A bruxa no conto popular

  • Maria Goretti Ribeiro Maria Goretti Ribeiro

Resumo

Resumo: Este artigo analisa a figura da bruxa no conto popular Baba Yaga como representação do poder nefasto do Feminino, especificamente da Grande Mãe em seu aspecto elementar negativo. Apoiada em pressupostos teóricos da Psicologia Profunda (NEUMANN, 1996) e da Antropologia cultural (DURAND, 1997), demonstraremos que essa criatura construída pelo imaginário coletivo é uma das variantes arquetípicas da Mãe Terrível nas funções elementares de reter, fixar, aprisionar e devorar. Mestras da magia, as bruxas encarnam poderes paranormais maléficos construídos pela imaginação arcaica e conservados pelo inconsciente coletivo nas suas mais ricas e simbólicas manifestações. Nos contos populares, elas representam o lado desafiador, revolucionário, ousado e independente da mulher; poderes sobrenaturais direcionados para o mal que todo ser humano concentra em sua mente. O nosso objetivo é interpretar a imagem da bruxa no conto citado como uma expressão do medo inconsciente do desconhecido e dos poderes ocultos na Sombra do ego que se revelam de forma própria na arte de contar histórias. Palavras-chave: Imaginário; Arquétipo; Feminino; Bruxa Resumen: Este artículo investiga la figura de la bruja en el cuento popular Baba Yaga como representación del poder nefasto de lo Femenino, específicamente de la Grande Madre en su aspecto elementar negativo. Apoyada en presupuestos teóricos de la Psicología Profunda (NEUMANN, 1996) y de la Antropología cultura (DURAND, 1997), demostraremos que esa criatura construida por el imaginario colectivo es una de las variantes arquetípicas de la Madre Terrible en las funciones elementares de retener, fijar, aprisionar y devorar. Maestras de la magia, las brujas encarnan poderes paranormales maléficos construidos por la imaginación arcaica, y conservados por el inconsciente colectivo en las más ricas y simbólicas manifestaciones. En los cuentos populares, ellas representan el lado desafiador, revolucionario, osado e independiente de la mujer; poderes sobrenaturales direccionados para el mal que todo ser humano concentra en su mente. Nuestro objetivo es interpretar la imagen de la bruja en el cuento citado como una expresión de miedo inconsciente de lo desconocido y de los poderes ocultos en la Sombra del ego, que se revelan de forma propia en el arte de contar historias. Palabras-clave: imaginario; arquetipo; femenino; Bruja.
Publicado
2021-01-25
Como Citar
Ribeiro , M. G. (2021). A bruxa no conto popular. Revista Humanitae, 1(1), 40 - 49. Recuperado de https://seer.ufs.br/index.php/revistahumanitae/article/view/15152