Revista Sergipana de Educação Ambiental https://seer.ufs.br/index.php/revisea <p><strong>Escopo</strong>: A Revista Sergipana de Educação Ambiental (ReviSea) é uma publicação eletrônica em fluxo contínuo (rolling pass) vinculada exclusivamente &nbsp;ao Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Ambiental – GEPEASE/UFS&nbsp; e ao Projeto Sala Verde na Universidade Federal de Sergipe/UFS, São Cristovão, SE, Brasil. Fundada em 2014, com o objetivo de disseminar a produção, resultados e reflexões advindos de investigações científicas e metodológicas, bem como contribuir para consolidar abordagens formais e não formais e formar professores em Educação Ambiental (EA) no país.&nbsp;</p> <p>É&nbsp;veiculado pelo Portal de Periódicos da Universidade Federal de Sergipe (UFS) em&nbsp;OJS3 na modalidade&nbsp;acesso aberto. Tem como foco a divulgação científica de estudos e reflexões que contribuam para a promoção da Ciência da Educação Ambiental e áreas vinculadas, tais como: Educação, Meio Ambiente e Sustentabilidade.</p> <p>A REVISEA privilegia a produção de pesquisadores, docentes, discentes e profissionais das áreas acima mencionadas em forma de artigos originais, artigos de revisão, ensaios, relatos de experiências, traduções, resenhas e entrevistas nos idiomas português, inglês, espanhol e francês.</p> <p>Não se aceita a submissão de trabalhos de natureza meramente descritiva, tais como estudos de levantamento bibliográfico em bases de dados a respeito de temas, autores, instituições, metodologias, dentre outros, sem contemplar uma análise aprofundada sobre o tema da pesquisa, assim como explicitar a verdadeira contribuição para o campo do conhecimento.</p> <p><br><strong>E-ISSN</strong>: 2359-4993</p> pt-BR <p>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</p> <p>a. Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a&nbsp;<a href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/" target="_new">Licença Creative Commons Attribution</a>&nbsp;que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</p> <p>b. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</p> <p>c. 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Nele abordo sobre o racismo científico dentro de uma perspectiva histórica, desde a sua gênese no contexto da ciência moderna europeia, expondo os fundamentos ontológicos da racialização como um mito da modernidade para a construção do ser a partir do outro enquanto não ser, bem como apresentando exemplos do quanto a comunidade negra foi violada por essa lógica partindo de exemplos ancestrais de desumanização de corpos negros enquanto cobaias científicas, até o abandono e a desimportância projetada sobre esses corpos no contexto da pandemia de COVID-19.</p> Barbara Pinheiro Copyright (c) 2022 Revista Sergipana de Educação Ambiental https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://seer.ufs.br/index.php/revisea/article/view/18093 qui, 01 dez 2022 14:51:44 -0300 Um olhar do feminino sobre a natureza https://seer.ufs.br/index.php/revisea/article/view/18118 <p>Este artigo resulta de uma palestra proferida durante o isolamento físico na pandemia de COVID-19. Busquei refletir sobre os papeis da ciência e do ensino de ciências nesse contexto pandêmico a partir de um olhar do feminino-transfeminista. O argumento foi organizado em três questões: O que é o feminino que eu mobilizo na condição de professora de biologia e mulher transgênera? Como a ciência, com um olhar desse feminino, vem se construindo? e Como essa ciência transfeminista pode ser aplicadapara pensarmos o contexto pandêmico? Dentre as considerações levantadas destaco outra questão: emnossa relação com a família, com o Estado, com a natureza que se coloca neste momento de uma maneira bem catalisadora de nosso amadurecimento humano, precisamos estar conscientes de que teremos um mundo muito diferente daquele que tínhamos quando começarmos a vislumbrar os primeiros dados dessa pandemia. Será que esse novo mundo terá novos humanos?</p> Alice Pagan Copyright (c) 2022 Revista Sergipana de Educação Ambiental https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://seer.ufs.br/index.php/revisea/article/view/18118 qui, 01 dez 2022 18:40:26 -0300 Reflexões teórico-metodológicas e conjunturais sobre a educação na pandemia https://seer.ufs.br/index.php/revisea/article/view/18100 <p>Este artigo é resultante de pesquisa bibliográfica e documental, realizada no período inicial do afastamento social implantado no Brasil por causa da pandemia de COVID-19. O problema que orientou a investigação foi tentar saber quais foram os impactos causados pela pandemia na educação, assumindo o materialismo histórico-dialético como guia teórico-metodológico. Considerando a dificuldade provocada pela pandemia em várias áreas, no texto é asseverado que, a melhor forma de conhecer esse fenômeno, é orientar o processo de investigação pelo paradigma teórico-metodológico intitulado materialismo histórico-dialético, o que é tratado na primeira parte. Empregando o referido paradigma, foi possível apresentar, na segunda parte, uma análise da conjuntura social, ideológica, econômica e política impactada pela pandemia. Subsequentemente, a educação é discutida e são apresentados os problemas vividos e as possibilidades abertas. Na conclusão, o leitor encontra a crítica ao negacionismo científico do governo federal, bem como a afirmação de que a pandemia abriu novas possibilidades aos que defendem a educação como direito humano fundamental e bem público, porque o modelo que a compreende como direito privado efetivado na forma mercadoria foi colocado em xeque pelas decorrências do afastamento social.</p> Marcos Francisco Martins Copyright (c) 2022 Revista Sergipana de Educação Ambiental https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://seer.ufs.br/index.php/revisea/article/view/18100 qui, 01 dez 2022 18:29:00 -0300 Mulheres catadoras do Rio Grande do Norte e mulheres indígenas do Ceará https://seer.ufs.br/index.php/revisea/article/view/18322 <p><span style="font-weight: 400;">O presente artigo apresenta uma reflexão vinculada à teorização sobre o cuidado e os direitos da natureza no marco do acompanhamento de dinâmicas de enfrentamento à COVID-19 por parte de mulheres lideranças de dois grupos sociais específicos: mulheres indígenas da Serra das Matas, no Ceará, e mulheres catadoras da Associação Reciclando para a Vida, de Mossoró, Rio Grande do Norte. A metodologia, de tipo qualitativo, baseou-se em encontros que tiveram lugar entre 08/2020 e 12/2021 no marco da pesquisa participativa “Boas Práticas de Enfrentamento à COVID-19 no Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará”, onde realizamos etnografias e acompanhamos a realização de oficinas em encontros presenciais e virtuais. Neste diálogo, mediado por uma perspectiva feminista interseccional e descolonizadora, ativamos tensões entre os conceitos de corpo-território, cuidado mais do que humano e pedagogias da luta de lideranças femininas, apontando para o caráter encarnado e comunitário de pedagogias de luta.</span></p> ​Ana Gretel Echazú Böschemeier, Karlla Christine Araújo Souza, Jocyele Ferreira Marinheiro, Maria Luísa Medeiros de Macêdo Copyright (c) 2022 Revista Sergipana de Educação Ambiental https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://seer.ufs.br/index.php/revisea/article/view/18322 qui, 01 dez 2022 19:38:58 -0300 O olhar da comunidade sobre o papel da universidade pública no enfrentamento da pandemia https://seer.ufs.br/index.php/revisea/article/view/17460 <h1 class="western" lang="pt-PT" align="justify"><span style="font-family: Lucida Sans Unicode, serif;"><span style="font-size: small;">Com o surgimento da pandemia do SARS-CoV-2 em 2019, tempos obscuros de uma crise sanitária escancararam a perversa desigualdade socioambiental e a incapacidade de prover os serviços públicos básicos para toda a população. Em meio a este cenário, foi promovido um curso de extensão on-line, no intuito de viabilizar o diálogo e a troca de saberes entre a sociedade e a universidade, superando o discurso da hegemonia acadêmica e substituindo pela aliança com movimentos e organizações sociais. Neste trabalho, foram analisadas as respostas dos cursistas frente ao preenchimento de formulários, tomando como pilar a análise de conteúdo de Laurence Bardin. Os participantes ponderaram sobre diálogo comunidade-universidade; o papel da universidade na pandemia; comunicação acessível para a comunidade; atividades de extensão e credibilidade das informações. Concluímos com entendimento da importância em encarar o verbo esperançar como um imperativo, não como uma forma de se conformar, mas resistir e tentar buscar soluções de forma conjunta.</span></span></h1> Marcius Vinicius Borges Silva, Luiza Melo de Aguiar Lira, Bruno Andrade Pinto Monteiro Copyright (c) 2022 Revista Sergipana de Educação Ambiental https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://seer.ufs.br/index.php/revisea/article/view/17460 qui, 01 dez 2022 13:23:49 -0300 Mulheres, mães e professoras https://seer.ufs.br/index.php/revisea/article/view/18032 <p>O presente trabalho tem por objetivo investigar os impactos decorrentes do ensino remoto emergencial na vida de mães professoras. Dados da Organização das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres, demonstram que os impactos e implicações da pandemia da Covid-19, são diferentes entre mulheres e homens, sendo elas, as mais impactadas. Com vistas a averiguar tal assertiva, foi aplicado um questionário através do Formulário <em>Online</em> <em>Google Docs</em>, com mulheres que são mães e professoras da rede pública de ensino. Com base na análise das respostas, pode-se verificar que, além de desafiadora, a realidade do ensino remoto também gerou desgastate e sobrecarga na vida das mães professoras, que precisaram gerenciar a sala de aula dentro de suas próprias casas, juntamente com outras tarefas que em uma sociedade patriarcal, são responsabilidades exclusivas das mulheres, a exemplo das atividades domésticas, cuidado com a família e acompanhamento escolar dos filhos.&nbsp;</p> Raiany Priscila Paiva Medeiros Nonato, Maria Juliana do Nascimento , Maria Jocelma Duasrte de Lima, Francisca Elizonete de Souza Lima, Cicero Nilton Moreira da Silva Copyright (c) 2022 Revista Sergipana de Educação Ambiental https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://seer.ufs.br/index.php/revisea/article/view/18032 qui, 01 dez 2022 14:09:26 -0300 Educação Ambiental e Ensino de Ciências https://seer.ufs.br/index.php/revisea/article/view/18014 <p>Como fruto de reflexões resultantes do projeto de ensino “Literatura Infantil e Educação Ambiental: pensando os ensinos de geografia e ciências” e do “Grupo de Estudos em Educação Ambiental desde el Sur – GEASur/UERN”, ambos institucionalizados na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), o presente texto - buscando reafirmar a importância de se inserir a criança, desde cedo, no debate científico -, tem como foco analisar as obras “O boitatá e os boitatinhas” e “Rã de três olhos”, visando refletir sobre as possibilidades de uso dessas obras junto ao Ensino de Ciências, em especial junto à Educação Ambiental.</p> Thaís da Salete Gomes da Silva, Samuel Penteado Urban, Ana Lidia Penteado Urban Copyright (c) 2022 Revista Sergipana de Educação Ambiental https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://seer.ufs.br/index.php/revisea/article/view/18014 qui, 01 dez 2022 15:07:30 -0300 Saberes ambientais de uma vida no campo: https://seer.ufs.br/index.php/revisea/article/view/17328 <p><span style="font-weight: 400;">O presente trabalho tem como objetivo levantar informações sobre práticas culturais, conhecimentos tradicionais e saberes socioambientais de agricultores familiares no município de Glorinha-RS, identificando pontos de diálogo com o ensino de Ciências a partir do conceito de Memória Biocultural. Para tanto, foram realizadas cinco entrevistas com agricultores familiares da localidade e posteriormente, estas foram analisadas com auxílio metodológico da Análise Textual Discursiva. Como resultado, propomos duas categorias temáticas: práticas de agricultura e pecuária; e relação com a água, considerando que foram temas de destaque nas falas dos agricultores e que apresentam potencial para interlocuções com o ensino de ciências da natureza. Concluímos, por fim, que o (re)conhecimento da Memória Biocultural dos agricultores familiares e&nbsp; de outros povos do campo, a partir do ensino de ciências, contribui para que não se aprofunde o processo de esquecimento dos saberes ecológicos e práticas ancestrais e tradicionais que constituíram historicamente os territórios.</span></p> Júlia Kuse Taboada, Marilisa Bialvo Hoffmann Copyright (c) 2022 Revista Sergipana de Educação Ambiental https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://seer.ufs.br/index.php/revisea/article/view/17328 qui, 01 dez 2022 11:06:37 -0300 Do banco da canoa https://seer.ufs.br/index.php/revisea/article/view/18321 <p>O artigo discute a importância do contato com os <em>regenerantes da Mata Atlântica</em> para formação docente. Questiona a fragmentação do conhecimento e o olhar científico supostamente neutro e hierárquico. Estabelece um exercício de escuta com um pescador, buscando compreender os seus conhecimentos sobre os ecossistemas localizados no entorno do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba. A vida em contato com o território produziu formas de leitura da natureza que podem ser somadas aos conhecimentos a partir dos instrumentos técnicos-científicos. Dialogar com o <em>povo da restinga</em> é um caminho para uma educação comprometida com as lutas democráticas, participativas e sustentáveis. Propõe a elaboração de filmes como espaços didático-pedagógicos que fortaleçam os saberes necessários à docência: escutar, observar, sentir, experimentar e imaginar. Conclui que a formação docente precisa incluir o contato com a dimensão orgânica da vida, na qual emergem a mais profunda existência humana, a sobrevivência a partir da alimentação, da relação íntima com a terra e com a água.</p> Rafael Costa, Juliane de Sousa Pereira Copyright (c) 2022 Revista Sergipana de Educação Ambiental https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://seer.ufs.br/index.php/revisea/article/view/18321 qui, 01 dez 2022 19:22:06 -0300 Paisagens sonoras https://seer.ufs.br/index.php/revisea/article/view/17808 <p>Este texto foi elaborado a partir de leituras sobre paisagens sonoras, educação ambiental e escuta. Como principal objetivo buscamos estabelecer as relações entre paisagens sonoras e educação ambiental na perspectiva crítica, tendo a escuta como ponto central dessa relação, tanto no que se refere ao meio ambiente quanto aos sujeitos. Realizamos uma reflexão teórica acerca das possibilidades de contribuição das paisagens sonoras na educação ambiental crítica, partindo-se da escuta como percepção e relacionamento com o mundo. Compreendemos que as paisagens sonoras são potenciais para a educação ambiental crítica, pois apresentam novas formas de se entender o ambiente - em seus aspectos sociais, culturais e ecológicos, a partir dos seus elementos sonoros. Nesse sentido, as paisagens sonoras contribuem na tomada de consciência da realidade socioambiental em que estamos inseridos e, consequentemente, na proposição de ações para uma sociedade mais justa e sustentável.</p> Thais Guedes Guida, Patrícia Barbosa Pereira Copyright (c) 2022 Revista Sergipana de Educação Ambiental https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://seer.ufs.br/index.php/revisea/article/view/17808 qui, 01 dez 2022 13:47:57 -0300 Amílcar Cabral, o pedagogo da revolução https://seer.ufs.br/index.php/revisea/article/view/18319 <h1>Paulo Freire denominou o líder da independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde, Amílcar Cabral, como o “Pedagogo da Revolução”. Mesmo sendo pouco estudado no Brasil, Amílcar Cabral é mundialmente reconhecido como um dos ícones africanos da resistência ao colonialismo europeu. Neste artigo, ressaltamos como Amílcar Cabral inspirou Paulo Freire em estudos sobre o continente africano, no período que participou de projetos de alfabetização no continente para a educação dos povos subalternizados. Nesse sentido, pretendemos trazer contribuições, tanto ao explicitar que a herança colonial ainda está presente pelos efeitos de colonialidade, bem como alguns enfrentamentos possíveis na luta anticolonial, olhando o passado, para compreender o tempo presente.</h1> Marcelo da Silva, Suzani Cassiani Copyright (c) 2022 Revista Sergipana de Educação Ambiental https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://seer.ufs.br/index.php/revisea/article/view/18319 qui, 01 dez 2022 19:07:46 -0300