Cultura 2019-10-03 2019-10-03 4 12 99 110 10.32748/revec.v4i12.12279 O MAR EM CONHECIMENTO DO INFERNO: DE COROA À MORTALHA DO IMPÉRIO PORTUGUÊS https://seer.ufs.br/index.php/revec/article/view/12280 <p>O artigo deter-se-á na análise de Conhecimento do inferno(1980) de António Lobo<br />Antunes, objetivando notar o diálogo que o romance estabelece com a tradição<br />literária portuguesa, sobretudo no que diz respeito à ressignificação da imagem do<br />mar. Estando no centro do imaginário cultural português como símbolo de grandes<br />conquistas, o mar, na obra em questão, é retratado a partir do ponto de vista de um<br />ex-combatente das guerras coloniais em África que, viajando do Algarve à Praia<br />das maçãs, sente-se a todo momento acompanhado e assombrado pelo elemento<br />que fomentou, por séculos, os sonhos imperiais da nação lusitana. O mar, antes<br />coroa do império português, é representado na narrativa como mortalha superficial,<br />monstruosa, fétida e ridícula à hipocrisia da nação que, ao nutrir uma falsa<br />imagem de si mesma e dos países que outrora foram suas colônias, legitimou atrocidades<br />até hoje não suficientemente revisitadas pela história oficial.<br />Palavras-chave: Conhecimento do inferno; Mar; Portugal</p> Lara Silva Perussi Bertão Copyright (c) 2019 Revista de Estudos de Cultura 2019-10-03 2019-10-03 4 12 111 122 10.32748/revec.v4i12.12280 A HISTÓRIA DA LITERATURA É UM ROMANCE? A CONSTRUÇÃO DO ENREDO E DAS PERSONAGENS DOS MOVIMENTOS PARNASIANO E SIMBOLISTA EM DUAS HISTÓRIAS DA POESIA BRASILEIRA https://seer.ufs.br/index.php/revec/article/view/12281 <p>Este ensaio tem por objetivo analisar as perspectivas narrativas e historiográficas<br />adotadas nas obras Do Barroco ao Modernismo – estudos de poesia brasileira<br />(1967), de Péricles Eugênio da Silva Ramos, e Uma história da poesia brasileira<br />(2007), de Alexei Bueno. Especificamente, a partir das considerações de David Perkins,<br />em História da literatura e narração, e daquelas esboçadas por Carlos Reis, em<br />História Literária e personagens da história: os mártires da literatura, este trabalho<br />discorrerá sobre como ambas histórias da literatura constroem seus enredos e suas<br />personagens para tratar de dois movimentos poéticos, historicamente simultâneos:<br />o Simbolismo e Parnasianismo.<br />Palavras-chave: História da Literatura; Parnasianismo; Simbolismo.</p> Gabriela Simões Pereira Copyright (c) 2019 Revista de Estudos de Cultura 2019-10-03 2019-10-03 4 12 123 136 10.32748/revec.v4i12.12281 OS LUSÍADAS E UMA VIAGEM À ÍNDIA: ENTRE POESIA E HISTÓRIA https://seer.ufs.br/index.php/revec/article/view/12282 <p>Em busca das histórias (e não da História) inseridas nos diferentes tempos<br />em que se inscrevem Os lusíadas (1572), de Luís de Camões, e Uma viagem<br />à Índia (2010), de Gonçalo M. Tavares, configura-se este artigo, incapaz<br />de atualizar a epopeia camoniana que hoje consiste em uma assombrosa<br />ruína letrada do século XVI e que perdura na obra de Tavares somente<br />como estrato recoberto de paródia, de ironia e de melancolia contemporânea.<br />Entre Os lusíadas e Uma viagem à Índia, propõe-se este trabalho<br />– não como ponte, mas como abismo, no qual se dissolvem poesia épica e<br />história.<br />Palavras-chave: Os lusíadas. Uma viagem à Índia. Poesia e história</p> Marcelo Lachat Maíra Ribeiro Maximiano dos Santos Copyright (c) 2019 Revista de Estudos de Cultura 2019-10-03 2019-10-03 4 12 137 151 10.32748/revec.v4i12.12282 UMA NOVENA DE SAQUES (2013-2019) https://seer.ufs.br/index.php/revec/article/view/12283 <p>Uma Novena de Saques é um experimento poético em dicção tragicômica que ecoa<br />a miséria ancestral do Estado do Brasil. A série conecta as barracas coloniais aos<br />barracos contemporâneos. Com uma das mãos, atualizo a ruína pretérita; com a<br />outra, anacronizo a doença atual. São nove saques de textos oratórios dos séculos<br />XVI, XVII e XVIII, todos sob os auspícios do Rei, da Fé e da Lei.<br />Palavras-chave: Verso livre; Letras no Brasil Colônia; Poesia no Brasil<br />Contemporâneo</p> Pedro Marques Copyright (c) 2019 Revista de Estudos de Cultura 2019-10-03 2019-10-03 4 12 153 162 10.32748/revec.v4i12.12283