Cadernos do Tempo Presente https://seer.ufs.br/index.php/tempo <p><strong>Escopo</strong>: O Grupo de Estudos do Tempo Presente – GET, ligado ao Departamento de História da Universidade Federal de Sergipe, responsável pela revista eletrônica semestral dos <strong>Cadernos do Tempo Presente,</strong>&nbsp;informa a todos os interessados em apresentar&nbsp;<strong>artigos e resenhas</strong>&nbsp;para publicação que continua recebendo artigos e resenhas em&nbsp;<strong>fluxo contínuo e de acesso aberto</strong>. Seguindo a própria composição do GET, serão bem-vindas produções de historiadores, geógrafos, cientistas sociais, filósofos, jornalistas, economistas, psicólogos, estudiosos das relações internacionais, dos meios de comunicação e demais áreas das ciências humanas, sejam mestres, doutorandos ou doutores. Não cobra nenhuma taxa de processamento dos artigos.<br><strong>E-ISSN</strong>: 2179-2143</p> Universidade Federal de Sergipe pt-BR Cadernos do Tempo Presente 2179-2143 A Cena Muda, Eu sei tudo: https://seer.ufs.br/index.php/tempo/article/view/18592 <p><strong>Recebido: 15/11/2022 </strong></p> <p><strong>Aprovado: 07/12/2022</strong></p> <p>Este artigo traça um breve histórico de <em>A Cena Muda</em>, analisando sua vinculação às revistas de fãs e a conexão estabelecida com o mercado editorial brasileiro entre 1921 e 1955. Durante a investigação foram consultadas fontes documentais a exemplo de periódicos publicados no Brasil e nos Estados Unidos, bem como foi realizado um levantamento da produção acadêmica acerca do tema. Mais do que apenas difundir os filmes e os astros hollywoodianos, <em>A Cena Muda</em> esteve atenta às transformações que ocorriam no país. Além de promover os astros e os filmes estadunidenses, de buscar estabelecer uma relação próxima com os leitores, a revista se manteve atualizada a respeito dos movimentos culturais, sobretudo aqueles relacionados ao cinema nacional e ao rádio, que tiveram seu espaço ampliado na publicação com o passar dos anos.</p> <p><strong>Palavras-chave: </strong>História e cinema, <em>A Cena Muda</em>, revista de fã, Hollywood, história da imprensa no Brasil.</p> Andreza S. C. Maynard Dilton C. S. Maynard Copyright (c) 2023 Cadernos do Tempo Presente 2023-01-13 2023-01-13 13 2 03 19 10.33662/ctp.v13i2.18592 Masculinidade personalista em “República dos assassinos”: https://seer.ufs.br/index.php/tempo/article/view/18593 <p><strong>Recebido: 30/10/2021&nbsp;</strong></p> <p><strong>Aprovado: 30/04/2022</strong></p> <p>As declarações misóginas do Presidente Jair Bolsonaro são publicizadas desde sua época de deputado federal. Hoje na Presidência, entendemos que suas ações estão fincadas em raízes violentas, que reproduzem uma lógica de ódio, masculinista e miliciana, já representada no cinema nacional. O objetivo deste artigo é refletir as origens dessa ordem masculinista personalista brasileira traçando paralelos entre a obra fílmica “República dos Assassinos” do diretor Miguel Faria Júnior (1979), as personagens circulantes da trama com as personalidades que fazem parte do atual governo bolsonarista. Objetivamos desnudar essas relações masculinistas personalistas e defender a tese de que o filme reflete (sem anacronismos) dados da nossa realidade presente. Para tanto, usamos as reflexões de Jacques Aumont e Julie Marie em uma análise temática do filme, percebendo os ecos de suas personagens “fictícias” nas manifestações performáticas próprias da masculinidade bolsonarista.</p> <p><strong>Palavras chaves</strong>: Masculinidade. Bolsonarismo. Memória. História. Cinema.</p> Luciana Renata Santana Diniz Hamilcar Silveira Dantas Junior Copyright (c) 2023 Cadernos do Tempo Presente 2023-01-13 2023-01-13 13 2 20 35 10.33662/ctp.v13i2.18593 O álbum como narrativa: https://seer.ufs.br/index.php/tempo/article/view/18598 <p><strong>Recebido: 18/03/2022 </strong></p> <p><strong>Aprovado: 27/09/2022</strong></p> <p>Entre as múltiplas possibilidades de análises na historiografia, um álbum/disco pode ser compreendido como uma construção narrativa na qual o (a) artista ou grupo projeta uma determinada identificação artística. Efêmera, mas também temporal tal projeção do individuo ocorre por meio da estruturação de sua produção a partir de eixos narrativos, de elaborações de representações e da construção de uma trama narrativa que confere sentido ao álbum produzido. Em alguns casos, tais narrativas possuem uma relação biográfica direta com o sujeito que interpreta as canções presentes no disco, o que compreende parte de uma trajetória artística. O presente trabalho pretende discutir tal possibilidade de compreensão do álbum como narrativa, ligada a uma construção biográfica, a partir do primeiro álbum solo da cantora/compositora cubana Camila Cabello, artista ligada ao campo da música <em>pop.</em></p> <p><strong>Palavras-Chave:</strong> Álbum Musical; Narrativa; Narrativa.</p> Igor Lemos Moreira Copyright (c) 2023 Cadernos do Tempo Presente 2023-01-15 2023-01-15 13 2 50 64 10.33662/ctp.v13i2.18598 Palavra de ordem: https://seer.ufs.br/index.php/tempo/article/view/18599 <p><strong>Recebido: 10/09/2021 </strong></p> <p><strong>Aprovado: 06/03/2022</strong></p> <p>Ao percorrer as sendas históricas do Brasil, na década de 1970, podemos observar rastros espessos do projeto político dos militares. Visualizamos que os generais buscavam manter sua posição no comando federal. Para isso, utilizaram recursos como atos institucionais, limitações aos outros Poderes e projetos políticos. Dentre esses projetos, observamos um alinhamento em torno do discurso de integração nacional, onde estados outrora vistos como marginalizados — como o Piauí — foram impulsionados ao crescimento, por meio de governos que valorizavam a construção civil como ferramenta para inserção no “milagre brasileiro” econômico. Constata-se então um discurso híbrido, cuja imprensa figura como a principal porta voz dos feitos da ditadura. Este artigo é fruto de uma pesquisa empírica a partir de documentos oficiais e de matérias publicadas nos jornais <em>O Dia, O Estado </em>e <em>Estado do Piauí</em>, que são analisados a partir da interlocução com os estudos de Robert Darnton, Anne-Marie Smith, Beatriz Kushnir, Carlos Fico e Cláudia Fontineles.</p> <p><strong>Palavras Chave: </strong>História. Política. Imprensa.</p> Cláudia Cristina d a Silva Fontineles Carlos Alberto de Melo Silva Mota Copyright (c) 2023 Cadernos do Tempo Presente 2023-01-15 2023-01-15 13 2 65 78 10.33662/ctp.v13i2.18599 Quando a vontade é luta: https://seer.ufs.br/index.php/tempo/article/view/18600 <p><strong>Recebido: 16/02/2022 </strong></p> <p><strong>Aprovado: 28/07/2022</strong></p> <p>O presente artigo analisa aspectos do Movimento de Educação de Base (MEB), destacando a prática sindical rural na Bahia através dos relatos orais de memória. São também analisados discursos produzidos pelo material didático, utilizados nas aulas do MEB, compreendendo como as produções discursivas foram produzidas pelo movimento e, como contribuíram na luta dos trabalhadores e trabalhadoras rurais por uma vida com direitos.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> MEB; sindicato; relatos; discursos; educação popular.</p> Sara Oliveira Farias Copyright (c) 2023 Cadernos do Tempo Presente 2023-01-15 2023-01-15 13 2 79 89 10.33662/ctp.v13i2.18600 Afinal, a que corresponde o Governo Bolsonaro? https://seer.ufs.br/index.php/tempo/article/view/18601 <p><strong>Recebida: 21/01/2022 </strong></p> <p><strong>Aprovada: 15/06/2022</strong></p> Michele Morgane de Melo Mattos Copyright (c) 2023 Cadernos do Tempo Presente 2023-01-15 2023-01-15 13 2 90 94 10.33662/ctp.v13i2.18601 Arte, Política e Fé em Dom Helder Câmara https://seer.ufs.br/index.php/tempo/article/view/18602 <p><strong>Recebida: 30/05/2021 </strong></p> <p><strong>Aprovada: 02/11/2021</strong></p> Luiz Alberto Ribeiro Rodrigues Copyright (c) 2023 Cadernos do Tempo Presente 2023-01-15 2023-01-15 13 2 95 98 10.33662/ctp.v13i2.18602